Cantora consagrada da bossa nova se apresenta no Teatro Paiol nos próximos dias 3 e 4 de maio
Curitiba, maio de 2024 - Para celebrar o reencontro entre Claudette Soares e Chico Buarque, a artista leva para Curitiba o show “Claudette canta Chico” em maio. Serão duas apresentações no Teatro Paiol: dias 3 e 4 de maio às 20h. Os ingressos já estão à venda no site www.guia.curitiba.pr.gov.br a R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Na ocasião, será lançado o CD físico Claudette canta Chico pela Companhia de Discos do Brasil que serão vendidos a R$ 50.
Claudette Soares e Chico Buarque se conhecem desde a primeira metade da década de 1960, quando ela era a principal estrela do João Sebastião Bar, famosa casa de música de São Paulo, e ele um jovem que participava das noites dos novos talentos apresentados pela cantora naquele espaço. Claudette foi uma das primeiras a perceber a qualidade do trabalho do jovem estudante de arquitetura e quis gravar uma composição dele, “Marcha Para Um Dia de Sol”, mas a gravadora que a mantinha sob contrato não acreditou na música. Por causa disso, ela perdeu a chance de ser a primeira artista a incluir uma canção de Chico em disco. Mesmo assim, as canções de Chico seguiram no repertório de shows e discos de Claudette. Porém, eles nunca haviam gravado uma música juntos. Esta lacuna agora foi preenchida com o lançamento do álbum e do show “Claudette canta Chico”.
Com arranjos do pianista Alexandre Vianna e produção de Thiago Marques Luiz, o álbum traz composições icônicas de Chico, como “Carolina”, “Todo Sentimento” e “Futuros Amantes”. “Realejo” é um dos destaques. Trata-se da regravação de uma música de Chico que Claudette lançou nos anos 60 e que ela nunca mais havia cantado.
A escolha do repertório ficou a cargo da própria Claudette Soares e Thiago Marques Luiz que reúne 10 músicas do compositor que passam por todas as décadas de sua criação artística. “Claudette quis fazer um disco que passasse por todas as fases do Chico; desde os anos 60 quando eles começaram praticamente juntos na TV Record, até os dias de hoje. Mostra muito o quão atemporal eles são”, afirma Thiago.
E é a primeira vez que Claudette Soares grava cantando com o Chico, embora eles ja se conheçam há muito tempo. Em agosto do ano passado os artistas se reencontraram para gravar a faixa que abre o disco “Cadê Você (Leila XIV)”, uma parceria de Chico e João Donato, para comemorar os 55 anos do álbum “Gil, Chico e Velloso por Claudette” que foi lançado pela Philips em 1968.
Das canções do álbum de 1968, produzido por Manoel Barenbein, as quatro canções do Chico foram gravadas com os arranjos feitos pelo Cesar Camargo Mariano: “Januária”, “Desencontro”, “Bandolim” e “Lua Cheia”. “O Thiago Marques Luiz, produtor do projeto, teve essa ideia, de gravarmos um disco cantando Chico já que eu havia gravado apenas essas quatro canções dele e queria gravar muitas mais. E foi maravilhoso! Ensaiamos poucas vezes, fiz um show com o repertório no Teatro Sérgio Cardoso uma única vez e já gravamos o disco em dezembro do ano passado, porque nossa geração é assim, a gente acredita na emoção do momento”, conta a cantora.
No show que apresenta agora, “Claudette Canta Chico”, com direção musical do pianista Alexandre Vianna e produção e direção artística de Thiago Marques Luiz, ela canta além das músicas recém gravadas, canções do autor que ela gravou ao longo de sua carreira.
Sobre Claudette Soares:
Seus pais eram contra a presença de uma cantora na família, mas Claudette Colbert Soares era teimosa e amava soltar sua voz de criança nos auditórios de concursos de calouros das rádios cariocas. Em 1947, aos 10 anos de idade, começou sua carreira como revelação no programa A raia miúda, de Renato Murce, na Rádio Nacional.
Apresentou-se no programa da Rádio Mauá chamado Clube do Guri, de Silveira Lima. Depois também se apresentou no programa Papel Carbono, de Renato Murce. Na Rádio Tupi participou do programa Salve o Baião!, conhecendo Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. Ele a apelidou de Princesinha do baião. Ainda na década de 1950, na Rádio Tamoio, ela apresentou ao lado de Ademilde Fonseca o programa No mundo do baião (programa de Zé Gonzaga, irmão do Luís).
Silvinha Telles chamou-a para substituí-la como cantora na boate do Plaza, no final da década de 1950. Dividiu o palco com Luiz Eça, João Donato, Baden Powell e Milton Banana e outros músicos. Participou do programa de TV - Brasil 60, apresentado por Bibi Ferreira, na TV Excelsior - canal 9, de São Paulo.
Convidada por Ronaldo Bôscoli, participou do histórico primeiro show da bossa nova, A noite do sorriso, do amor e da flor, em 20 de maio de 1960, na antiga Faculdade de Arquitetura do Rio de Janeiro. Claudette divulgou as canções da Bossa Nova em São Paulo, nas casas noturnas Baiúca, Cambridge e João Sebastião Bar. Inaugurou a boate Ela, Cravo e Canela, junto com o pianista Pedrinho Mattar, apresentando o espetáculo Um show de show.
Em 1964, gravou “Claudette é dona da bossa”, seu primeiro LP solo, lançado pela gravadora Mocambo, em que se destacam as músicas “Garota de Ipanema” (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), e “Tristeza de nós dois” (Durval Ferreira, Bebeto e Maurício Einhorn). No ano seguinte, gravou “Claudette Soares”, LP que incluiu, entre outras, a canção “Primavera” (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes).
Em 1966, apresentou-se, com Taiguara e o Jongo Trio, no espetáculo “Primeiro tempo 5 x 0”, dirigido pela dupla Mièle e Bôscoli, realizado na boate Rui Bar Bossa e depois no Teatro Princesa Isabel (RJ). Do show resultou o LP homônimo, lançado pela Philips no mesmo ano. Ainda em 1966, foi premiada com o Troféu Euterpe de Melhor Cantora do Ano e participou do I Festival Internacional da Canção (RJ), interpretando “Chorar e cantar” (Vera Brasil e Sivan Castelo Neto).
No ano seguinte, contratada pela Rede Record, apresentou-se no programa “Jovem Guarda” interpretando “Como é grande o meu amor por você”, de Roberto e Erasmo Carlos. Em 1968, gravou um disco somente com músicas de Chico Buarque, Gilberto Gil e Caetano Veloso. Um ano depois, gravou o LP “Quem não é a maior tem que ser a melhor”, lançado pela Philips.
Em 1970, participou do V Festival Internacional da Canção, interpretando “Mundo novo, vida nova”, de Gonzaguinha. No ano seguinte, apresentou-se, com Agildo Ribeiro e Pedrinho Mattar, no show “Fica combinado assim”, realizado no Teatro Princesa Isabel (RJ). Ainda em 1971, ficou nas paradas de sucesso durante 56 semanas consecutivas, com a canção “De tanto amor”, de Roberto e Erasmo Carlos, incluída em LP lançado pela Philips.
No final dos anos 1970, idealizou o projeto de gravação de uma série de LPs com Dick Farney. Gravou apenas dois discos da série, devido ao falecimento do cantor.
Seu trabalho mais recente foi o show “As Divas do Sambalanço” ao lado das cantoras Eliana Pittman e Doris Monteiro, que foi lançado em CD e LP.
Com uma carreira consolidada, em seus mais de 70 anos de carreira, Claudette Soares lançou discos nas maiores gravadoras do país como Philips e Odeon, participou dos grandes Festivais, fez parcerias com grandes nomes da música popular brasileira e já se apresentou em turnês pela Europa, como em palcos de Paris e Lisboa, por exemplo.
Sobre Thiago Marques Luiz – Produtor e Diretor Artístico do show
Thiago Marques Luiz, renomado produtor musical, é jornalista e pesquisador de música popular brasileira, premiado com um Grammy Latino e 10 Prêmios da Música Brasileira. Foi produtor artístico de grandes nomes como Ângela Maria e Cauby Peixoto deixando sua marca indelével na indústria musical brasileira. Com uma carreira rica e diversificada, Thiago é conhecido por sua habilidade excepcional em captar a essência dos artistas com quem trabalha, realçando tanto o talento vocal quanto a autenticidade de cada performance. Sua abordagem colaborativa e seu compromisso com a excelência têm sido fundamentais no desenvolvimento de projetos que não só ressoam com o público, mas também ajudam a definir o som contemporâneo da música brasileira.
Ao longo dos anos, Thiago acumulou uma série de créditos impressionantes, trabalhando com uma variedade de talentos em diversos gêneros musicais. Ele é particularmente admirado por sua capacidade de integrar elementos tradicionais e inovadores em suas produções, uma habilidade que o torna um dos produtores mais procurados do país. Thiago não apenas produz músicas, discos e shows, mas também cria experiências sonoras que permanecem na memória do ouvinte e do espectador.
Atualmente, Thiago Marques Luiz empresta sua expertise ao e gerenciar as carreiras de Alaíde Costa, Claudette Soares, Eliana Pittman e Ayrton Montarroyos, atuando como agente, produtor e diretor artístico. Nos trabalhos com esses artistas, ele habilmente tece o legado musical desses cantores com novas influências, demonstrando sua capacidade única de renovar e reimaginar a música brasileira. As carreiras desses artistas são um testemunho do contínuo impacto de Thiago na cena musical, e sua presença é um selo de qualidade e inovação.
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