Evento online vai promover o mercado de franquias no Brasil

Salão de Franquias vai conectar 100 franqueadores de todo o País com mais de 1,5 mil possíveis franqueados, em dois dias
Na contramão da maioria dos negócios, que ainda sentem o forte impacto das crises sanitária e econômica, as franquias brasileiras devem encerrar o ano com crescimento de mais de 8% no faturamento. Projeção da Associação Brasileira de Franchising (ABF) revela que o setor deve fechar 2021 com alta de 5% em número de unidades. Para promover o contato e interação entre franqueadores que desejam expandir suas operações e futuros empreendedores, o Sebrae/PR e a Fecomércio PR, em parceria com a ABF, vão realizar, nos dias 10 e 11 de setembro, um Salão de Franquias 100% virtual.
A expectativa é que, em dois dias, o evento possa conectar 100 franquias expositoras de todo o país com mais de 1,5 mil possíveis franqueados. As inscrições para as franquias já estão abertas e podem ser feitas no link: www.sebraepr.com.br/salaodefranquias. O investimento varia de R$499 a R$ 699, de acordo com os lotes disponíveis. As vagas são limitadas. Para os interessados em conhecer mais sobre esse modelo de negócio, a participação será gratuita e as inscrições abertas em agosto. Além de conversas individuais com empresários desse mercado, os participantes terão acesso a painéis e materiais com informações sobre o segmento e funcionamento das franquias.
O coordenador estadual de Comércio, Mercado e Franquias do Sebrae/PR, Lucas Hahn, lembra que o segmento de franquias é muito importante no comércio varejista. O Brasil é um dos países que mais possuem franquias no mundo. “É uma possibilidade de empreender com um grau de segurança maior. O evento vai conectar franqueadores a potenciais franqueados e auxiliar na expansão dos negócios para que toda a cadeia ganhe, gerando um círculo virtuoso de desenvolvimento local e estadual”, afirma.
O coordenador de desenvolvimento empresarial da Fecomércio/PR, Rodrigo Schmidt, diz que o Salão de Franquias é uma excelente oportunidade de exposição das marcas das empresas participantes e de contato com pessoas que planejam investir nesse tipo de empreendimento que, apesar da pandemia, continua em crescimento. “O candidato a franqueado terá a oportunidade de obter informações valiosas para poder fazer as necessárias avaliações pessoais e comerciais antes de assumir uma franquia”, ressalta.
Os segmentos de casa e construção, serviços, e saúde, beleza e bem-estar foram os que mais cresceram na pandemia, segundo a ABF. O diretor da Regional Sul da ABF e franqueador de uma escola de inglês, André Belz, destaca que, em momentos de crise, as franquias oferecem o suporte necessário aos franqueados e isso ficou muito evidente no último ano. “Operadores de negócios, independente do setor, principalmente o pequeno e o médio, tiveram muitas dificuldades no período. Já as franquias apoiaram os franqueados nas áreas jurídica e financeira, e trouxeram soluções muito rápidas”, explica.
As franquias são modelos formatados de negócios gerenciados por empreendedores que já passaram por desafios de crescimento, possuem conhecimento do mercado, processos, produtos e tecnologias. As empresas oferecem treinamentos e manuais para que os franqueados sigam e sejam bem-sucedidos nos negócios. “Para ser empreendedor no Brasil é preciso ter planejamento financeiro adequado, mínimo de competência para fazer a gestão do negócio, habilidades comportamentais, e coragem. Eventos como o Salão de Franquias são excelentes oportunidades para que os futuros empreendedores encontrem o modelo de negócio compatível com seu gosto e condição de investimento”, completa.

Cafés especiais ganham preferência no gosto do brasileiro

Busca por qualidade e aromas amplia mercado nacional e internacional. Grãos com indicação geográfica se destacam entre os amantes da bebida

Cafés especiais com IG, como os produzidos no norte pioneiro do Paraná, se destacam no mercado pela diferenciação na qualidade, sabor e aroma. Crédito: Divulgação.

Há quase 300 anos, o Brasil começou a trilhar o seu caminho como um dos maiores e melhores produtores de café no mundo. Com os novos hábitos dos consumidores, há uma procura cada vez maior por qualidade e por sensações que essa bebida, que faz parte da tradição brasileira, pode oferecer. Com o crescimento do mercado dos cafés especiais, o público tem mudado a forma de escolher a bebida, o que tem ampliado as chances para pequenos produtores, torrefadores, baristas, provador/classificador e donos de cafeteria, tanto dentro do país como no exterior.

Pesquisa realizada pelo Sebrae, revela que 52% dos profissionais da cadeia produtiva do café especial no Brasil estão há no máximo cinco anos nesse ramo. “O nicho do café especial é totalmente novo no país, mas o fato de agregar valor ao produto e por haver uma procura maior, pelo consumidor, por cafés diferenciados, faz com que esse mercado tenha um grande potencial de expansão”, comenta o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

De acordo com o estudo dos profissionais ligados à cadeia de cafés especiais, este mercado tem ficado cada vez mais com o perfil de empreendedores jovens e com uma participação maior das mulheres à frente desses negócios. Os empresários desse segmento reconhecem a mudança de comportamento do consumidor e têm se preocupado mais com a origem e como o produto é produzido.

Entre os produtores rurais que trabalham com cafés especiais, esse tipo de produto já representa em média 44% da produção total. Os donos de torrefação, assim como os proprietários de cafeterias levam mais em consideração o perfil sensorial, a pontuação do café e a origem do produto do que o preço que irão pagar.

IG trouxe visibilidade nacional e internacional para o café paranaense. Crédito: Divulgação.

IG atende novo perfil do consumidor

O Brasil é o maior produtor de café do mundo e o segundo maior consumidor do grão, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. O país possui 12 indicações geográficas de café. A mais recente foi conquistada pelo Estado do Espírito Santo, maior produtor brasileiro de café Conilon. Somente em 2020, o Brasil produziu 63,1 milhões de sacas, o equivalente a 3,7 toneladas de café, incluindo o arábica e o Conilon.

No Paraná, o norte pioneiro foi a primeira região a conquistar um selo de Indicação Geográfica (IG), em 2012, com o café especial. Os solos de origem vulcânica e clima subtropical oferecem grande potencial para a produção de grãos diferenciados. Ao longo dos últimos anos, a capacidade de produção e colheita tem sido aprimoradas com o uso de novas tecnologias para aumentar a qualidade, agregar valor e atender a demanda em constante crescimento.

A IG trouxe visibilidade nacional e internacional para o café paranaense, abriu novos mercados, melhorou a renda dos cafeicultores e contribuiu para o desenvolvimento da região, que é formada por 45 municípios. O consultor do Sebrae/PR, Odemir Capello, afirma que foram criados vários núcleos de produção no norte pioneiro desde então. Além disso, a região passou a atrair especialistas da bebida por meio da Feira Internacional de Cafés Especiais (Ficafé), o que tem contribuído para a crescente valorização do produto.

“Hoje, cerca de 40 torrefações compram os cafés especiais do norte pioneiro”, conta Capello. Em 2021, a Cooperativa de Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná (COCENPP) realizou a primeira exportação direta – sem intermediação de traders - de microlotes de café para a Europa. O mercado em crescente expansão reflete o novo perfil do consumidor da bebida, que ficou mais seletivo.

Principais resultados da pesquisa:

O levantamento foi feito com 366 profissionais da cadeia produtiva de cafés especiais, de 22 unidades da federação, no período entre outubro e dezembro de 2020.

- 52% dos profissionais da cadeia produtiva do café especial no Brasil estão há no máximo cinco anos nesse ramo.

- O nicho do café especial é totalmente novo no país, mas o fato de agregar valor ao produto e por haver uma procura maior, pelo consumidor, por cafés diferenciados, faz com que esse mercado tenha um grande potencial de expansão.

- O perfil dos profissionais ligados à cadeia de cafés especiais tem ficado cada vez mais jovem e com uma participação maior das mulheres à frente desses negócios.

- Os empreendedores desse segmento reconhecem a mudança de comportamento do consumidor e têm se preocupado mais com a origem e como o produto é produzido.

- Entre os produtores rurais que trabalham com cafés especiais, esse tipo de produto já representa em média 44% da produção total.

- Os donos de torrefação, assim como os proprietários de cafeterias levam mais em consideração o perfil sensorial, a pontuação do café e a origem do produto do que o preço que irão pagar.

- O novo perfil desse consumidor mais seletivo, acaba se refletindo no aumento da produção de produtos orgânicos e com selo de Identificação Geográfica.

- Um quarto dos produtores de cafés especiais tem selo de IG e outros 10% já estão produzindo cafés orgânicos.

O feijão, protagonista na mesa do brasileiro, será tema de uma série de eventos promovidos pelo Sebrae/PR

Com o foco na inovação da produção ao consumo do feijão, o primeiro encontro online acontecerá nesta quarta-feira (05), às 16h

Discutir a produção, idealização de novos produtos e o mercado das leguminosas é o propósito de uma série de eventos pautados para o decorrer de 2021, tendo o feijão como destaque. O primeiro evento e lançamento da iniciativa será realizado de forma online e gratuita nesta quarta-feira (05). O foco é direcionado aos produtores do grão, mas interessados na temática podem participar por meio do link.

De acordo com os últimos números divulgados pelo IBGE, o Paraná é o maior produtor de feijão preto e com cor do Brasil. Segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, o estado produziu 255,4 mil toneladas de feijão na primeira safra do ano. A estimativa é 491 mil toneladas para a segunda safra, indicando um crescimento de 83% no comparativo com a safra anterior, que foi afetada pela estiagem.

Os números expressivos indicam a importância do grão para a economia, especialmente a paranaense. Além disso, a dupla feijão com arroz é indissociável no prato do brasileiro. Tradicionalmente conhecido na forma caldosa, o feijão apresenta variedades e múltiplas formas de preparação, mas ainda pouco conhecidas. Alguns chefes de cozinha inserem a leguminosa em seu cardápio como forma de valorização regional, mas o trabalho de fortalecimento da cultura do uso do feijão em outras variantes ainda precisa ser aprimorado.

“Temos o desafio de reconhecer a importância e diversidade, porque a partir disso ampliamos a chance de outros preparos. Precisamos estimular essa riqueza e trabalhar mais fortemente o apoio à produtividade com variedade. O produtor faz aquilo que é demandado pelo mercado, então precisamos ampliar essa cartela”, explica a chef do Quintana Gastronomia, Gabriela Vilar de Carvalho, de Curitiba.

De acordo com os últimos números divulgados pelo IBGE, o Paraná é o maior produtor de feijão preto e com cor do Brasil (Imagem: Divulgação IAPAR/SEAB/AEN)

O feijão tem alto valor nutritivo, oferece uma grande quantidade de vitaminas e auxilia na saúde ao prevenir uma série de doenças. É rico em ferro que combate a anemia, possui vitaminas do complexo B e alto teor de fibras que ajudam na saúde intestinal, auxilia na saciedade e ainda possui alto aporte de cálcio, zinco e proteínas. Versátil também na alimentação, a chef comenta que o grão é um produto “comfort food”, ou seja, que desperta conforto e bem-estar.

“O feijão traz notas levemente adocicadas e pode ser feito de diversas maneiras. Podemos usar o grão para fazer feijoada, acarajé, falafel e baião de dois. Podemos misturar com outros ingredientes ou usar a farinha do feijão para o preparo de bolos, até mesmo uma sobremesa clássica japonesa. Pode ser feijão hidratado, partido, frito na imersão, recheado, temperado e tantas outras brincadeiras. Essa relação de textura e crocância pode trazer surpresas gastronômicas, revelando experiências inusitadas e muito saborosas”, indica Gabriela.

Para a coordenadora estadual do agronegócio do Sebrae/PR, Maria Isabel Guimarães, um dos desafios atuais é trabalhar o consumo no mercado interno também já pensando no mercado externo. Ela acredita que, por meio da mudança de hábito do feijão tradicionalmente caldoso para outras formas de preparo, é possível diversificar e ampliar horizontes.

“Queremos que as pessoas saibam das possibilidades e das variedades que existe, que o produtor produza outros tipos de feijão além dos nossos tipos já tradicionais e que o consumidor saiba disso, que não é só na panela de pressão que se faz feijão ou para comer com arroz. O feijão é considerado queridinho do Brasil, mas é um produto que pode ser exportado desde que atenda as exigências de consumo. Queremos que chefes, indústrias alimentícias e consumidores utilizem o feijão como base ou como matéria-prima. São diferentes tipos do grão e novos sabores”, finaliza a consultora.

Junto com o Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (IBRAFE), o Sebrae/PR irá trabalhar várias ações com o tema Feijão. Durante os próximos meses, várias ações voltadas para o consumidor serão realizadas nas mídias digitais e sociais do projeto com o objetivo de ampliar o consumo, gerar negócios e inovação em toda cadeia. Palestras, lives, desafio de restaurantes, dicas de preparos no dia a dia, lançamento de livro online de receitas e outras ações acontecerão no decorrer do ano.

Na Lapa, capacitações do Sebrae/PR preparam empresas do setor turístico para retomar atividades

Conduta Segura na Prevenção da Covid-19 e consultorias de sustentabilidade para empresas de hospedagem, bares, restaurantes e eventos estão disponíveis para empreendedores
O Sebrae/PR oferta capacitações para empresas do setor Turismo, segmento muito impactado pela crise da pandemia. No município da Lapa, tradicional destino de turismo histórico e cultural, as capacitações proporcionam um diferencial competitivo para as empresas além da adequação às normas vigentes.

Uma das capacitações estabelece os procedimentos para a prevenção do coronavírus, seguindo o conteúdo do Manual de Conduta Segura para os Serviços de Hospedagem na Prevenção da Covid-19. Para o consultor do Sebrae/PR, Luís Roberto Zaia, a participação de empresas garante que estejam alinhadas às normas e oferece mais segurança para os turistas.

“As consultorias são específicas na conduta segura contra a contaminação, em especial no setor de turismo, gastronomia e hospedagem. Assim, as empresas que se capacitam conseguem um diferencial competitivo, além de entregar mais valor aos clientes”, analisa o consultor.

A metodologia também está dividida em etapas. Em um primeiro momento é feito um diagnóstico da empresa, em que serão percebidas ações que devem ser corrigidas. A segunda etapa é quando os aspectos de prevenção à Covid-19 são abordados e envolve colaboradores. As próximas duas consultorias são reservadas à elaboração dos documentos e implantação dos procedimentos e, após isso, o programa se finaliza com a consultoria final, quando é apurado se todos os procedimentos foram implementados pela empresa.

Dinacir Azambuja, proprietária e chef de cozinha do Restaurante Espaço Único, na Lapa, implantou as condutas de prevenção à Covid-19 e recebeu a consultoria de sustentabilidade, além de fazer o curso de Finanças. De acordo com ela, a mudança e a introdução de protocolos eram extremamente necessários e vão continuar mesmo depois que a pandemia passar.

“As práticas de sustentabilidade foram importantes tanto na conscientização dos colaboradores, quanto na imagem da empresa. O curso de finanças auxiliou com práticas do dia a dia, principalmente com relação ao cuidado maior nesse momento de dificuldades com a queda no movimento. O mais importante é que percebemos que os clientes notaram as mudanças e se sentem seguros”, analisa Dinacir.

Sergio Vinicius de Souza Junior é gerente e proprietário da Pousada Solar da Lapa e também participou das consultorias de adequação às normas contra a Covid-19 e de sustentabilidade. O empreendedor relata que buscava informações detalhadas sobre a preparação de estabelecimentos para o combate ao coronavírus e como trabalhar com protocolos. Segundo ele, a adequação do espaço, processo e produtos foi um novo marco na rotina diária.

“No início da pandemia já havíamos mudado alguns processos, mas depois do treinamento ficou mais evidente a necessidade e a possibilidade de ‘ativarmos’ o protocolo Covid, se necessário. A equipe ficou mais segura com todas as informações, orientações e EPI´S disponibilizados e, principalmente, por saber como utilizá-los. Isso se refletiu nos hóspedes que perceberam o cuidado com a prevenção e a saúde de todos”, diz o proprietário da pousada.

Sergio ainda comenta que a capacitação foi importante no auxílio da percepção das práticas e processos de enfrentamento do vírus, e, caso necessário, na mudança e adequação.

“Capacitações assim, nos dão mais força e ânimo para seguirmos em um momento de tantas incertezas. As ações sustentáveis não são apenas pelo reconhecimento ou por um selo e sim atitudes que são possíveis de serem adotadas independente da sua proporção. As informações são muito relevantes e nos permitiram melhorar nossos processos de forma contínua”, finaliza.

Os treinamentos são online e gratuitos. Os empreendedores que se interessarem pelos temas devem entrar em contato com a ACIAL, Associação Comercial, Industrial e Agrícola da Lapa.