Livraria da Vila celebra Dia Nacional do Livro com promoções

Serão mais de 200 títulos com 20% de desconto

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Em celebração ao Dia Nacional do Livro, a Livraria da Vila lança promoção especial com mais de 200 títulos com desconto de 20%. A seleção "Autores que amamos" celebra escritores como Clarice Lispector, Liev Tolstoi, Graciliano Ramos, Gabriel García Márquez, Virginia Woolf entre outros grandes nomes. Os descontos são válidos até 15/11*, nas lojas físicas e no e-commerce. Clique no link a seguir para acessar os títulos disponíveis:http://www.livrariadavila.com.br/autores-que-amamos

Confira abaixo alguns destaques da promoção:

Água Viva
Autor: Clarice Lispector
Editora: Rocco
Sinopse: Considerado o livro mais misterioso e autobiográfico de Clarice, Água viva saiu do prelo em 1973. Mas somente na década de 1980, após a morte da autora, veio a público o fato de a obra ter sido intitulada, originalmente, Objeto gritante. A descoberta se deu graças à tarefa de pesquisadores mergulhados no Arquivo Clarice Lispector da Fundação Casa de Rui Barbosa, que guarda manuscritos, datiloscritos, documentos diversos e fotografias da escritora.
De: R$ 64,90 Por: R$ 51,92

Grande Sertão Veredas
Autor: João Guimarães Rosa
Editora: Companhia das Letras
Sinopse:Uma das obras fundamentais da literatura brasileira, em nova edição. Publicado originalmente em 1956, Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa, revolucionou o cânone brasileiro e segue despertando o interesse de renovadas gerações de leitores. Ao atribuir ao sertão mineiro sua dimensão universal, a obra é um mergulho profundo na alma humana, capaz de retratar o amor, o sofrimento, a força, a violência e a alegria. Esta nova edição conta com novo estabelecimento de texto, cronologia ilustrada, indicações de leituras e célebres textos publicados sobre o romance, incluindo um breve recorte da correspondência entre Clarice Lispector e Fernando Sabino e escritos de Roberto Schwarz, Walnice Nogueira Galvão, Benedito Nunes, Davi Arrigucci Jr. e Silviano Santiago.
De: R$ 84,90 Por: R$ 67,92

O fio das miçangas
Autor: Mia Couto
Editora: Companhia das Letras
Sinopse: A missanga, todos a veem. Ninguém nota o fio que, em colar vistoso, vai compondo as missangas. Também assim é a voz do poeta- um fio de silêncio costurando o tempo. Fazendo jus a essa delicada metáfora, cada uma das 29 histórias aqui agrupadas alia sua carga poética singular à forma abrangente do livro como um todo - vale dizer, ao colar em questão. Com um texto de intensidade ficcional e condensação formal raras na literatura contemporânea, Mia Couto demora-se em lirismos que a sua maestria de ourives da língua consegue extrair de uma escrita simples, calcada em grande parte na fala do homem da sua terra, Moçambique, um pouco à maneira de Guimarães Rosa, ídolo confesso do autor.
De: R$ 44,90 Por: R$ 35,92

O amor nos tempos de cólera
Autor: Gabriel García Márquez
Editora: Record
Sinopse: Edição especial de um dos maiores romances de Gabriel García Márquez. Ainda muito jovem, o telegrafista, violinista e poeta Gabriel Elígio García se apaixonou por Luiza Márquez, mas o romance enfrentou a oposição do pai da moça, o coronel Nicolas, que tentou impedir o casamento enviando a filha ao interior numa viagem de um ano. Para manter seu amor, Gabriel montou, com a ajuda de amigos telegrafistas, uma rede de comunicação que alcançava Luiza onde ela estivesse. Essa é a história real dos pais de Gabriel García Márquez e foi ponto de partida de "O amor nos tempos do cólera," que acompanha a paixão do telegrafista, violinista e poeta Florentino Ariza por Fermina Daza.
De: R$ 99,90 Por: R$ 79,92

Um defeito de Cor
Autor: Ana Maria Gonçalves
Editora: Record
Sinopse: Fascinante história de uma africana idosa, cega e à beira da morte, que viaja da África para o Brasil em busca do filho perdido há décadas. Ao longo da travessia, ela vai contando sua vida, marcada por mortes, estupros, violência e escravidão. Inserido em um contexto histórico importante na formação do povo brasileiro e narrado de uma maneira original e pungente, na qual os fatos históricos estão imersos no cotidiano e na vida dos personagens, "Defeito de cor", de Ana Maria Gonçalves, é um belo romance histórico, de leitura voraz, que prende a atenção do leitor da primeira à última página. Uma saga brasileira que poderia ser comparada ao clássico norte-americano sobre a escravidão, "Raízes".
De: R$ 99,90 Por: R$ 79,92

Serviço
Seleção Autores que amamos - Livraria da Vila
Descontos de 20%
*válidos até 15/11 ou enquanto durarem os estoques
http://www.livrariadavila.com.br/autores-que-amamos

Dia Nacional do Livro: Fundamental para conscientizar a importância da leitura

Há mais de 2 séculos o Brasil celebra todos os dias 29 de outubro o Dia Nacional do Livro. Mesmo com o tempo passando, é possível manter vivo o hábito da leitura. Escritor e professor de História mostra que mesmo durante a pandemia é possível desfrutar a companhia de uma boa leitura para superar este período difícil.

O Dia Nacional do Livro é comemorado em 29 de outubro e celebra a importância da leitura e, como não poderia deixar de ser, dos livros na vida dos seres humanos. A criação desta data comemorativa é referência ao dia que foi fundada a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Ela foi fundada há exatos 210 anos pela Coroa Portuguesa.
Os livros têm como função transmitir conhecimento, enriquecer as pessoas culturalmente, divertir, relaxar e, além, de outras coisas, ser uma boa companhia. Segundo o professor de História e escritor, Ueldison Alves de Azevedo, “a leitura é o único objeto material capaz de transformar o ser humano, pois independente da leitura, aderimos o conhecimento, viajamos em nossa própria imaginação dentro daquilo que o livro nos proporciona”.
Em tempos tecnológicos, é possível encontrar vários artigos, ebooks, PDFs para realizar algum tipo de leitura específica, mas como lembra o professor Ueldison, “desde a invenção da imprensa do século XV em Gutemberg na Alemanha e graças a Martinho Lutero em sua reforma protestante, o livro teve a sua versão mais famosa que perdura até os dias atuais”. O grande atrativo dos livros, ele ressalta, ainda são “os livros com cheiros, seja esses odores de livros novos e velhos”. No entanto, mesmo com tantos avanços tecnológicos, Ueldison avalia que “para despertar a curiosidade em principal dos jovens em época como a nossa, se faz necessário falar da composição e importância do livro, uma narrativa brilhante como de Hamlet de Shakespeare que faz nos emocionarmos ou Dom Quixote de Miguel de Cervantes onde viajamos na onda da loucura do cavaleiro errante. Faço essa viagem do imaginário com os meus alunos e por muitas vezes dão resultados positivos!”
Já a internet, salienta o professor, “é algo fantástico, é o fruto de uma revolução tecnológica dos anos 80, e o impacto dessa magnitude só ocorreu quando a imprensa foi criado como disse no século XV na Alemanha, claro a internet traz um algo rápido prazeroso de sentir a sensação da leitura, cada vez mais a grande rede toma sua forma dentro da plataforma de leitura, exemplo claro, hoje nós temos um aparelho no formato de tablet na qual é exclusivamente para leitura e nada mais”.
Mesmo assim, ainda é possível ver pessoas que não dispensam o livro impresso, como o professor Ueldison. “Podemos reparar que muitas pessoas assim como eu gostamos de sentir o livro, irmos numa livraria e levar a biblioteca para casa, eu sou compulsivo para livros, até por vezes me comparo as mulheres que vão numa loja de roupas e querem levar tudo o que há de melhor dessa loja”, brinca.

É preciso estimular a leitura, independente das circunstâncias

O isolamento social imposto pela pandemia obrigou as pessoas a mudarem seus hábitos e passarem mais tempo em casa. Neste sentido, é fundamental criar atividades para se entreter e manter a mente ativa: “Para quem gosta de uma boa leitura, tem desejo de conhecimento ou tranquilizar a mente, foi sim uma ótima forma de se desligar do mundo da COVID. No entanto, o brasileiro em si não é apto para ler, em nossa sociedade não foi cultivada essa habilidade para a leitura, isso já começa desde a reforma pombalina onde os padres jesuítas deixaram de educar os nativos e a responsabilidade passou a ser dos donatários.”
Ueldison Alves lamenta que até os profissionais acadêmicos não estão capacitados com uma boa leitura: “No Brasil até a nossa categoria de professores não conseguem praticar uma leitura adequadamente boa, mais de 70% dos docentes não abriram algum tipo de livro há mais de 3 meses. Então acredito que sim companhia boa o livro foi, mas apenas para aqueles que gostam realmente de ler”.
Professor de História, ele mostra que o livro ajuda em suas didáticas: “O imaginário é tudo, eu gosto de trabalhar com essa ideia dentro do campo da história e filosofia principalmente, pois eu começo a narrar um conto para a pessoa e na hora que consigo prender ela ao meu conto, simplesmente paro de falar e indico tal literatura e onde encontrar, a geração futura precisa ser aguçada isso é algo que me chama atenção”.
Ueldison reforça que o estímulo é importante para impulsionar e despertar essa atual geração, e faz uma comparação com a população dos tempos passados: “ Se olharmos uma sociedade iletrada da idade média para a nossa atual, veremos que nenhum desafio é o mesmo. Durante a idade média, para a igreja transmitir as informações sobre a Bíblia era cômodo colocar imagens iconográficos nas paredes para que as pessoas soubessem da vida de Cristo. Já na idade moderna as pessoas já não eram tão privadas assim das leituras como na idade antecessor, e como isso se deu? Pela vontade de querer saber o que estava descrito em várias páginas ou melhor, simplesmente por ter a sensação e o prazer do conhecimento através da leitura. Então pessoas privadas são levadas a leitura de maneira mais rápida, pois são aguçadas o tempo todo por esse anseio, e na atualidade não”.
Por isso, ele mostra que a leitura pode estar ao alcance de cada um, basta querer: “Tínhamos dentro das estações de metrô algumas máquinas que poderíamos pegar livros com apenas R$ 2 no bolso. Hoje pessoas também doam livros e claro, temos a internet, onde é mais difícil despertarmos essa magia de aderir um livro do que propriamente num passado onde muitos eram privados ao contrário de hoje”, finaliza.