Hospital Universitário Cajuru Hospital SUS de Curitiba completa 63 anos com histórias de superação e de comprometimento social

Referência em traumas e transplantes, Hospital Universitário Cajuru faz parte da trajetória de profissionais que buscam "humanizar" atendimento a pacientes

A técnica em enfermagem, Maria Olinda Alves Stoco, perdeu a conta de quantos pacientes já atendeu em duas décadas como profissional da linha de frente do sistema de saúde. Hoje, com 51 anos, ela dedicou quase metade de sua vida a salvar a dos outros, sem nunca esquecer o porquê de ter escolhido essa profissão, a qual chama de “chamado divino”. Com uma dedicação ininterrupta de 23 anos, a profissional faz parte do quadro de funcionários do Hospital Universitário Cajuru (HUC), instituição com atendimento 100% Sistema Único de Saúde (SUS), em Curitiba (PR), que completa 63 anos no próximo dia 30 de agosto.

“Assim que terminei o curso de enfermagem, em 1998, o Hospital me acolheu de uma forma muito fraterna. Desde então, o hospital tem sido a minha segunda casa, onde fiz amizades, aprendi e continuo aprendendo muito a cada dia, mesmo após tantos anos. Por ser um ambiente universitário, a troca de conhecimento e experiências é muito grande. Olhando para trás, vejo que evoluí consideravelmente, como pessoa e profissional, desde a primeira vez que entrei por aquelas portas”, relembra.

Em meio a tantas experiências e histórias, que se confundem com sua própria vida pessoal, já que até mesmo um de seus filhos trabalhou no hospital, Maria Stoco recorda com carinho os laços afetivos criados com colegas e pacientes. “Eu já cuidei de muita gente, não sei o número exato, mas algumas histórias nunca saem da minha cabeça. Uma vez, por exemplo, eu estava no ônibus, a caminho do trabalho, quando fui abordada por um senhor. Simpático, perguntou se eu me lembrava dele, mas disse que não. Então ele me abraçou e disse que, cinco anos antes, o tratei muito bem, quando esteve internado no Hospital. Ele disse que eu o ajudei a salvar sua vida. Aquilo me emocionou, pois meu trabalho o tocou de tal forma que ele lembrava do meu rosto após todo aquele tempo. É por isso que, mesmo durante a pandemia, nós seguimos na linha de frente da saúde. Todos nós, que estamos nesse trabalho, amamos nosso ofício e somos gratos por isso”, conta emocionada.

Superação

Enfermeira do Centro Cirúrgico do Hospital Universitário Cajuru, Nadira Francisca dos Santos viu a instituição como uma porta de entrada para uma nova realidade em sua vida. “Eu venho de uma família pobre, que morava em terrenos de ocupação irregular. Trabalhei muito tempo como diarista para poder sobreviver. Quando concluí meu curso de auxiliar de enfermagem, o Hospital me deu uma oportunidade e mudou completamente a minha vida. Hoje, tenho condições de ter a minha casa própria, meu carrinho e posso comprar carne para o meu filho. Tudo isso com o fruto do meu esforço para mudar minha realidade”, comemora.

Há 16 anos como funcionária do HUC, Nadira é pós-graduada com foco em Central de Materiais e Centro Cirúrgico pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) que, assim como o HUC, faz parte do Grupo Marista. “Já trabalhei em outras instituições, mas o Hospital Universitário Cajuru é diferente. Sempre falo para os meus colegas que essas paredes têm algo mágico, que eu não sei explicar. Acho que o olhar humanizado é o nosso grande diferencial, pois você sente que a instituição é uma família. Sinto prazer e realizada aqui dentro, pois sempre tive oportunidades de crescer. Comecei como auxiliar e fui ‘subindo os degraus’, sempre atenta aos cursos oferecidos pelo Hospital aos seus colaboradores”, completa.

Incentivo à solidariedade

Atualmente, o Hospital Universitário Cajuru conta com 944 colaboradores, 309 voluntários, 308 médicos e 110 residentes. Por ano, a instituição realiza em média 147 mil atendimentos, entre internamentos, urgências e emergências, cirurgias e consultas ambulatoriais. E para celebrar seus 63 anos, o HUC promove uma live comemorativa no dia 30 de agosto, às 19h30, no canal do YouTube do hospital e contará com chat ao vivo, depoimentos de voluntários, enfermeiras, pacientes e estudantes de medicina. Durante o evento, será lançado o “Amigo Essencial do Cajuru”, um programa de incentivo à doação para o Hospital.

“O Hospital Universitário Cajuru é uma instituição feita por pessoas que amam atender ao próximo. E a conscientização da população e da sociedade como um todo na arrecadação de fundos para a manutenção desse serviço, que hoje tem um déficit de cerca de R$ 1,5 milhão ao mês, é essencial”, comenta o diretor do hospital, Juliano Gasparetto. Os voluntários do hospital, que fazem parte do projeto que completa 15 anos em 2021, também serão homenageados para marcar ainda o Dia do Voluntariado (28/8).

Caneta preenchida de insulina

O dispositivo ajuda para que a condição não se agrave durante a pandemia. A campanha "Caneta da Saúde" chega à cidade do estado do Paraná nesta terça-feira (29) e ficará até quarta-feira, 30 de junho.

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~O Brasil conta com mais de 13 milhões de brasileiros vivendo com diabetes . 1Com eles, são milhares de famílias convivendo com uma doença crônica em uma rotina que exige cuidado intenso e atenção redobrada com a alimentação, além da prática de atividade física e a disciplina na manutenção do tratamento, especialmente em tempos de pandemia.2 É pensando nesses pacientes e suas famílias, e no complexo contexto da pandemia, que surge a campanha "Caneta da Saúde", uma iniciativa de saúde pública e fruto da soma dos esforços e da parceria entre a Associação de Diabetes Juvenil (ADJ), Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD) e da Novo Nordisk, além de contar com o apoio da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS). O objetivo é informar e educar a população sobre as vantagens das canetas preenchidas de insulina, estimulando o uso do recurso que está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), em todo o Brasil, para pessoas com diabetes tipo 1 e tipo 2, preferencialmente jovens até 19 anos e adultos com 50 anos ou mais.3

Diferente das seringas, que precisam de frascos e ampolas, e com a agulha mais fina e curta, causando menos desconforto na aplicação, a "Caneta da Saúde" já vem preenchida com insulina e seletor de dose, o que garante maior precisão, oferecendo menos risco de erro na aplicação. Além disso, pode ser transportada com facilidade e manuseada com praticidade pelas pessoas com diabetes, seus cuidadores e familiares.4,2 "O diabetes não é uma condição individual. Trata-se de algo muito presente na vida de milhões de famílias. Neste novo cenário delicado de pandemia, há pessoas que estão no grupo de risco e podem desenvolver as formas mais graves da doença", explica a endocrinologista e diretora médica da Novo Nordisk, Priscilla Olim Mattar.

A campanha

Por se tratar de uma iniciativa de utilidade pública, a campanha "Caneta da Saúde" tem abrangência nacional e contará com diversas iniciativas no ambiente digital e presenciais. No site da Caneta da Saúde, dedicado à campanha, a população encontra informações e orientações sobre o diabetes, o uso de insulina, as vantagens e benefícios da utilização da caneta preenchida de insulina. Há também uma área destinada aos profissionais da saúde, com um exclusivo e-book e orientações técnicas sobre a utilização das canetas preenchidas de insulina no SUS.

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(O caminhão estará em vários estados durante três meses trazendo informações sobre o tratamento gratuito. Crédito: divulgação)

Ao longo de três meses, um caminhão circulará por diversos estados brasileiros, distribuindo material de orientação e esclarecendo dúvidas da população. Em Curitiba, o caminhão estará na cidade nos dias 29 e 20 de junho, das 8h às 18h, no intuito de reforçar a importância da campanha. O caminhão estará no estacionamento da Leroy Merlin, Endereço Av. Wenceslau Braz 88, Bairro Parolim.

Diabetes em tempos de Covid

A pandemia do novo coronavírus desponta no cenário como preocupação extra. Já se sabe que pessoas com diabetes não estão mais suscetíveis a se contaminar se tomarem os cuidados recomentados pelas autoridades de saúde. No entanto, estando no grupo de risco, elas são sim mais susceptíveis a desenvolver as formas mais graves da doença quando o diabetes não está devidamente controlado.5 Um tratamento adequado controla os picos glicêmicos evitando, por consequência, emergências médicas.4

IMPORTANTE: Não haverá distribuição de canetas preenchidas de insulina e tampouco elas estarão disponíveis no local. O objetivo da campanha é divulgar a existência desse benefício via SUS, educando e orientando pacientes, profissionais da saúde e familiares sobre o diabetes e suas opções de tratamento.

Para mais informações clique:

www.canetadasaude.com.br

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Pacientes com sequelas da Covid-19 recebem tratamento especializado pelo SUS em hospital de Curitiba

Ambulatório do Hospital Universitário Cajuru reúne profissionais de várias especialidades; fadiga e abalo psicológico estão entre os principais sintomas persistentes da doença

Muitos pacientes que recebem alta hospitalar da Covid-19 têm um novo desafio: superar as marcas deixadas pelo novo coronavírus. Para alguns, a dificuldade de andar e o cansaço extremo; para outros, a falta de ar. Falar e voltar a se alimentar da mesma maneira de meses atrás também pode ser um martírio para aqueles que precisaram de traqueostomia ou que seguem sem olfato e paladar; enquanto a dor de cabeça forte e os sinais de estresse pós traumático rondam a mente de muitas pessoas e até mesmo de seus familiares.

Para garantir uma melhora na qualidade de vida e para que os pacientes que venceram a Covid-19 superem as sequelas, o Hospital Universitário Cajuru, em Curitiba (PR), em parceria com a PUCPR, montou um ambulatório especializado nesse tratamento para atender a população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Mais de 60 pessoas já receberam acompanhamento no local. São cerca de 6 a 8 pacientes por semana. O atendimento no ambulatório começou em novembro de 2020 como projeto piloto e, ao longo dos meses, novas especialidades entraram para a equipe.

Dependendo da sequela, os pacientes recebem atendimento especializado em pneumologia, fisioterapia respiratória e funcional, psicologia, neuropsicologia e cardiologia. Junto ao corpo clínico também atuam alunos de Medicina, Fisioterapia e Psicologia da PUCPR. São profissionais que, desde o começo da pandemia, formam uma força-tarefa de pesquisadores para entender o coronavírus e contribuir com formas de combater a Covid-19 e melhorar a assistência e a qualidade de vida dos pacientes infectados.

O serviço é oferecido às quintas-feiras no ambulatório do Cajuru, no período da tarde. Com o encaminhamento e agendamento de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou alta em hospital do SUS, o paciente passa por uma consulta e uma série de exames após avaliação médica.

Sintomas e tratamentos

O gerente médico do Hospital Cajuru, José Augusto Ribas Fortes, um dos responsáveis pela coordenação do ambulatório, conta que há um maior índice de pacientes com fadiga crônica, dificuldade cognitiva, persistência de dores no corpo e, principalmente, sequelas psicológicas como transtorno do estresse pós-traumático. “Essa doença tão nova tem nos mostrado desafios diários. No primeiro momento, passamos pela complexidade de entender as formas de contágio, depois veio a luta para encontrar os melhores tratamentos (situação que ainda segue) e agora precisamos avaliar as sequelas e as melhores formas de tratá-las”, analisa.

A manicure Ruthe Plefka, de 59 anos, recebeu a confirmação do contágio no dia 24 de fevereiro e, cerca de duas semanas depois, foi internada e ficou intubada por 8 dias. “Para mim, no começo, foi como uma crise de rinite alérgica. Fui até uma farmácia e fiz o exame que deu positivo. Depois disso, eu procurei o postinho e, por estar com falta de ar, fui internada e intubada. Duas semanas depois eu melhorei e fui para o quarto, mas com muita dificuldade devido ao tempo de internação”, diz.

No caso de pessoas que ficaram internadas para tratamento contra o coronavírus, as consequências também apresentam agravantes, como é o caso de Ruthe que, após receber alta da UTI, teve o novo desafio de recuperar o equilíbrio e voltar a andar. “Quando eu saí do hospital, eu não conseguia nem ficar em pé. Perdi muita massa muscular no tempo que fiquei internada e, com isso, só ia de um lugar para outro com ajuda de um andador ou cadeira de rodas. Nos primeiros dias em casa, até para tomar banho eu precisava de ajuda e o auxílio de uma cadeira apropriada”, conta.

Além do impacto físico, o abalo psicológico tem se mostrado uma das grandes sequelas para aqueles que passam pelos sintomas mais graves da Covid-19 e o acompanhamento especializado é essencial nessa nova fase. “Eu fui para o ambulatório do Hospital Cajuru algumas semanas após receber alta e me surpreendi com o atendimento. Foram cerca de oito médicos especializados em áreas diferentes que me atenderam da melhor forma possível. Para mim, foi extremamente importante ter esse acompanhamento porque eu estava muito preocupada com as sequelas que poderiam ficar e pude fazer todos os exames de forma gratuita. Para aqueles que não têm condições de pagar pelo serviço, é essencial. Além disso, pude conversar com a psicóloga. Hoje meu maior medo é pegar Covid-19 de novo e voltar para a UTI”, revela.

O gerente médico do hospital reforça a importância dos ambulatórios nesse momento, principalmente aqueles prestados pelo SUS. “Nós queremos permitir que essas pessoas superem os traumas, a dor, tanto as sequelas físicas quanto psicológicas. Com um serviço 100% SUS, alcançamos os pacientes que apresentam alguma sequela após o contágio, mas que não tem condições financeiras para fazer o tratamento e acompanhamento necessário”, revela o médico.

Sobre o Hospital Universitário Cajuru

O Hospital Universitário Cajuru é uma instituição filantrópica com atendimento 100% SUS. Está orientada pelos princípios éticos, cristãos e valores do Grupo Marista. Vinculado às escolas de Medicina e Ciências da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), preza pelo atendimento humanizado, com destaque para procedimentos cirúrgicos, transplante renal, urgência, emergência, traumas e atendimento de retaguarda a Pronto Atendimentos e UPAs de Curitiba e cidades da Região Metropolitana.

Pesquisadores da UFPR estudam testes rápidos da doença Covid-19

Cientistas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) estão se mobilizando para o combate ao novo coronavírus. Um grupo de pesquisa foi criado para estudar os testes rápidos da doença Covid-19, causada pelo SARS coronavírus. Participam do estudo infectologistas do Complexo Hospital de Clínicas (CHC) da UFPR, a equipe responsável pelas Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) do HC e estudantes dos cursos de Medicina e Farmácia da Universidade.
Para a infectologista Sônia Raboni, professora coordenadora do grupo, o impacto da pesquisa será para contribuir para um diagnóstico mais rápido e confiável. “O teste rápido deve ser realizado à beira do leito. Isso vai ajudar na orientação e tratamento desse paciente e, principalmente, na definição se precisa ir a uma enfermaria com os cuidados de isolamento ao Covid-19 ou não”, explica a cientista que também integra a Comissão de Acompanhamento e Controle de Propagação do Coronavírus da UFPR.

Proposta é fazer validação dos testes de diagnóstico rápido, que já foram adquiridos pelo Ministério da Saúde e Hospital de Clínicas UFPR. Foto: Marcos Solivan/Sucom-UFPR
A ideia é fazer a validação dos testes de diagnóstico rápido contra a Covid-19. O Ministério da Saúde e o HC já adquiriram os testes, que devem chegar nas próximas semanas ao Hospital. No entanto, existem poucas publicações científicas sobre como é a resposta imune a essa infecção. A intenção da pesquisa é saber mais sobre a dinâmica de produção dos anticorpos contra este patógeno e avaliar o momento ideal para sua aplicação, visando melhorar o diagnóstico.
No momento, o CHC/UFPR utiliza para o diagnóstico desta infecção o método molecular. Quando um paciente é internado com suspeita da doença, é coletado o material e a amostra é analisada no Laboratório de Virologia de Biologia Molecular para a identificação do vírus. Essa é uma técnica mais sofisticada e que demanda mais tempo para a sua execução. A pesquisa busca avaliar o desempenho dos testes rápidos comparados aos resultados obtidos com a análise molecular.
O projeto “Fortalecimento da rede de c2019 (SARS-CoV 2): métodos moleculares e imunológicos” foi contemplado na chamada pública 09/2020 da Fundação Araucária. Por meio do edital, receberá o valor de R$ 104 mil para investir em bolsas de extensão para egressos e alunos para fortalecer as áreas de diagnóstico e atenção aos pacientes com Covid-19.
Como funciona o tratamento
O coronavírus pode facilmente ser confundido com um resfriado ou uma gripe. Os sintomas são parecidos e em muitos casos a doença pode passar despercebida. No entanto, é importante conhecer sobre o vírus para que a pessoa saiba identificá-la e tomar as medidas necessárias.
A infecção pelo coronavírus, na maioria das vezes, vai ser uma infecção leve, como explica a pediatra infectologista Cristina Rodrigues, professora integrante da Comissão de Acompanhamento e Controle de Propagação do Coronavírus da UFPR. “O Covid-19 pode causar febre e tosse. Em alguns casos pode ser acompanhado de dores no corpo, coriza, dor de cabeça, entre outros”.
De acordo com a infectologista, o sinal mais preocupante para infecções do novo coronavírus é a dificuldade respiratória. “A pessoa deve procurar o hospital se apresentar cansaço. Também é importante procurar atendimento se o paciente tiver um quadro febril que persista por mais de um ou dois dias. Quem tiver sintomas de um resfriado comum não precisa ir ao hospital – o tratamento pode ser feito de casa”.

Infográfico: Amanda Gomes/Agência Escola de Comunicação Pública UFPR
Os quadros leves costumam ser curados em torno de uma semana, como se fosse um resfriado. Cristina explica que em pessoas com um bom sistema imunológico, a doença pode passar despercebida. “É importante lembrar que os casos que precisam de atendimento são a minoria, em torno de 20% do total”.
O tratamento da Covid-19 é parecido com o de uma gripe, com analgésicos, antitérmicos, repouso, boa alimentação e boa ingestão de líquidos. A pessoa diagnosticada com a doença deve ficar em isolamento domiciliar – a recomendação do Ministério da Saúde em caso de coronavírus é de isolamento de 14 dias.
De acordo com a Comissão de Acompanhamento e Controle de Propagação do Coronavírus da UFPR, é de se esperar que uma parcela da população tenha resistência natural ao vírus. Isso quer dizer que nem todos que se infectarem apresentarão a doença. “Além disso, supondo que a doença estimule uma imunidade permanente, quando existir um certo número de infectados, ela deixa de circular livremente. Isso porque, nesse caso, a pessoa que tem o vírus provavelmente vai ter contato com uma imunizada, que não terá a doença”, acrescenta Cristina.
Estrutura para conter a pandemia
Aproximadamente 70% da população brasileira depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com o Ministério da Saúde. Para muitas pessoas, é o SUS que possibilita um tratamento adequado para o coronavírus. “O Brasil tem um sistema muito variável de região para região, mas o SUS é fundamental para os que adquirem um quadro mais grave, que precisam ser internados em enfermarias ou UTIs. O sistema de saúde privado aporta apenas de 20% a 25% da população”, aponta a pesquisadora Cristina.
De acordo com dados da Secretaria de Atenção à Saúde, no Paraná, existem 27.494 leitos no estado, sem contar os complementares (aqueles com características especializadas). Desses, 18.486 são do SUS. Ações estão sendo tomadas pelos municípios, orientados pelo Ministério da Saúde, para que a rede se articule e consiga atender os pacientes com a Covid-19 e também quem está sofrendo por outra enfermidade. “Existem regiões do país com problemas sérios com dengue e sarampo, além de outras doenças. Esse surto de coronavírus torna o tratamento dessas doenças um desafio ainda maior. UTIs e leitos estão sendo providenciados para dar suporte ao sistema de saúde”, afirma Cristina.
A pesquisadora reforça a importância das medida preventivas. “Mesmo que o sistema de saúde esteja pronto para atender, se muitas pessoas ficarem doentes ao mesmo tempo, ele vai sobrecarregar. Com as medidas preventivas, conseguimos diluir esse processo,fazendo com que nem todas as pessoas adoeçam ao mesmo tempo”.
É importante ficar atento às recomendações do Ministério da Saúde, como evitar aglomerações, higienizar sempre as mãos, evitar contato físico, cobrir o nariz e boca ao espirrar ou tossir, manter os ambientes ventilados e não compartilhar objetos de uso pessoal.
Aplicativo do SUS
O SUS desenvolveu um aplicativo para orientar as pessoas sobre o coronavírus. O programa “Coronavírus – SUS” permite que quem suspeitar possuir a doença consulte um pré-diagnóstico. Basta entrar no aplicativo e listar os sintomas sentidos. De acordo com o que for listado, o próprio aplicativo informará se há suspeita de coronavírus e ainda aponta unidades de atendimento próximas ao usuário. O aplicativo tem versão para IOS e Android.
Link da notícia no portal UFPR: https://www.ufpr.br/portalufpr/noticias/pesquisadores-da-ufpr-estudam-testes-rapidos-da-doenca-covid-19/

UFPR produz desinfetante de mãos para postos de saúde e hospitais do SUS no Paraná

Em meio à pandemia do coronavírus no mundo, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) está produzindo álcool 70% glicerinado para distribuição gratuita a hospitais e postos de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná, além de instituições beneficentes com pessoas do grupo de risco. A iniciativa do Laboratório de Espectrometria de Massas (LabFenn) da UFPR, em Jandaia do Sul, busca trazer uma alternativa para o alto preço e baixa disponibilidade do álcool gel em farmácias e mercados.
O produto não é gelificado, mas pode ser usado para esterilização cirúrgica e para desinfetar as mãos. A produção chega a 500 litros de álcool 70% por dia e a expectativa é que se alcancem mil litros diários na semana que vem. Dos 100 frascos já entregues, 50 foram para o SUS de Jandaia do Sul, enquanto outros 50 tiveram como destino o Asilo São Vicente de Paula, do mesmo município.

Desinfetante é produzido na UFPR a partir de uma formulação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Fotos: Divulgação
Nesta terça-feira (23), 50 litros do desinfetante serão entregues para um hospital na cidade de Jaguapitã, no interior do Paraná, e para a Fazenda da Esperança, em Jandaia do Sul. A distribuição é prioritária para hospitais e postos de saúde. Depois, o foco é para instituições beneficentes, que atendem pessoas do grupo de risco do coronavírus, e após essa distribuição, o produto será ofertado à sociedade como um todo.
“O produto vai ajudar a suprir uma demanda. O álcool em gel está em falta e o preço está alto. A ideia é compensar essa necessidade momentânea”, diz o professor Eduardo Meurer, pesquisador do Laboratório de Espectrometria de Massas da UFPR.

Distribuição é prioritária para hospitais e postos de saúde, depois, para instituições beneficentes e sociedade como um todo
O desinfetante é produzido a partir de uma formulação da Organização Mundial da Saúde (OMS). O processo começa num tanque de alimentação, em que são colocados os componentes, para então serem transferidos para um tanque maior, onde acontece a mistura. Após isso, os produtos são envasados, rotulados e estão prontos para serem utilizados.
Além do Laboratório de Espectrometria de Massas da UFPR, a produção contou com contribuições da comunidade e indústria local de Jandaia do Sul.
Álcool gel em Curitiba
Em Curitiba, a equipe da Farmácia Escola da UFPR, em parceria com a Pró-reitoria de Administração (PRA) e a Reitoria, produziu álcool gel. Essa produção foi destinada ao uso da comunidade interna da Universidade. Em uma semana, foram produzidos 56 quilos de álcool gel. “É um impacto muito importante e relevante para a comunidade acadêmica. Isso contribui para a segurança da comunidade interna da UFPR”, diz a professora Camila Costa, coordenadora da Farmácia Escola.
Essa não é a primeira vez que a o projeto contribui em uma situação como essa. Na época do surto de H1N1, houve a produção de álcool gel para a UFPR, além do medicamento Tamiflu em solução oral para a prefeitura de Curitiba.
Confira respostas de cientistas da UFPR para perguntas da sociedade sobre coronavírus, incluindo dúvidas sobre uso do álcool gel
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