Em nova edição da exposição de arte africana, MON promove diálogo com artistas contemporâneos

A exposição “África, Expressões Artísticas de um Continente”, realizada pelo Museu Oscar Niemeyer (MON) com obras de seu acervo, ganha uma segunda edição: “África: Diálogos com o Contemporâneo”, que será inaugurada em 24 de junho, na Sala 4. A curadoria é de Paula Braga e Renato Araújo da Silva.

A mostra é um recorte da grandiosa doação feita pela Coleção Ivani e Jorge Yunes (CIJY) ao MON, em 2021, com aproximadamente 1.700 obras de uma das mais importantes e significativas coleções de objetos de arte africana do século 20.

“Agora a exposição se renova com a proposta de estabelecer um instigante diálogo com obras de artistas contemporâneos”, explica a diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika. Comprovando a força dessa interlocução, Fernando Velázquez, Paulo Nenflídio, Rosana Paulino, Arjan Martins, Julio Vilani e Paulo Nimer Pjota têm alguns de seus trabalhos ao lado do conjunto de obras que pertencem ao acervo do MON.

Se, ao longo da história, artistas como Picasso, Matisse e Braque se inspiraram esteticamente naquele continente para recriar conceitos artísticos ocidentais, tal influência se mantém e se renova.

“Hoje falamos de artistas que investigam a inteligência artificial, por exemplo, e nos trazem aqui obras produzidas por um algoritmo, a partir da análise de múltiplas imagens de arte africana”, afirma Juliana. “Ou da tecnologia eletrônica que nos permite participar dos sons da floresta emitidos pela interessante comunicação entre os circuitos digitais de esculturas.”

Um museu existe a partir do seu acervo, mas é da interação entre o público e suas obras que são disseminados cultura e conhecimento. “Temos certeza de que a grandiosa coleção de arte africana será sempre fonte de experiências instigantes e engrandecedoras”, diz a diretora-presidente.

“A exposição, que é um marco para o MON e para todo o Estado do Paraná, ganha novas nuances. Um museu vivo e pulsante precisa promover esse diálogo entre o passado e o presente para instigar e oferecer sempre algo novo ao público”, afirma a secretária de Estado da Cultura, Luciana Casagrande Pereira.

Diálogos com o contemporâneo
Segundo o curador da exposição “África, Expressões Artísticas de um Continente”, Renato Araújo da Silva, as obras doadas ao MON em 2021 foram adquiridas ao longo de mais de 50 anos pelo casal Ivani e Jorge Yunes, detentores de uma das maiores coleções de arte do Brasil.

“Considerando que a cultura brasileira tem ancestrais africanos tanto do lado que veio da Europa quanto do lado que veio diretamente da África, a exposição ‘África: Diálogos com o Contemporâneo’ coloca em contato as peças da coleção de arte africana do MON – doação da Coleção Ivani e Jorge Yunes – com obras produzidas por seis artistas brasileiros que evidenciam o cerne miscigenado da cultura ocidental”, explicam os curadores.

Por negação ou clara aderência, a cultura africana embasa a produção artística europeia. “Na mescla proposta de peças africanas e obras brasileiras contemporâneas, evidencia-se o cerne miscigenado da cultura ocidental e a indiscutível presença da África na arte, na espiritualidade e nos esforços contemporâneos de estabelecimento de uma relação mais saudável entre os povos e com a Terra”, dizem Paula Braga e Renato Araújo.

Curadoria
Paula Braga é professora de Estética e Filosofia da Arte na UFABC. Pesquisando sobre arte, filosofia e psicanálise, publicou “Arte Contemporânea: Modos de Usar” (Ed. Elefante, 2021) e “Hélio Oiticica: Singularidade, Multiplicidade” (Ed. Perspectiva, 2013). Organizou a coletânea “Fios Soltos: A Arte de Hélio Oiticica” (Ed. Perspectiva, 2008) e publica em catálogos e revistas de arte.

Renato Araújo da Silva é historiador em Filosofia pela Universidade de São Paulo, professor colaborador da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP) e autor, entre outros trabalhos publicados, do livro “Outra África: Trabalho e Religiosidade (2020)”; “Arte Afro-Brasileira: Altos e Baixos de um Conceito” (Ed. Ferreavox, 2016). Curador e pesquisador, atuou no Museu Afro e realizou outras exposições em museus, como o de Arte Sacra de São Paulo e o Museu de Diversidade Religiosa de Olímpia (SP).

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) pertence ao Estado do Paraná. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além da mais significativa coleção asiática da América Latina. No total, o acervo conta com mais de 9 mil peças, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina. Os principais patrocinadores da instituição, empresas que acreditam no papel transformador da arte e da cultura, são: Copel, Sanepar, Grupo Volvo América Latina, Vivo e Moinho Anaconda.

Serviço
“África, Expressões Artísticas de um Continente: Diálogos com o Contemporâneo”
Sala 4
A partir de 24/6

Museu Oscar Niemeyer
Rua Marechal Hermes, 999
www.museuoscarniemeyer.org.br

Público com mais de 60 anos terá encontro especial no MON com a artista Leila Pugnaloni

A edição de junho do tradicional programa Arte para Maiores, realizado pelo Museu Oscar Niemeyer, terá como tema a exposição “Tela”, da artista Leila Pugnaloni.

Além de visita mediada e oficina artística, conduzidas pela própria artista, haverá uma videoconferência com o curador, Marco Antonio Teobaldo, que falará sobre o processo curatorial da mostra. Todas as atividades são gratuitas.

Os encontros presenciais, com visitas e oficinas, serão nos dias 6 e 13/6, das 14h às 17h. A videoconferência acontecerá no dia 20/6, das 14h às 15h30.

Para se inscrever, é necessário preencher o formulário online. As vagas são limitadas e não é necessário possuir conhecimento prévio em artes visuais. A participação é gratuita para pessoas com mais de 60 anos e outros grupos isentos de pagamento de ingresso no MON (confira aqui). Para os outros públicos, o ingresso do Museu deve ser pago para ter acesso à atividade.

O Arte para Maiores tem a missão de aproximar o público com mais de 60 anos do Museu Oscar Niemeyer. Em 2019, o programa conquistou um importante reconhecimento nacional na área de educação em museus – o Prêmio Darcy Ribeiro 2019, concedido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

Em cartaz
A partir do dia 1º de junho, a exposição “Tela” poderá ser vista na Sala 7. No total são 131 obras, com curadoria de Marco Antonio Teobaldo. Uma profusão de cores e pinturas em grande escala divide espaço com delicados desenhos em nanquim, frutos de suas observações cotidianas, além de desenhos realizados in situ, o que personaliza a sala expositiva.

Sobre a artista
Leila Pugnaloni é pintora, escultora e desenhista. Iniciou seus estudos em arte em 1976, com o curso de História da Arte e Desenho no Atelier do Museu Alfredo Andersen, em Curitiba. Na mesma década, estudou na Escola de Música e Belas Artes do Paraná e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage), no Rio de Janeiro. Foi aluna do curso de gravura em metal no The Art Students League of New York, em 1982. No ano seguinte, cursou Litografia e Gravura em Metal na Casa da Gravura do Solar do Barão, na Fundação Cultural de Curitiba. Ao longo de sua extensa carreira, a artista realizou mais de 20 exposições individuais e participou de mais de 40 mostras coletivas. Seu trabalho ilustra livros, jornais e revistas.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Serviço
Encontro Arte para Maiores na exposição “Tela”, com a artista Leila Pugnaloni, e videoconferência com o curador da mostra.

Encontros:
Terça-feira, 6 de junho – das 14h às 17h.
Terça-feira, 13 de junho – das 14h às 17h.

Videoconferência:
Terça-feira, 20 de junho – das 14h às 15h30.

Link para inscrição: bit.ly/APMjunho2023

MON realiza restauro em obras de arte da área externa

Importantes obras do acervo do Museu Oscar Niemeyer (MON), expostas na área externa, irão passar por um processo de restauro, para garantir sua conservação. São elas: “Cadeira do Mestre”, de Sergius Erdelyi, e “Cones” (7 unidades), de Eduardo Frota.

“Os cuidados com as obras do Museu são um trabalho contínuo e de grande responsabilidade, que, embora não seja visto pelo público, é fundamental para a garantia de manutenção e longevidade da coleção”, explica a diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika.

Maior museu de arte da América Latina, com 35 mil metros quadrados de área construída, o MON conta com aproximadamente 14 mil peças em sua coleção permanente. “O acervo é o coração de um museu, sua parte mais importante e vital, daí a imensa importância do trabalho de conservação”, comenta.

A escultura “Cadeira do Mestre”, com mais de 5 metros de altura, fica localizada no gramado, ao lado do acesso ao estacionamento dos fundos. A obra, feita de madeira Araucaria angustifolia, será submetida à restauração e proteção.

Os “Cones”, localizados no Vão-livre, ao lado do MON Café, receberão limpeza, tratamento de conservação e proteção. As esculturas são de madeira compensada recortada e têm aproximadamente 3 metros de circunferência.

O artista e restaurador Elvo Benito Damo será responsável pelo trabalho. Recentemente, ele concluiu obras semelhantes de manutenção realizadas pelo MON em quatro grandes obras do Pátio das Esculturas do Museu. São elas: “Mulher Reclinada”, de Erbo Stenzel; “Magrinhas”, de Francisco Stockinger; “Flor Mineral”, de Franz Weissmann, e “Forma no Espaço V”, de Oscar Niemeyer.

“Serpente” no espelho d’água
Outra novidade na área externa da instituição é a exposição da obra “Serpente”, do artista Francisco Brennand, no espelho d’água, embaixo do Olho do MON. De cerâmica vitrificada, a obra tem mais de 2 metros de altura e já passou por outros locais do Museu, como o jardim de inverno ao lado da Sala 6.

Além destas, outras obras de grande porte que podem ser vistas atualmente na área externa são: “Palmeira”, de Elizabeth Titton; “Manifesto Ecológico”, de Elvo Benito Damo; “Pássaro Rocca”, de Francisco Brennand, e “Não Pare de Olhar”, de Eliane Prolik.

Manutenção contínua
Com a finalidade de salvaguardar o acervo, além de trabalhos pontuais de restauração, há uma ação contínua de manutenção das obras do Museu, com rondas semanais. Uma análise minuciosa do estado físico das peças faz parte do monitoramento, que também confere itens diversos como temperatura, umidade e iluminação, entre outros.

Também é realizada a higienização frequente das obras, bem como de seus suportes e cúpulas. A checagem do funcionamento do ar-condicionado, que permanece ativo ininterruptamente, acontece diversas vezes ao dia, pelas equipes de segurança do Museu, que informam imediatamente o setor responsável por Acervo e Conservação caso constatem qualquer alteração.

Além do trabalho de conservação e restauro, o setor realiza atividades de catalogação, o que inclui acrescentar biografias, histórico e descritivo das obras do acervo.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Museu Oscar Niemeyer realiza nova edição do “Uma Noite no MON”

As cores e suas diversas possibilidades de misturas serão exploradas na primeira edição de 2023 do programa “Uma Noite no MON”. A atividade ocorrerá no sábado, 27 de maio, das 18h30 às 22h, com vagas limitadas e destinadas ao público infantil de 7 a 10 anos.

As crianças devem, obrigatoriamente, estar acompanhadas de um adulto responsável, que participará junto de todas as atividades, em um ambiente de interação e conexão.

O roteiro temático “A Incrível Fábrica de Cores” convidará os inscritos para uma série de atividades lúdicas após o fechamento do Museu, que incluem brincadeiras, oficinas, visitas mediadas e um lanche. Os ingressos devem ser adquiridos pelo site.

No dia 20 de maio, a mesma edição será realizada gratuitamente para crianças de instituições de acolhimento. A atividade é uma parceria entre o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR) e o Museu Oscar Niemeyer (MON).

Uma Noite no MON
Em duas edições por ano, o projeto desenvolve ações no Museu no período noturno para crianças de 7 a 10 anos. Com um roteiro temático especial, a ação convida os inscritos a descobrirem o MON de uma forma diferente e participativa. Tem como objetivo criar experiências em arte e cultura aliando a ludicidade aos conceitos das mostras em cartaz. São planejadas ações ligadas às artes visuais, arquitetura e design, buscando a análise das obras e/ou artistas.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura do Paraná. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Serviço
Uma Noite no MON – A Incrível Fábrica de Cores
27 de maio
Das 18h30 às 22h
Ingressos em: bit.ly/UmaNoiteNoMON2023

Museu Oscar Niemeyer
www.museuoscarniemeyer.org.br

MON promove atividades para profissionais da educação

Em abril, o MON na Escola volta com mais uma edição, na quarta-feira, 26/4, em duas sessões: às 9h30 e 14h. Tradicional, o programa criado pelo Museu Oscar Niemeyer (MON) promove atividades gratuitas voltadas a professores, alunos de licenciatura e profissionais da mediação cultural.

Desta vez, as ações serão focadas na obra do artista catalão Jaume Plensa, expostas no Olho. Os participantes farão uma visita mediada pela mostra “Invisível e Indizível”, seguida de uma oficina artística, ambas conduzidas pelo Setor Educativo do Museu.

As atividades acontecerão em dois períodos: pela manhã, das 9h30 às 11h30, e à tarde, das 14h às 16h. As inscrições, sujeitas a lotação, devem ser feitas com antecedência pelo link: bit.ly/MONnaEscolaProfessoresAbril.

MON na Escola
O programa MON na Escola é direcionado a professores do ensino público e privado, alunos de licenciatura e outros profissionais da área de mediação cultural. Os encontros são mensais e gratuitos, com emissão de declaração de participação.

Em cartaz
A exposição “Invisível e Indizível” apresenta a obra do artista espanhol Jaume Plensa, um dos principais nomes de sua geração. A mostra, que poderá ser vista até o dia 14/5 no espaço expositivo do Olho do MON, provoca com imagens uma profunda reflexão ao visitante. São obras que gritam, mesmo sem falar; que extrapolam a função de objeto e desenvolvem sensações e relações entre espectadores e obras.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Serviço
MON na Escola – Para Professores
“Invisível e Indizível”
Quarta-feira, dia 26 de abril de 2023
Das 9h30 às 11h30
Das 14h às 16h
Inscrições pelo link: bit.ly/MONnaEscolaProfessoresAbril

Exposição Olhares Cruzados Brasil-Canadá

O projeto Olhares Cruzados: Imagens de duas Culturas é uma iniciativa da CCBC para promover o intercâmbio cultural entre Canadá e Brasil através das lentes das câmeras de dois fotógrafos, um de cada país.

Além de reunir fotos das Cidades de Quebec e de Curitiba, esta exposição, que seguirá aberta ao público até 14 de maio, apresenta o trabalho dos profissionais Brian Noppè (Canadá) e Renato Negrão (Brasil), que valoriza as pequenas comunidades tanto na neve de Quebec quanto nas dunas de areia do Ceará, Piauí e Maranhão (Rota das Emoções), mostrando ao público as riquezas de seu modo de vida, somadas ao respeito ao meio ambiente. Um resultado incrível e que reforça o objetivo do projeto de despertar a reflexão sobre os caminhos possíveis para o desenvolvimento sustentável regional de cada localidade.

Exposição Olhares Cruzados Brasil-Canadá

estará em exibição no MON de Curitiba

MON abrirá normalmente nos feriados de abril

O Museu Oscar Niemeyer (MON) terá funcionamento normal nos feriados do mês de abril: Sexta-feira Santa, Páscoa e Tiradentes (respectivamente dias 7, 9 e 21). O Museu abre ao público de terça a domingo, das 10h às 18h, com acesso até às 17h30. Os ingressos estão disponíveis no site ou na bilheteria física do MON.

Atualmente estão em cartaz as seguintes mostras: “África, Expressões Artísticas de um Continente”, “Ásia: a Terra, os Deuses, os Homens (Colonialismo), “Poty, Entre Dois Mundos”, “Invisível e Indizível – Jaume Plensa”, “Afinidades II – Elas!”, “MON sem Paredes”, “Bancos Indígenas do Brasil”, “Carne Viva”, “O Mundo Mágico dos Ningyos”, “Sou Patrono”, “Luz e Espaço”, Pátio das Esculturas, Espaço Niemeyer e Cones.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Serviço
Horário normal de funcionamento MON nos feriados de abril:
Dias 7, 9 e 21/4, das 10h às 18h, com acesso até às 17h30.

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MON comemora 29 de março com palestra e visita à exposição do Poty

No dia do aniversário de Curitiba, 29 de março – e coincidentemente data de nascimento do artista Poty Lazzarotto –, o Museu Oscar Niemeyer incorporou, há um ano, a maior coleção já doada à instituição: aproximadamente 4,5 mil obras assinadas por Poty (1924-1998).

Para a comemoração tripla, o MON irá promover, na próxima quarta-feira (29), uma palestra com a professora Maria José Justino, curadora da mostra “Poty, Entre Dois Mundos”. Em seguida, os participantes serão convidados para uma visita à exposição. O evento gratuito acontecerá às 17h, no miniauditório do Museu. Para participar não é necessário inscrição prévia.

A coleção doada ao MON um ano atrás foi a maior já recebida pelo Museu e reúne mais de 3 mil desenhos e 366 gravuras, além de tapeçarias, entalhes, serigrafias e esculturas, entre outros. Feita pelo irmão do artista, João Lazzarotto, a doação foi recebida pelo governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, e passou a pertencer ao Estado do Paraná.

No último 25 de outubro, o MON inaugurou, na Torre do Olho, a exposição “Poty, Entre Dois Mundos”, com obras inéditas do artista. A curadoria é de Maria José Justino e a assistência de curadoria é de Juliane Fuganti.

A exposição, que continua em cartaz, inaugurou no Museu um espaço permanente, destinado a apresentar ao público o trabalho de Poty Lazzarotto.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Serviço
Palestra – “Poty, Entre Dois Mundos”
29 de março
17h
Miniauditório do MON
* Para participar não é necessário inscrição prévia.

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Lançamento do livro sobre acervo do MON reúne artistas, curadores e patronos da instituição

O livro histórico de 400 páginas com um recorte da coleção permanente do Museu Oscar Niemeyer (MON) foi lançado na noite desta quarta-feira (22), na Livraria da Vila (Pátio Batel), em Curitiba. O evento reuniu artistas, curadores, patronos e conselheiros da instituição. Para marcar a ocasião foi realizado um bate-papo com a secretária estadual da Cultura, Luciana Casagrande Pereira; a diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika; o curador Marc Pottier, integrante do Núcleo Curatorial do MON, e o sócio-fundador da Editora Bei, Tomás Alvim.

Juliana Vosnika destacou que o livro é uma forma de ampliar o acesso ao acervo do MON, um museu que foi um passo importante nas artes visuais do Brasil, da América Latina e do mundo. “Além de um salto quantitativo no seu acervo, o MON alterou e expandiu o marco referencial, demonstrando amadurecimento como instituição museológica. Entendemos então que era hora de registrar esta conquista e compartilhar com o público diferentes momentos da construção de sua coleção permanente. Assim nasceu a ideia desta publicação”, disse.

“O MON desperta em cada um de nós a sensação de pertencimento, de que ele é nosso. E o livro reafirma isso. Artistas, curadores, colecionadores, o público. Todos ajudaram a construir o museu”, afirmou a secretária da Cultura.

Também estavam presentes no lançamento alguns dos autores de textos que fazem parte do livro, como o artista Fernando Velloso, o historiador Ricardo Freire e Fábio Domingos Batista, que integra o Núcleo Curatorial do MON.

O decano Fernando Velloso disse que a arte e cultura paranaense passaram por uma “evolução respeitável” nas últimas décadas. “Esse texto é o depoimento de alguém que viveu todos esses fatos e que na sua juventude conseguiu colher uma série de depoimentos de pessoas que hoje se tornaram importantes para construir esse edifício que é a arte paranaense”, afirmou.

O livro
A publicação, editada pela Bei em capa dura, conta com textos autorais e centenas de imagens que retratam os destaques deste acervo que, nos últimos anos, quintuplicou de tamanho, chegando atualmente a 14 mil obras.

Além do aumento quantitativo do acervo, o museu alterou e expandiu o marco referencial. As áreas de artes visuais, arquitetura e design, com ênfase em arte paranaense e brasileira, passaram a conviver também com arte africana contemporânea, latino-americana e asiática.

O livro enfoca todas essas áreas, destacando cerca de 500 obras. Também há textos assinados pelos curadores, que selecionaram obras que representam a amplitude do acervo. São eles: o artista paranaense Fernando Velloso, que traz uma abordagem histórica da formação do acervo do MON; o curador Marc Pottier, que discorre sobre arte contemporânea e o acervo de design; os curadores das coleções asiática e africana, Fausto Godoy e Renato Araújo, respectivamente; e o arquiteto Fabio Domingos Batista, representantes do Núcleo Curatorial do Museu.

O valor do livro, que será vendido no MON Loja e em livrarias de todo o Brasil, com distribuição da Editora Bei, é de R$ 200.

Trajetória
O acervo do MON teve início com a junção de três coleções: NovoMuseu (que foi o primeiro nome do MON), Museu de Arte do Paraná (MAP) e coleção Banestado. No legado da união dessas três coleções, destacam-se nomes de importantes artistas como Miguel Bakun, Helena Wong, Alfredo Andersen, Maria Amélia D'Assumpção, Arthur Nisio, Leonor Botteri, João Turin, Poty Lazzarotto, Bruno Giorgio, Sérvulo Esmeraldo e Emanoel Araújo.

O acervo foi se diversificando com a produção de artistas representativos no âmbito nacional e internacional. “Após o processo de pesquisa e reflexão para discutir a orientação e a identidade que o acervo do MON deveria objetivar, além da prioridade de colecionar arte paranaense e brasileira, também passou a expandir seu olhar não eurocêntrico para a arte latino-americana, asiática e africana”, explica Juliana.

A coleção de obras de arte asiática foi doada pelo diplomata Fausto Godoy e colocou o MON em posição de destaque nacional. Disputada por outras instituições do Brasil e por colecionadores do Exterior, a coleção é composta por aproximadamente 3 mil obras de arte.

Dando continuidade ao processo de consolidação de seu marco referencial, o MON iniciou uma negociação para viabilizar a vinda para o Museu de uma grande coleção de arte africana existente no País. Assim como aconteceu com a primeira grande doação, em 2021 as negociações foram concluídas e o MON foi mais uma vez escolhido por suas condições técnicas, capacidade de gestão e credibilidade, recebendo cerca de 1.700 obras de uma das mais importantes coleções de objetos de arte africana do século XX, doação da Coleção Ivani e Jorge Yunes (CIJY).

Em março de 2022, o MON concluiu, também, mais um complexo processo de negociações para receber sua maior doação até então: aproximadamente 4,5 mil obras assinadas pelo artista paranaense Poty Lazzarotto (1924–1998). A doação foi feita pelo irmão do artista, João Lazzarotto. São mais de 3 mil desenhos e 366 gravuras, além de tapeçarias, entalhes, serigrafias e esculturas, entre outros.

Outra maneira de incrementar o acervo foi a criação do projeto Sou Patrono, um movimento pioneiro no apoio e valorização da cultura e da arte no Paraná. Por meio dele, pessoas engajadas e comprometidas com a arte contribuem com a aquisição de obras, a partir de uma seleção realizada pela diretoria executiva e pelos Conselhos do Museu. Como contrapartida, o doador tem benefícios, além de deixar seu nome gravado na história da instituição.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Últimos dias da exposição “Fora das Sombras: Novas Gerações do Feminino na Arte Contemporânea”

A exposição “Fora das Sombras: Novas Gerações do Feminino na Arte Contemporânea” poderá ser vista até o dia 12 de março, na Sala 11 do Museu Oscar Niemeyer (MON). A mostra reúne a produção recente de 40 artistas mulheres do Rio Grande do Sul, com curadoria de Ana Zavadil.

Por meio de um conjunto de obras, muitas inéditas, as artistas questionam a situação da mulher numa história da arte dominada pelos homens. A resistência é expressada pelo processo criativo de cada uma delas, formando um conjunto inquietante e questionador.

São 140 obras de diversas técnicas. O modelo curatorial de exibição das obras é o labiríntico, sem seguir cronologia, deixando o visitante livre para escolher o seu caminho dentro da sala expositiva. Faz parte da proposta provocar questões que possam ampliar as pesquisas individuais produzidas pelas artistas.

Os trabalhos apresentados constituem fonte de resistência e poder dentro do cenário vigente da produção das artistas, muitas com um caráter feminista. A arte deve potencializar a militância artística coletiva pela busca de respeito, igualdade e diversidade, buscando romper valores do sistema patriarcal, bem como reconhecer a qualidade da obra de artistas mulheres e o seu lugar na sociedade.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Serviço
Exposição “Fora das Sombras: Novas Gerações do Feminino na Arte Contemporânea”
Sala 11
Até 12/3/2023
www.museuoscarniemeyer.org.br

MON promove imersão na vida e obra de Poty Lazzarotto

A arte é para todos. Seguindo na missão de reaproximar o público com mais de 60 anos do Museu Oscar Niemeyer (MON), a instituição apresenta a primeira edição do Arte para Maiores em 2023. Este encontro ocorrerá em duas etapas, nos dias 7 e 14 de março, ambas centradas na vida e na obra do desenhista curitibano Poty Lazzarotto.

Na primeira data, às 14h, os participantes farão uma visita mediada pela exposição “Poty, Entre Dois Mundos”, seguida de uma oficina prática. Já no segundo encontro, os inscritos participarão de uma videoconferência com a artista Juliane Fuganti, assistente de curadoria da exposição, no mesmo horário, de maneira remota.

Para se inscrever, é necessário preencher o formulário online. As vagas são limitadas e não é necessário possuir conhecimento prévio em artes visuais. A participação é gratuita para pessoas com mais de 60 anos e outros grupos isentos de pagamento de ingressos no MON (confira aqui). Para os outros públicos, o ingresso do Museu deve ser pago para que ter acesso à atividade. Todos e todas são bem-vindos(as).

Em 2019, o programa Arte para Maiores conquistou um importante reconhecimento nacional na área de educação em museus – o Prêmio Darcy Ribeiro 2019, concedido pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM).

Em cartaz
“Poty, Entre Dois Mundos”, em cartaz na Torre do Olho do Museu Oscar Niemeyer, reúne aproximadamente 130 obras e é um recorte da maior coleção já doada à instituição, com aproximadamente 4,5 mil obras. A mostra “Poty, Entre Dois Mundos” inicia no MON um espaço contínuo de exposições deste importante artista.

Sobre a convidada
A catarinense Juliane Fuganti nasceu em 1963 e é natural de Joaçaba (SC). Atuou como professora de Desenho e Gravura na Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Formou-se em Economia pela FAE em 1983 e, em 1989, em Pintura pela Unespar. É mestre em Poéticas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA, 2011). No exterior, participou da Trienal de Gravura de Cracóvia 2000, Bienal Bela-Porto 2012, Bienal de Assunção 2017 e Bienal de Gaia 2021. Realizou exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior, em cidades como Londres, Madrid, Lisboa, Porto, Frankfurt, Berlim, Paris, Lyon, São Petersburgo e Nova York. Em 2001, foi selecionada para o programa de residência de artista em Lyon, na França.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Serviço
Arte para Maiores
Inscrição: bit.ly/APMmarco2023
Visita mediada e oficina
7 de março
14h às 17h
Videoconferência com Juliane Fuganti
14 de março
14h às 15h30

Museu Oscar Niemeyer
www.museuoscarniemeyer.org.br

Obras do escultor João Turin fazem parte de acervos de 15 museus e instituições

João Turin - Onça à espreita - foto Maringas Maciel 1958.jpg

Considerado o mais importante escultor animalista do Brasil, João Turin (1878-1949) é também um dos maiores mestres da arte escultórica do Paraná. Sua obra repleta de simbolismos está presente não só em espaços públicos, como parques e praças, mas também fazem parte dos acervos de museus e instituições em três estados do Brasil: Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Ao todo, são 15 instituições que possuem obras de Turin em seus acervos. No Rio Grande do Sul, estão na Pinacoteca Barão de Santo Ângelo (que é gerenciada pelo Instituto de Artes da UFRGS) e na Pinacoteca Aldo Locattelli (da Secretaria da Cultura da capital gaúcha). Esta última disponibilizou de seu acervo um baixo-relevo de Turin em exposição permanente no Paço Municipal de Porto Alegre.

Na cidade do Rio de Janeiro, também há obras em dois espaços: no Museu de Arte do Rio e no Museu Nacional de Belas Artes – mesmo local que recebeu a exposição, “João Turin – Vida, Obra, Arte”, em 2015, que atraiu cerca de 25 mil pessoas.

O Paraná, onde o artista passou maior parte de sua vida e realizou a etapa mais representativa de sua trajetória artística, é o estado com mais instituições que possuem obras em seus acervos. Ao todo, são 11 locais, na capital Curitiba: Museu Oscar Niemeyer, Memorial Paranista, Museu Ferroviário, Museu Paranaense, Museu Alfredo Andersen, Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Palácio Iguaçu, Museu Municipal de Arte de Curitiba – MUMA, Memorial de Curitiba, Clube Curitibano e Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.

“Ter obras de João Turin em acervos de diversos museus e outras instituições é um fator bastante positivo para seu legado artístico”, afirma Samuel Ferrari Lago, um dos gestores da obra do artista. “Uma vez presente em acervos, os trabalhos de João Turin podem vir a integrar exposições e outras atividades artísticas realizadas por essas instituições, tornando-se acessíveis a um público ainda maior”, completa.

Exposição permanente
O Memorial Paranista, inaugurado em 2021, apresenta uma seleção representativa de obras de João Turin em exposição permanente, acessível de forma gratuita ao público. Ao todo, o acervo permanente é composto por 100 obras, sendo que 78 delas foram doadas pela Família Ferrari Lago (gestora do patrimônio artístico de Turin, que realizou um resgate de ponta a ponta de seu legado artístico) ao Governo do Paraná, que cedeu as obras à prefeitura de Curitiba para exposição no local.

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No exterior
Fora do Brasil, uma escultura de João Turin integra o acervo do Vaticano. Trata-se de “Frade Lendo”, obra doada pela Família Ferrari Lago e entregue ao Papa Francisco pelo governo brasileiro durante sua visita ao país, em 2013.

Sobre João Turin
Em quase 50 anos de carreira, João Turin deixou mais de 400 obras. Nascido em 1878 em Morretes, no litoral do Paraná, mudou-se ainda garoto para a capital Curitiba, iniciando seus estudos em artes, chegando a ser professor. Especializou-se em escultura em Bruxelas e em seguida morou por 10 anos em Paris.

Retornou ao Brasil em 1922, trazendo comentários elogiosos da imprensa francesa, e deu início à etapa mais produtiva de sua trajetória. Foi premiado no Salão de Belas Artes do Rio de Janeiro em 1944 e 1947. Faleceu em 1949 e é considerado o maior escultor animalista do Brasil. Possui obras em espaços públicos no Paraná, Rio de janeiro e França. Em sua homenagem, foi inaugurado o Memorial Paranista, em Curitiba, que reúne 100 obras.

Em junho de 2014, seu legado foi prestigiado pelas 266 mil pessoas que visitaram “João Turin – Vida, Obra, Arte”, a exposição mais visitada da história do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, que ficou em cartaz por 8 meses e foi citada em um ranking da revista britânica The Art Newspaper. Esta exposição também recebeu o Prêmio Paulo Mendes de Almeida, da ABCA - Associação Brasileira de Críticos de Arte, de melhor exposição do ano, e teve uma versão condensada, exibida em 2015 no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e em 2016 na Pinacoteca de São Paulo.

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MON realiza programação especial para o Dia das Mulheres

Em comemoração ao Dia Internacional das Mulheres, celebrado anualmente em 8 de março, o Museu Oscar Niemeyer oferece ao público, ao longo do mês, diversas atividades gratuitas dedicadas ao tema. A programação conta com oficinas, mediações e videoconferências com artistas convidadas.

A primeira ação do mês será a oficina “Laboratório de Experiências: Tinta Acrílica”, no dia 1º, com sessões às 13h30 e 15h30. Inspirada nas obras da artista Leila Pugnaloni, a atividade irá explorar as potências da tinta acrílica, experimentando diversas formas de pintar.

No dia 8, às 15h, haverá uma visita mediada que propõe um roteiro exclusivo, com um percurso pelos trabalhos de artistas mulheres, em exposição no MON, explorando suas linguagens e diversidade.

Para o dia 11, às 15h, está marcada uma conversa com as artistas e com a curadora Ana Zavadil, da exposição “Fora das Sombras: Novas Gerações do Feminino na Arte Contemporânea”.

A oficina artística “Paisagens Costuradas” acontecerá no dia 15, com sessões às 13h30 e 15h30, inspirada na obra da artista Mariana Palma. Seu trabalho pode ser visto atualmente na exposição “Afinidades II – Elas!”, na Sala 3 do MON, e na mostra “MON sem Paredes”, no gramado do Museu.

Durante a oficina, o público participante fará uma expedição sensorial na área externa do MON, onde haverá coleta de materiais que, como fragmentos do mundo com suas cores, formas e texturas, irão compor imagens diversas.

Uma visita mediada na exposição “Afinidades II – Elas!” acontecerá no dia 15, às 15h. A mostra reúne obras de dez artistas mulheres, de diversas regiões do Brasil.

No dia 16, às 19h30, será realizada a videoconferência “A Dimensão do Feminino Traumático”, com a artista Juliana Notari. A atividade estará acessível também em Libras.

Artista, pesquisadora, doutora e mestre em Artes Visuais, Juliana Notari abordará temas que compõem sua trajetória artística, como corpo, sexualidade, nascimento e morte, experiência estético-política, femininos, feminismos, trauma e a relação entre natureza e cultura. Seu trabalho pode ser visto atualmente na exposição “Afinidades II – Elas!”, na Sala 3 do MON.

Para encerrar a programação de março, no dia 22, às 14h, haverá uma oficina com a artista Cintia Ribas: “Laboratório Experimental de Colagem”. Neste laboratório experimental, uma conversa irá anteceder a produção de colagens e a investigação das imagens. A atividade é recomendada para maiores de 14 anos.

A artista é cofundadora do Clube da Colagem de Curitiba (CCC), faz parte do grupo de artistas participantes da ação e exposição coletiva Queer Museu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira, com curadoria de Gaudêncio Fidelis. Seu trabalho pode ser visto atualmente na exposição “Carne Viva”, na Sala 7 do MON.

Serviço
Laboratório de Experiências: Tinta Acrílica
Data: 1° de março
Hora: Sessão 1 – 13h30 às 15h / Sessão 2 – 15h30 às 17h
Local: Espaço de Oficinas

A oficina é recomendada para maiores de 5 anos, mas a participação de um adulto é obrigatória durante as atividades. As inscrições são liberadas 15 minutos antes e por ordem de chegada na fila, sujeita a lotação.

Visita mediada | Roteiro temático pelas exposições do MON
Data: 8 de março
Hora: 15h
Local: em frente à bilheteria

Conversa com as artistas e a curadora Ana Zavadil | “Fora das Sombras: Novas Gerações do Feminino na Arte Contemporânea”
Data: 11 de março
Hora: 15h
Local: Sala 11

Oficina Paisagens Costuradas
Data: 15 de março
Hora: Sessão 1 – 13h30 às 15h / Sessão 2 – 15h30 às 17h
Local: Espaço de Oficinas

A oficina é recomendada para maiores de 5 anos, mas a participação de um adulto é obrigatória durante as atividades. As inscrições são liberadas 15 minutos antes e por ordem de chegada na fila, sujeita a lotação.

Visita mediada na exposição “Afinidades II – Elas!”
Dia 15, às 15h
Local: Sala 3

Videoconferência | “A Dimensão do Feminino Traumático”, com Juliana Notari (acessível em Libras)
Data: 16 de março
Hora: 19h30
Inscrições: https://forms.gle/x8P7fndHoTW8aFga8

“Laboratório Experimental de Colagem”, com Cintia Ribas
Data: 22 de março
Hora: 14h
Local: Espaço de Oficinas
Inscrições: https://forms.gle/mDUUiihHUMZ4N19y9
A oficina é recomendada para maiores de 14 anos.

Mais informações pelo fone (41) 3350-4448, ou pelo e-mail educativo@mon.org.br.

www.museuoscarniemeyer.org.br

Museu Oscar Niemeyer leva arte para a área externa, num projeto inédito

O inédito projeto “MON sem Paredes – Artistas Conquistam os Jardins do MON” é a mais nova realização do Museu Oscar Niemeyer e faz parte das comemorações de 20 anos da instituição. A abertura será no dia 8 de fevereiro.

Obras dos artistas Gustavo Utrabo e Mariana Palma ocupam pela primeira vez o icônico espaço de área verde ao lado do MON, chamado de Parcão. A proposta e a curadoria do projeto são de Marc Pottier.

Na área interna do Museu, no hall do Pátio das Esculturas, o público pode conferir, simultaneamente, maquetes e desenhos feitos pelo paranaense Gustavo Utrabo durante o processo de concepção de suas obras que estão do lado de fora.

“Cada vez mais democrático e inclusivo, com esta iniciativa, o Museu Oscar Niemeyer rompe definitivamente o limite físico de suas paredes e abraça a população, chegando ao espaço externo da instituição e tornando-se acessível a todos”, explica a diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika.

“MON sem Paredes” também é um convite para que o público externo e que, eventualmente, não tenha o hábito de frequentar o Museu perceba e se inspire com a arte e sinta-se instigado a visitar as outras exposições. Segundo Juliana, o projeto deverá ser de longa duração, com novas versões previstas.

Para a secretária de Cultura Luciana Casagrande Pereira, “MON sem Paredes” coroa a vocação do MON de ser “o lugar” imperdível a ser visitado e desfrutado.

“O Museu Oscar Niemeyer hoje transcende esse prédio magnífico feito de concreto e vidros. Ele é um local de encontros, trocas e contemplação que se estende pelos gramados e arredores. Poder oferecer ao público amplo a oportunidade de contato com a arte de forma tão simples e ainda gratuita é um privilégio”, avalia Luciana.

O curador Marc Pottier explica que esta é a primeira versão de um projeto em que o MON passará a, regularmente, convidar artistas para ocuparem os espaços públicos do Museu.

Ele comenta ainda que “a arte no espaço público também permite uma variedade de atividades interativas que nem sempre uma exposição museológica permite”. Segundo o curador, ao criar ligações entre os exteriores e as salas expositivas do Museu, este novo projeto permite mostrar muitas outras formas de expressão da criatividade artística.

“Semeador” e “Ao Redor de uma Árvore”, do artista-arquiteto paranaense Gustavo Utrabo

Com este trabalho, o artista cria paredes virtuais para este novo projeto do MON, uma nova sala sem paredes onde muitos outros artistas serão convidados no futuro.

O “Semeador” passa por uma declaração sobre a vida a partir da passagem do tempo e surge de um percurso elevado do solo que conecta o Museu ao jardim adjacente a ele. Esse trajeto é construído pela repetição de uma modulação de piso projetada por Niemeyer para o MON. Porém, em vez de uma simples repetição do existente, a proposta se põe a borrar os limites entre o construído e o natural, produzindo o piso a partir de uma mistura de sementes típicas da flora paranaense ao convencional cimento, areia, brita e água. Partindo-se do entendimento de que nascemos por onde caminhamos, é olhando para o chão que aprendemos a caminhar.

O caminho leva o visitante à obra “Ao Redor de uma Árvore”, uma criação de tamanho excepcional e que poderia ser considerada uma nova sala – sem paredes – do MON. É a partir de uma árvore que cresce levemente inclinada, buscando a luz do sol, que a instalação se encontra. Materializa-se como um gesto de cuidado, no qual uma amarração de peças metálicas, que sustentam a obra, envolve o caule e nos aproxima da copa. Buscam, em uma relação intrinsecamente ambígua, cuidar e ser protegido. A intervenção quer ser leve como a copa das árvores e, em um aceno de respeito, olha para cima e a circunda – um movimento que balança entre o zelo e a reverência. Um percurso ascendente em espiral materializa a proposta, estruturando-se num fino jogo de forças entre balanço e contrapeso. O toque no chão é feito por meio de quatro finos pilares e, assim como proferido por Ailton Krenak, pisar suavemente sobre a terra é o que se busca.

“Transparências”, da artista Mariana Palma

Com forte referência a Vanitas, um estilo de pintura produzido entre os séculos XVI e XVII no qual as composições procuravam provar a transitoriedade da vida, misturando símbolos de efemeridade e morte, as fotografias de Mariana Palma exploram esse espaço de memória presente e póstuma. Ao imprimir fotos em voil, a série “Transparências”, de Mariana Palma, comunica a sensação que a artista cria em suas telas. Nesta instalação apresentada num grupo de árvores em frente à entrada do MON, o espectador é convidado a participar e se ver em meio às cenas produzidas. Para além das justaposições conseguidas através da composição e da distância entre os tecidos, o público torna-se mais um elemento da obra. O caminho criado por e entre os tecidos abre caminhos e convites para acessar novas percepções e visões de uma mesma obra que se mistura com quem a observa e com o espaço.

Mariana Palma cria espaços pictóricos únicos, construídos pela justaposição de elementos de famílias distantes. Nas grandes telas de cores saturadas, azulejos convivem com folhagens, ralos com anêmonas, cortinas de teatro com flores, tecidos estampados, drapeados e desfiados. Nas aquarelas e fotografias, elementos naturais e artificiais geram híbridos improváveis.

O resultado são composições inesperadamente harmônicas e enigmáticas que, ao causar certo estranhamento, convidam o espectador a tomar tempo para observação. A contemplação revela indícios genéticos. O “grandeur”, a dramaticidade, a exuberância emocional, a vitalidade, a construção do movimento e o uso de texturas contrastantes e materiais luxuosos revelam o diálogo com a pintura barroca dos séculos XVI e XVII, evocando reflexões sobre a sensualidade, a efemeridade da beleza, o bombardeio de imagens da atualidade. O uso de cores puras remete aos pintores flamengos, enquanto os sutis efeitos perspectivos sugerem o domínio da lição renascentista (e sua subversão).

A artista parte dos pressupostos da tradição pictórica para abordar suas inquietações. As referências filtram o repertório emocional e geram um trabalho em que o aparente transbordamento de elementos segue, no fundo, uma organização precisa.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Serviço
“MON sem Paredes – Artistas Conquistam os Jardins do MON”
No gramado do MON, a partir de 8 de fevereiro
Museu Oscar Niemeyer
www.museuoscarniemeyer.org.br

MON oferece oficinas artísticas e mediações em fevereiro

A oficina artística “Laboratório de Experiências: Aquarela”, no dia 1°/2, abrirá a programação educativa de fevereiro do Museu Oscar Niemeyer (MON). A atividade é gratuita e acontecerá em dois horários: às 13h30 e às 15h30.

No projeto “Laboratório de Experiências”, que o MON oferece ao público desde o ano passado, a oficina do Museu se transforma num grande espaço de investigações e descobertas. Crianças e adultos podem conhecer de perto materiais e técnicas diversas, explorando suas possibilidades plásticas e sensoriais.

No dia 15/2, será realizada a atividade artística “Captador de Dimensões: Oficina de Caleidoscópio”, também com sessões gratuitas às 13h30 e às 15h30. A proposta será a de que os participantes construam um brinquedo óptico semelhante a um caleidoscópio, que permitirá enxergar as coisas de uma forma diferente.

As oficinas são recomendadas para maiores de 5 anos, mas a participação de um adulto é obrigatória durante as atividades. As inscrições são liberadas 15 minutos antes e por ordem de chegada na fila, sujeita a lotação.

Outra oficina que será oferecida pelo MON no mês de fevereiro é “Diário de Bordo de um Dia no Museu”, com a artista visual Debora Santiago. Será no dia 8/2, às 14h, e faz parte do projeto “Oficina Afinidades II – Elas!”.

A atividade gratuita propõe a criação de um pequeno caderno, como um diário de bordo, que será usado para desenhos, frases, palavras, rabiscos sobre uma jornada pelas exposições. Para participar, é necessário fazer a inscrição antecipada pelo link: bit.ly/OficinaDeboraSantiago

As oficinas do Museu Oscar Niemeyer oferecem aos visitantes um espaço de criação e experimentação. O repertório de propostas, em constante atualização, conta com ações relacionadas às exposições em cartaz ou ao trabalho de artistas que possuem obras no acervo do MON. As atividades buscam ampliar a vivência dos visitantes no espaço museológico, além de gerar experiências que contribuem para a sensibilidade e a criatividade.

Mais de 40 oficinas artísticas virtuais, realizadas pelo MON, estão disponíveis no Canal do YouTube da instituição (link aqui).

Mediações
No dia 8/2, às 15h, a equipe do Educativo do MON irá conduzir uma visita mediada, gratuita, na exposição “África, Expressões Artísticas de um Continente” (Sala 4). Fazem parte da exposição: máscaras, esculturas, bustos e cabeças de bronze, miniaturas metálicas, entre outros objetos que têm origem em diversos países como Costa do Marfim, Mali e Nigéria.

No dia 22/2, às 15h, a visita mediada será na exposição “Afinidades II – Elas!” (Sala 3). A mostra reúne a obra de dez artistas mulheres, de diversas regiões do Brasil.

A mediação prioriza o diálogo e a investigação acerca das obras e dos artistas presentes na exposição. Para participar, basta comparecer em frente às respectivas salas com pelo menos 15 minutos de antecedência.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Serviço:
Oficinas gratuitas:
1° de fevereiro – “Laboratório de Experiências: Aquarela”
Das 13h30 às 15h e das 15h30 às 17h

15 de fevereiro – Oficina “Captador de Dimensões: Oficina de Caleidoscópio”
Das 13h30 às 15h e das 15h30 às 17h

As oficinas são recomendadas para maiores de 5 anos, mas a participação de um adulto é obrigatória durante as atividades. As inscrições são liberadas 15 minutos antes e por ordem de chegada na fila, sujeitas a lotação. Para mais informações, basta ligar para (41) 3350-4448, ou enviar um e-mail para educativo@mon.org.br

8 de fevereiro – “Diário de Bordo de um Dia no Museu”, com a artista visual Debora Santiago
Às 14h
Inscrição antecipada obrigatória:
Link: bit.ly/OficinaDeboraSantiago

Mediações gratuitas:
8 de fevereiro
Às 15h, na exposição “África, Expressões Artísticas de um Continente” (Sala 4).

22 de fevereiro
Às 15h, na exposição “Afinidades II – Elas!” (Sala 3).

Para participar, basta comparecer em frente às respectivas salas com pelo menos 15 minutos de antecedência.

Museu Oscar Niemeyer
www.museuoscarniemeyer.org.br