Gastromotiva lança desafio com padrinhos na reta final da campanha

#EuAlimentoEsperança
Já acostumados com a competição na TV, os chefs Claude Troisgros, Thomas Troisgros e Kátia Barbosa fazem disputa (amigável) na reta final da Campanha de arrecadação das Cozinhas Solidárias, projeto idealizado pela ONG Gastromotiva
Apadrinhada pelos chefs Claude Troisgros, Kátia Barbosa e Thomas Troisgros, antigos parceiros da Gastromotiva, a Campanha #EuAlimentoEsperança foi criada para arrecadar doações para o fundo das Cozinhas Solidárias. Junto ao Banco de Alimentos do Refettorio Gastromotiva já são mais de 30 comunidades alcançadas, mais de 28,3 toneladas de alimentos doadas e uma estimativa de 45.712 refeições servidas em 8 semanas pelo projeto, que pretende continuar expandindo sua ação ainda durante a pandemia do COVID-19 e levar refeição de qualidade às pessoas em situação de vulnerabilidade alimentar.

Agora, na reta final da campanha, a organização lançou um desafio entre os padrinhos para alcançar a meta até 03 de junho e conseguir distribuir 80 mil refeições mensais. Cada padrinho terá um botão de doação na página da campanha no Kickante (bit.ly/gmfundocovid) com o seu nome no valor de R$100,00. O chef que conseguir mais contribuições irá cozinhar na reabertura do Refettorio Gastromotiva após a pandemia do coronavírus. E os doadores do chef vencedor serão convidados para o serviço voluntário no mês de abertura do Refettorio.

“É incrível como apesar das dificuldades do momento conseguimos nos reinventar e em tão pouco tempo chegar a um número muito maior de pessoas. Isso só está sendo possível por causa das parcerias que estamos fazendo e das doações que estamos recebendo. É um projeto de todos que estão contribuindo, somente através da colaboração vamos conseguir sair dessa“, comenta David Hertz, fundador da Gastromotiva.

A campanha também teve a adesão de outros chefs e celebridades que vêm contribuindo para dar voz à causa, como: Fábio Porchat, Marieta Severo, Alex Atala, Manu Buffara, Jimmy Ogro, Gabriela Kapim, Carolina Ferraz, Mariana Weickert, Helio de la Peña, Antônia Leite Barbosa, Carolina Dieckmann, entre outros.

SOBRE A GASTROMOTIVA

Fundada em 2006, pelo chef David Hertz, em São Paulo, a Gastromotiva promove inclusão por meio da Gastronomia Social. A organização contribui para a transformação de vidas nos locais onde está presente e cada vez mais amplia sua visão e ação global de cooperação com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU.

A Gastromotiva opera em diferentes frentes, nas quais mantêm iniciativas permanentes como curso gratuito de educação profissional para jovens carentes e um restaurante-escola que atua no resgate e transformação de alimentos que seriam desperdiçados, o Refettorio Gastromotiva, no Rio de Janeiro, onde chefs convidados e talentos da Gastromotiva cozinham com ingredientes excedentes. Os pratos são servidos para as pessoas em situação de vulnerabilidade social diariamente. Para isso, conta com ajuda de voluntários que fazem o serviço de salão e depois participam da refeição.

A organização também está presente em Curitiba, Cidade do México e El Salvador. Por meio de educação e cursos profissionalizantes, a organização já formou e encaminhou para o mercado de trabalho mais de 5.900 jovens em vulnerabilidade socioeconômica, ofereceu educação nutricional a mais de 100 mil pessoas e o Refettorio Gastromotiva já evitou o desperdício de mais de 128 toneladas de comida em perfeito estado de consumo, transformadas em mais de 190 mil pratos de comida.

Thiago e Graciano fazem ‘São João do TeG’ ao vivo no Youtube Live da dupla acontece dia 05 de junho, as 20h

Estamos nos aproximando da metade do ano e essa época traz consigo festas típicas como a Festa Junina e o São João. Todo brasileiro aguarda ansiosamente esse período para aproveitar um arraiá, tomar vinho quente e quentão, dançar quadrilha e comer comidas juninas, não é mesmo? Como este ano a celebração vai ser um pouco diferente do habitual por conta da pandemia, a dupla Thiago e Graciano resolveu trazer um pouco dessa alegria para a próxima live da dupla. O “São João do TeG” vai ser transmitido ao vivo, a partir das 20h do dia 05 de junho, no canal oficial deles no Youtube.

A dupla, que assinou contrato em março deste ano com a gravadora Sony Music, prepara uma decoração de temática caipira, com direito a fogueira, milho cozido, vinho quente e quentão. Compositores de grandes sucessos como “Isso Cê num conta”(Bruno e Marrrone), “Não Abro Mão”(Maiara e Maraisa) e “A Outra”(Luan Santana), Thiago e Graciano estão selecionando um repertório especial, que mescla moda sertaneja com canções tradicionais juninas e grandes sucessos da música nacional. De trajes típicos, os cantores prometem muita dança, animação e descontração.

O “São João do TeG” será a segunda transmissão solidária que a dupla faz para arrecadar fundos e donativos para ajudar os mais necessitados nessa batalha contra a COVID-19. Durante a live, você poderá doar através de um telefone celular ou do QR code que estará o tempo inteiro na tela. Faça sua parte e curta esse momento com Thiago e Graciano.

Até que ponto os efeitos da pandemia podem ser contornados pela tecnologia?

Nem todos os eventos culturais, que estão entre os mais afetados pela crise, podem ser realizados online

O fato é que o mundo está transformado pela tecnologia. Nesse período de pandemia, as empresas, e, principalmente, as pessoas tiveram que mudar seus hábitos, comportamentos, atitudes e a forma de viver. O planeta exigiu de todos nós uma grande adaptação.

Para as instituições, há mudanças em todos os processos, em que a tecnologia, se não era usada antes, tornou-se essencial para a sobrevivência do negócio. Para as escolas, ocorreu uma adequação do processo educacional. Para os trabalhadores, a incorporação do sistema de trabalho home office somado ao aprendizado de novas ferramentas tecnológicas.

E alguém pensou nas artes? A produção artística também está sendo ajustada. Rapidamente, artistas e público tiveram que se instrumentalizar e familiarizar com todos os aparatos tecnológicos. Já havia uma forte tendência ao compartilhamento digital dos produtos artísticos e culturais, e a pandemia veio para acelerar esse movimento.

Mercado Cultural em meio à crise

O mercado cultural foi um dos segmentos mais afetados pela pandemia, já que muitas vezes, precisa de um grande número de pessoas para acontecer. Desde teatros, escolas de artes, centros culturais, casas de eventos, bares, circos, cinemas entre outros. O mundo da cultura e do entretenimento presencial está parado, as portas foram fechadas em março e ainda sem previsão de volta. Além desses espaços, as grandes mostras, festivais, shows, feiras e eventos foram todos adiados ou cancelados. Alguns conseguiram propor ações em formatos de webinar, lives, vídeos nas redes sociais e na internet, porém nem todos conseguiram migrar para esses ambientes.

É preciso também considerar que a arte movimenta a economia e gera empregos. Dados apresentados pelo Mapa Tributário da Economia Criativa, realizado pelo Ministério da Cultura, apontam que o valor movimentado pelo segmento de negócios que se originam de produtos ou serviços ligados a cultura, tecnologia e inovação — a chamada economia criativa — já supera as receitas com serviços de telecomunicações em todo o mundo. No ano de 2019, foram gerados em torno de 30 milhões de empregos e movimentados cerca de US$ 2,5 bilhões, valor que corresponde a 3% de todas as riquezas produzidas no mundo no período.

No Paraná, grandes festivais foram cancelados, como a Mostra Paranaense de Dança realizada pela ABABTG, entre outros eventos e shows. Em Santa Catarina, o Festival de Dança de Joinville adiou as atividades para o segundo semestre de 2020, mas ainda sem data definida. Até mesmo a Broadway parou, o que é um marco histórico.

Cenário das Mostras

Para Jorge Schneider, bailarino e diretor da ABABTG, o cenário é delicado para toda a cadeia produtiva artística. Por trás de qualquer espetáculo, concerto, show, festival etc., há uma equipe enorme de profissionais seriamente impactada pela atual situação, para os quais, as alternativas digitais não acolhem. “Estamos com todos os projetos suspensos. Agora, entre maio e junho aconteceria a Mostra Paranaense de Dança, que há 12 anos reúne mais de 2.000 artistas, em geral jovens estudantes da dança de todo o Estado, em uma agenda extensa de atividades que culminam em espetáculos no grande auditório do Teatro Guaíra. Pensamos em uma versão digital, mas não encontramos um modelo que pudesse satisfazer às expectativas destes jovens artistas, dos profissionais colaboradores e do público que sempre participam”, conta.

A bailarina e também coordenadora de projetos da ABABTG, Simone Bönisch, reforça que a arte é troca, encontro e relação. “A tecnologia é uma grande aliada sendo o meio mais eficiente - senão único, que temos para a arte alcançar as pessoas hoje. É certo que quando tudo passar, ela permanecerá fortemente presente e nenhum artista poderá ignorá-la. Mas, acredito ser consenso que nada substitui a experiência presencial. A medida que as pessoas sentirem-se seguras, haverá um movimento de resgate dos meios “convencionais" de se vivenciar os eventos artísticos, sobretudo os cênicos”, comenta.

E encerra com um questionamento: Tem como a arte, enquanto agente humanizador, em tempos de distanciamento social e tecnologias digitais, transcender a interface da tela?

ABABTG – A atual Associação Brasileira de Apoiadores Beneméritos do Teatro Guaíra foi fundada há 12 anos, na cidade de Curitiba. Na época denominada Associação de Bailarinos e Apoiadores do Balé Teatro Guaíra, ela surgiu com o propósito de fortalecer a dança e demais artes motivando uma ligação sinérgica entre os setores público e privado. Durante esse período foram realizados diversos projetos culturais, com repercussão local, nacional e internacional, que promoveram ações de formação, atualização, divulgação, fomento e democratização das artes em suas diversas linguagens. A atual nomenclatura foi assumida recentemente, para adaptar-se aos novos níveis de atividades operacionais e aos novos mercados de atuação da ABABTG.

Confira a programação da Autocine Show

Você não pode perder esse evento que será cheio de emoções

Após quase 60 dias de quarentena imposta pelo Governo, perante risco de contágio do COVID- 19, a cultura finalmente pode ser aproveitada fora de casa e com total segurança! O Autocine Show é um cinema drive-in, montado por três empresários de Curitiba e região que, respeitando todas as normas de saúde, vem trazer um momento de lazer e bem estar para a população.

A inauguração acontecerá já nesta semana, no dia 29 de maio sexta-feira. Se você tem crianças em casa e quer ter um momento em família, o seu horário é as 18h na primeira sessão, Frozen 2 irá passar no telão.

Mas se você já é mais um fã de ação, venha para a segunda sessão do dia, às 20h30, quando Bad Boys Para Sempre será transmitido.

No sábado e domingo também haverá sessões, nos horários das 18h15, 20h30 e às 23h. Confira a programação completa no site.

Visando um momento de lazer 100% sem contato e zelando pelo bem estar de todos, a compra dos ingressos que têm valor de R$ 50,00 + taxa administrativa por carro, é feita de forma online e antecipada, e estará disponível no site www.autocineshowoficial.com.br a partir do dia 28 de maio

O espaço vai contar com um sistema de som diferenciado, com subwoofer estrategicamente posicionados, sistema de transmissão a rádio FM, e um telão com mais de 12 metros. A localização será em meio a natureza, com fácil acesso, o cenário se torna surpreendente e inovador. Com aproximadamente 30 mil m²de área total, sendo 10 mil m² somente de estacionamento, o Autocine Show será realizado em Colombo na Rua Pedro Zanetti 316. Próximo ao Clube Santa Mônica e do Alphaville Pinheirinho

Lembrando que não serão comercializadas comidas e bebidas no local, então traga seu lanchinho e aproveite este momento com a família.

Todas as medidas de segurança e saúde serão estritamente realizadas, estarão presentes uma equipe de segurança profissional para o local, e uma equipe de saúde acompanhados de um consultório ambulatorial.

Corra e garanta o seu ingresso! Não fique de fora deste evento que promete, vamos resgatar os velhos tempos e viver essa experiência juntos com segurança?

Serviço: Autocine Show

Cinema em drive in

Inauguração: dia 29 de maio (sexta-feira)

Horário: às 18h e às 20h30

Endereço: R. Pedro Zanetti - Canguiri, Colombo - PR, 83412-585

A compra dos ingressos e a programação estará no site dia 28: www.autocineshowoficial.com.br

Email contato@autocineshowoficial.com.br

Entrevista com o fotojornalista Apu Gomes, no Youtube

Na noite desta quinta-feira, dia 28, será lançado no YouTube o programa "Portfolio em Casa", direcionado a fotógrafos, artistas e profissionais de imagem em geral. O primeiro ‘episódio’, transmitido em tempo real direto de Los Angeles, às 21 horas (horário de Brasília) será uma entrevista com o fotojornalista brasileiro Apu Gomes, que hoje vive nos Estados Unidos, onde trabalha como correspondente na cobertura da pandemia do COVID-19.

Entre outros, ele é conhecido por estar presente diversos históricos, como a “Primavera Árabe” na Líbia, o acordo nuclear EUA-Irã em Teerã, a guerra às drogas no Rio de Janeiro e a Copa do Mundo no Brasil. Seu acervo inclui produções sobre o Irã, a Floresta Amazônica e uma série de reportagens na fronteira EUA-México.

A entrevista será conduzida pelo fotógrafo Nilo Biazzetto Neto e poderá ser assistida por qualquer pessoa interessada, no canal da Portfolio no YouTube. O link para inscrição e acesso é o https://www.youtube.com/channel/UCRgN87r9vS5SDL7rh3wUJYQ. A ideia do programa Portfolio em Casa, segundo Nilo, é disponibilizar conteúdo que seja de interesse a fotógrafos, artistas e profissionais de imagem em geral, por meio de formatos que variem de entrevistas a bate-papos e aulas.

Serviço
Portfolio em casa
https://www.youtube.com/channel/UCRgN87r9vS5SDL7rh3wUJYQ
Alberto Folloni, 634 A, Centro Cívico. Curitiba – PR
escolaportfolio.com.br
41- 99655-0271 (Whatsapp)

Águas Ouro Fino doa 7 mil vasilhames para envase de álcool gel

As embalagens higienizadas foram doadas para o mutirão da UTFPR. Empresa também fez doação de água mineral para as comunidades das ilhas do litoral paranaense

A empresa paranaense Águas Ouro Fino doou mais de 7 mil embalagens de água para a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), que iniciou, no final de março, um mutirão para a produção de álcool em gel destinado a ajudar os hospitais, ONGs e unidades de saúde de Curitiba. A indústria reconhecida como uma das maiores envasadoras de água mineral natural do Brasil, fez a doação dos vasilhames já higienizados e prontos para engarrafar, facilitando a distribuição dos itens produzidos para quem está atuando na linha de frente.

A iniciativa do professor Fernando Molin, chefe do departamento de Química UTFPR, mobilizou diversas pessoas e inclusive os alunos da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A produção de álcool em gel feita nos laboratórios do curso já chegou a quase 3 mil litros e foram destinadas a 19 instituições de Curitiba e região.

A Ouro Fino também realizou, na semana passada, a doação de 1,5 mil litros de água para as comunidades das ilhas do litoral paranaense. A iniciativa do projeto Unidos pelo Surf, da Back Wash, levou além da água mineral, cestas básicas e produtos de higiene para a população que vive afastada.

Para o CEO da Ouro Fino, Marcelo Marques, é dever das empresas contribuírem em causas nobres, cumprindo com seu papel social, que está sendo reforçado durante a pandemia. “Neste momento precisamos unir forças para passarmos pela crise. Por isso, é de extrema necessidade estarmos unidos com outras empresas e instituições, contribuindo em ações de valorização humana, levando recursos e apoio àqueles que mais precisam”, completa.

Por se tratar de uma atividade de natureza essencial e pensando no bem-estar dos colaboradores, a indústria adotou diversas medidas de prevenção e controle contra o COVID-19 durante o seu funcionamento. Conforme orientação dos órgãos oficiais da saúde, a empresa também instruiu os funcionários diretos e indiretos, como caminhoneiros, que executam o transporte dos produtos e insumos para dentro e fora da empresa, sobre os procedimentos e protocolos adotados no cumprimento do trabalho.

Recentemente a empresa firmou parceria com diversas costureiras da comunidade de Campo Largo que estavam sem renda, para a produção de máscaras de tecido que estão sendo distribuídas para todos os colaboradores da Ouro Fino. A iniciativa visa apoiar a economia local, bem como atender as recomendações do Ministério da Saúde, preservando os colaboradores que continuam exercendo o seu trabalho no local, para levar um produto essencial à população.

Artistas propõem reflexão sobre o mundo depois da pandemia

O “Pensando o Amanhã”, projeto do Goethe-Institut, apresenta depoimentos de artistas e intelectuais de diversos países que lançam olhares diferentes sobre o que será o planeta pós-coronavírus

O que será do mundo pós-pandemia? Tentar responder a essa pergunta atualmente é quase como tentar decifrar o sentido da vida. Para pensar sobre que mundo teremos passada a maior crise sanitária já vivida pelo planeta Terra, o Goethe-Institut buscou em “Pensando o Amanhã”, a partir do depoimento de artistas e intelectuais do mundo todo, uma reflexão sobre o futuro. Escritores, músicos, filósofos, historiadores tentaram, a partir da vivência de cada um, projetar o planeta encerrada a necessidade de isolamento social.

A transformação pela arte
Angela Su, artista de mídia e performer de Hong Kong, não acredita em mudanças radicais no comportamento humano pós-pandemia enquanto a sociedade ainda estiver enraizada em conceitos neoliberais, capitalistas e patriarcais. Ela teme uma guerra por recursos naturais, dependência ainda maior da internet e China e Rússia em luta para se tornar o país mais poderoso do mundo. Mas vê esperança na beleza, expressa na maneira em que a arte pode emocionar e transformar um indivíduo. “Continuo com a ilusão de que a arte de alguém, ou até mesmo meu trabalho, possa tocar uma pessoa em um canto remoto do mundo e fazer com que essa pessoa traga mudanças capazes de salvar a humanidade”.
https://www.goethe.de/ins/br/pt/kul/sup/dan/21841782.html
Treinador elíptico
A escritora tcheca Petra Hulová cita o filósofo também tcheco Václav Bělohradský para refletir sobre o momento e o que há de vir passada a pandemia. Václav definiu certa vez que uma crise deveria nos permitir a escolha entre catástrofe e alternativas. “O que estamos todos experimentando no momento é um empurrão nos limites da nossa imaginação”, acredita Petra. “Sempre nos foi dito que vivemos em um sistema que não pode ser mudado, para o qual não há alternativas. No entanto, agora vemos como a vida pode mudar radicalmente em questão de dias. Essa experiência em si é valiosa”, aponta. Para ela, a esperança está no potencial de mudança. Ela entende haver conexões entre o capitalismo, mudança climática e o covid-19, sendo o vírus a “personificação de uma natureza e uma sociedade doentes”. “O coronavírus é nosso treinador elíptico, nos ensinando a ver o mundo e a nós mesmos sob uma nova luz. Se ele não nos quebrar, vai nos fazer mais fortes”.
https://www.goethe.de/ins/br/pt/kul/sup/dan/21851280.html
Lidar com o luto
Ciente de que o número de mortos em alguns países da América Latina deve ficar na casa dos milhares – se não dos milhões – a filósofa mexicana Julieta Lomelí entende que o saldo final de vítimas deve causar um impacto indelével na saúde mental das populações. Fundamental para o enfrentamento da covid-19, o confinamento social também tem um preço a ser pago, não só econômico. E isso tem se refletido em seu país, onde boa parte da economia está pautada no comércio informal. “No longo prazo, a generalização da dor da perda de membros da família forçará o Estado a dedicar mais atenção e um orçamento maior a questões de saúde mental”, avalia. Neste caso, Julieta entende que o desafio imediato do México e também da América Latina será o de aprender a lidar com a morte em larga escala, superar o luto e lembrar que a recessão econômica, em algum momento, vai passar. “Uma consequência positiva será a exigência, vigilância e mobilização de cidadãos para que o Estado garanta o direito à saúde e faça da assistência médica um serviço universal e gratuito, independentemente da classe social.”
https://www.goethe.de/ins/br/pt/kul/sup/dan/21849895.html
Desejo insistente de viver
Vivendo no país em que o governo federal se coloca contra as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), o artista soteropolitano Tiago Sant’anna vê com dificuldades fazer uma previsão do que será o mundo pós-pandemia. “Mas um fator é quase certo”, constata: “as desigualdades irão aumentar razoavelmente. As medidas para as pessoas mais pobres são limitadas. As campanhas de doação e as ações de filantropia não serão suficientes porque precisamos de políticas sociais mais profundas e efetivas – em curto e longo prazos”, lamenta. Apesar do desalento com que a realidade atual se apresenta, o artista vê que a superação a essa crise sanitária sem precedentes virá por meio de “lutas diárias, do senso comunitário que nos une e do desejo insistente de viver.”
https://www.goethe.de/ins/br/pt/kul/sup/dan/21856136.html
De volta à caverna
O jornalista alemão George Seesslen retorna à alegoria da caverna, de Platão, para apontar o momento atual, em que “somos dobrados novamente e, enquanto podemos esperar por um novo desdobramento, isso não é uma situação tão miserável. Mas quanto tempo dura essa espera? E que poder ganha a impaciência?”, questiona. Embora ainda veja o mundo enfrentando crises diferentes – a “matriosca” (uma crise dentro de uma crise); a “teoria da idade das trevas” (ascensão de doutrinas de salvação e redenção e teorias da conspiração; ameaça de uma ampla catástrofe ecológica; guerras civis como um estado permanente) e a própria crise do coronavírus, que une as crises entre si enquanto aparenta encobri-las – sua esperança está na libertação do sujeito que pensa criticamente. E que pode ser ele o agente provocador da mudança no mundo a partir do isolamento.
https://www.goethe.de/ins/br/pt/kul/sup/dan/21820816.html
De Curitiba
Em breve, o site apresentará também uma contribuição genuinamente curitibana: a escritora, jornalista e ativista Bebeti do Amaral Gurgel foi convidada pelo Goethe-Institut Curitiba a escrever para o site. O texto de Bebeti irá ao ar nos próximos dias.

Sobre o Goethe-Institut Curitiba
Em Curitiba desde 1972, o Goethe-Institut é o Instituto Cultural oficial da República Federal da Alemanha, fundado em 1951 na cidade de Munique, na Alemanha. Atualmente, o Goethe-Institut possui 157 sedes em 98 países, sendo 12 somente na Alemanha e cinco no Brasil. O objetivo é promover o conhecimento da língua alemã em todo o mundo assim como o intercâmbio cultural. Mais informações, acesse o site do Goethe-Institut Curitiba: https://www.goethe.de/de/index.html.

Como será a volta ao trabalho após a pandemia?

Imagine que você receba uma mensagem de seu gestor informando que no próximo dia primeiro — pode ser de qualquer mês — você deve retornar às suas atividades em seu ambiente de trabalho físico, ao local onde trabalhava antes do home office. O que você espera encontrar? Como será o reencontro com seus colegas? E, em termos de gestão, o que será que mudou ou mudará?

Nossa intenção neste artigo é discutir o papel da área de gestão de pessoas no que diz respeito à volta do colaborador, às tendências e possíveis ações que poderão ser tomadas após o controle da pandemia do coronavírus.

As mudanças em função da Covid-19 ocorreram de forma muito rápida. Não houve tempo hábil, como profissionais de gestão de pessoas, para refletir e estudar as melhores alternativas, escolher as mais adequadas e discuti-las com os envolvidos. Tudo aconteceu de maneira tão veloz que tem gente que ainda nem se conscientizou das mudanças pelas quais passamos, estamos passando e, principalmente, pelas que virão no tocante ao trabalho e à gestão das pessoas.

Se outras áreas sofreram impacto — a de gestão de pessoas, posso afirmar — foi uma das mais atingidas, pois todas as empresas mexeram em seus quadros de pessoal, alterando atividades e colocando a maior parte, quando possível, em home office; algumas já fizeram demissões, outras estão planejando isso agora e muitas outras as farão após o retorno dos trabalhadores aos seus postos. Logo, se a área de gestão de pessoas sofreu de forma muito marcante neste processo de mudança, também deverá responder de maneira ainda mais contundente às necessidades da empresa e dos colaboradores em todo esse processo.

A tendência é que se perceba o trabalho a distância de forma mais positiva do que se via até então, que se reconheçam as vantagens desta categoria de labor — entendidas antes da pandemia como pouco significativas. Muitos torciam o nariz quando se aventava instituir o home office. Hoje, entretanto, empregados e empregadores, com certeza, já pensam diferente. Não cabe discutir se o trabalho remoto é positivo ou negativo ainda, mas sim que foi possível e que foi factível fazer a alteração do local e tipo de trabalho executado até então.

Outro olhar recai sobre as tecnologias que temos disponíveis: as que funcionaram, as que precisam ainda de muito investimento ou aquelas que só necessitam de pequenos ajustes para servir aos objetivos de se mudar a forma de como e onde o trabalho é ou será realizado. Ficou claro o quanto somos dependentes delas e como nos tornaram independentes de uma cadeira e uma baia dentro da empresa para produzirmos. Essa área, a de TI, aliada à gestão de pessoas, conquistará grandes espaços em um breve futuro.

A volta dos colaboradores à empresa, aos seus postos de trabalho, não se dará de forma única e irrestrita, ou seja, cada empresa está decidindo quando e como isso ocorrerá. Mas, voltaremos todos, em tempos e formas diferentes. E, diferente também, será nossa percepção de como é trabalhar ao lado de outras pessoas, de ter um lugar fixo numa empresa, de ter uma rotina mais controlada e menos flexível. E, talvez isso faça com que as pessoas passem a inquirir suas empresas do porquê não poderem ter mais flexibilidade.

Cabe à gestão de pessoas pensar nesse momento de retorno, como o de um recomeço. Alguns colaboradores regressarão com mais dores e perdas do que ganhos. Outros, mais maduros e seguros, outros ainda, desconfiando de tudo e de todos. Assim, se quem tem a responsabilidade de cuidar das pessoas dentro da empresa ignorar todos esses impactos, nossa volta pode ser mais traumatizante do que nossa vinda para trabalhar em casa.

Alguns se questionam se haverá aumento de pessoas que atuarão em home office depois do controle da pandemia. Para Fabiana Marin, consultora empresarial com 20 anos de experiência em Gestão de Pessoas, a resposta é positiva. “Haverá um misto entre presencial e teletrabalho. No passado as empresas não acreditavam que os colaboradores pudessem ser produtivos se trabalhassem de seus lares, mas isso mudou”, explica. Desta maneira, cabe à gestão de pessoas ensinar seus colaboradores a como atuar longe das instalações da empresa, capacitá-los não apenas na área técnica, mas especialmente, visando seu lado humano, pois precisam estar preparados psicologicamente para essa nova etapa de suas carreiras.

Autor: Ademir Bueno é professor dos cursos de Gestão Estratégica Empresarial e Administração do Centro Universitário Internacional Uninter

Santa Casa completa 140 anos e ganha apoio do LIDE Paraná

Empresários se unem à campanha que tem como meta adquirir equipamentos para combate ao COVID-19 em um dos hospitais que é referência no estado

No dia 22 de maio a Santa Casa completou 140 anos. Um lindo trabalho pela saúde que vem ganhando reforços. O LIDE Paraná aderiu à campanha #SantaCasaAFavorDaVida, que visa arrecadar fundos em prol do hospital, que é um dos centros de referência no combate ao Covid-19 e está ganhando ampliação de leitos.

O LIDE (Grupo de Líderes Empresariais) é uma organização que reúne empresários de diversos setores em busca do desenvolvimento econômico e social. A unidade do Paraná, no comando de Heloisa Garrett, realiza encontros periódicos para debater o fortalecimento da economia paranaense e reúne empresários, fundadores e CEOs dos maiores grupos empresariais do Estado.

"Durante a pandemia do COVID-19 o LIDE tem se reinventado e investido em uma agenda com informação de qualidade de maneira online, além disso estamos reunindo nossas forças e procurando ajudar quem mais precisa neste momento" explica Garrett que esteve visitando as obras de ampliação do centenário hospital acompanhada de Noemi Moraes, diretora hospitalar da Santa Casa, Monsenhor Antônio Robson Gonçalves, vice-presidente do Conselho de Administração da Santa Casa e Eduardo Bistratini Otoni, diretor-geral da Santa Casa.

A meta da campanha é arrecadar R$ 1,5 milhão até o mês de junho, todo valor arrecado será destinado ao auxílio no combate ao coronavírus dentro do hospital, serão comprados equipamentos hospitalares e de proteção, insumos e ajudará nas despesas extras com funcionários.

Como doar?

Para doar basta apenas entrar no site da Santa Casa, escolher de qual forma quer realizar a doação e escolher a quantia, qualquer valor pode ser doado. Nesta semana o LIDE fez a doação de máscaras de proteção facial do modelo "face shielf" ao Hospital, indicada para profissionais da saúde que estão trabalhando na linha de frente do enfrentamento à pandemia. A ação foi viabilizada por meio do projeto "use vento na direção certa", criado pela empresa catarinense Nob Multisports, em parceria com o campeão olímpico Robert Scheidt.

Doar também é uma forma de salvar vidas, faça parte dessa campanha do bem.

Venda de vitaminas cresce mais de 50% durante pandemia

Cimed, líder em vendas, aposta em linha que ajuda a aumentar a imunidade

O consumo de vitaminas disparou no Brasil. Em abril, o aumento foi de 58% em relação ao mesmo mês em 2019, enquanto em março o crescimento atingiu 54%, comparado ao mesmo período. É o que aponta o relatório da IQVIA. E não à toa, foram os itens dedicados à prevenção os que tiveram mais saída nas farmácias nesse período. Dados do instituto também mostram que a Cimed, conhecida por fornecer medicamentos a preços acessíveis para a população, foi a indústria que mais viu seus produtos chegarem às mãos dos consumidores. A Cimed vendeu mais de 16 milhões de unidades no mês passado, entre vitaminas, produtos de higiene e beleza, medicamentos isentos de prescrição médica (OTC) e produtos de cuidado ao paciente.

João Adibe Marques, CEO da companhia, afirma que o papel do líder é inovar, fornecer acesso e cuidar da saúde da sociedade principalmente agora. E, por causa disso, a Cimed lança nessa semana a vitamina Lavitan CDZSE, o primeiro multivitamínico voltado exclusivamente para o aumento da imunidade, ao combinar cinco princípios ativos: Selênio, Zinco e as vitaminas C, D e E. No primeiro trimestre, a companhia havia feito outra estreia no mercado nacional, quando lançou o primeiro complexo vitamínico efervescente, o Lavitan 5G. De 2015 para 2020, a Cimed dobrou seu portfólio de produtos destinados à prevenção, passando de 15% para 30%.

Medo do coronavírus pode agravar estado de saúde de pacientes crônicos

Os hospitais estão tendo uma “fuga”de pacientes por medo de contaminação com o novo coronavírus; as instituições estão preparadas para receber tanto os pacientes com Covid-19, como pacientes com outras doenças e incidentes de saúde

A demora em procurar ajuda em um hospital por medo de contágio do Coronavírus levou uma mulher, na faixa dos 70 anos, a agravar seus problemas de saúde. Ela sofreu uma queda em casa, fraturou a coluna e, esperou cinco dias para ir ao hospital, ficou em casa sem movimentos, o que gerou uma tromboembolia pulmonar. O relato é do médico e diretor técnico do Hospital Marcelino Champagnat, Rogério de Fraga.

O caso, ocorrido no fim de março, e outras histórias de complicações por não procurar ajuda médica a tempo são relatados pelo médico, como a dificuldade que a equipe do hospital teve para convencer um paciente com sintomas de AVC para ficar no estabelecimento de saúde. “Temos um nível de cuidado máximo, bem como protocolos e utilização de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), a divisão de fluxos de paciente com Covid-19 e seus sintomas, separado de pacientes com outras doenças, além de uma ala preparada para o isolamento”, diz o médico.

Segundo o presidente do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Paraná (Sindipar), Flaviano Feu Ventorim, a maior parte dos doentes que estão nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) dos hospitais privados do Paraná, atualmente, é de pessoas com doenças crônicas e/ou graves e não com a Covid-19. São pessoas que tiveram descompensação de seus quadros por não terem se tratado, principalmente com doenças cardiovasculares e pulmonares, câncer, diabetes, e doenças psiquiátricas. A média de ocupação desses hospitais caiu 40% durante a pandemia em comparação com uma média de 75% registrada normalmente. O Paraná tem atualmente 4.200 leitos de UTI’s públicos e privados. E 1.900 são somente leitos privados e que não atendem o SUS, segundo o Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (Cnes).

De acordo com Ventorim, a maioria dos hospitais privados do Paraná está preparada para atender os pacientes durante a pandemia. Vários têm a certificação de qualidade ONA, canadense e americana, que prevê a estruturação e execução de planos de contingência para situações como a pandemia. O presidente do Sindipar conta que desde que começaram os primeiros casos no País, os hospitais investiram em infraestrutura, equipes e fluxos para atender a população. Enquanto alguns construíram novas UTIs e áreas de emergência específicas para receber os pacientes com sintomas de doenças respiratórias ou com a Covid-19, outros investiram na alteração de fluxo, separando áreas distintas para receber pacientes com a doença e outras não relacionadas à Covid-19.

Pânico

O medo de se contaminar com o novo coronavírus, que afugentou as pessoas com doenças crônicas e graves dos hospitais, aconteceu também em países como a Espanha, Itália e EUA, que tiveram aumento de mortalidade por doenças não relacionadas à Covid-19. Na região Norte da Itália, por exemplo, houve um incremento de morte por doenças cardíacas fora dos hospitais em 58% durante a pandemia. A incidência de mortes em casa em Nova York aumentou 800% em abril deste ano. Em São Paulo, a mortalidade domiciliar por causa de infarto agudo do miocárdio subiu 80%, segundo a Vigilância Epidemiológica daquele Estado.

A cardiologista intervencionista Viviana Guzzo Lemke alerta que os pacientes com doenças cardiovasculares, mesmo durante a pandemia, precisam procurar os hospitais ou seu médico quando tiverem qualquer sinal de descompensação da sua doença ou ao ter sintomas compatíveis com infarto, como dor no peito, falta de ar e sudorese. Viviana conta que não está sendo incomum os pacientes chegarem no hospital já com complicações do infarto, por terem demorado a procurar o atendimento médico. Foi o caso de um paciente que procurou o hospital dois dias depois de sentir dores no peito. Ele já estava infartado e com insuficiência cardíaca. “É importante que o paciente saiba que o infarto não respeita quarentena”, diz a médica. Os hospitais que atendem pacientes com problemas cardiológicos chegaram a atender apenas 30% dos pacientes em comparação a igual período no ano passado, por causa do medo das pessoas contraírem o novo coronavírus.

O oncologista Evanius Garcia Wiermann alerta também que o paciente não pode negligenciar o câncer por causa do medo do novo coronavírus. “O câncer não é menos importante que a Covid-19. Provavelmente teremos um surto, no próximo ano, de pessoas com câncer. As pessoas diagnosticadas com a doença não podem abandonar o tratamento. E quem tem histórico na família ou sintomas precisa fazer exames, procurar o hospital ou o seu médico”, avisa. Ele cita uma estatística do Instituto Nacional de Câncer (Inca) de que o Brasil vai ter 50 mil menos casos de câncer diagnosticado este ano por causa da pandemia e do medo que ela dissemina entre as pessoas. Wiermann relata que há até casos de pessoas que abandonaram o tratamento quimioterápico por medo de contrair a Covid-19 em hospitais.

“A população não pode entrar em contato com o outro “p” de pandemia que é o pânico. As pessoas precisam conversar com seus médicos e ter um hospital de confiança com ambiente seguro. Os bons hospitais estão preparados para dar atendimento com segurança, tanto de pacientes com a Covid-19 quanto de pacientes com outras doenças não relacionadas à essa doença”, afirma o superintendente médico do Vita Batel, Gustavo Justo Schulz.

Os hospitais especializados registraram uma queda de 50% no atendimento por causa da pandemia. Segundo a neurologista Vanessa Rizelio não há coincidência alguma: mortes por infartos e acidente vascular cerebral (AVC) podem aumentar durante o período de isolamento social. Como estas doenças se manifestam de forma súbita, é bom estar atento aos sinais. “Temos observado não só aqui no Brasil, mas no mundo, a diminuição de chegada de pacientes com suspeita de AVC aos hospitais”, avalia. “E quando vão, chegam além do tempo para estabelecer um tratamento que melhora o quadro e evitar sequelas (até quatro horas do início dos sintomas)". Entre os sintomas do AVC estão a dificuldade para falar, pronúncia de palavras ou de a pessoa enrolar a língua; e falta de coordenação motora com desequilíbrio na hora de tentar caminhar, entre outros.

Vacinas

No início do isolamento social houve uma retração na procura por vacinas, de modo geral, até por quê algumas recomendações estavam divergentes se era recomentado fazer ou não a vacinação em função do novo coronavírus. Mas desde que a Sociedade Brasileira de Imunizações se posicionou deixando claro que as vacinas não deveriam ser adiadas houve um retorno de forma progressiva na procura e o volume de atendimentos está normalizando. “Não estar com a vacinação em dia pode levar a uma debilidade imunológica, que pode tornar a pessoa mais suscetível ao coronavírus e outras infecções”, avisa a coordenadora do Centro de Vacinas do Hospital Pequeno Príncipe, Heloisa Ihle Giamberardino.

Suicídios

A psiquiatria é uma das áreas mais impactadas pela pandemia porque os transtornos mentais como a ansiedade, depressão e Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), por exemplo, aumentam nesse período, segundo o psiquiatra Roberto Ratzke. O afastamento das pessoas dos hospitais e clínicas acaba piorando a saúde mental dos pacientes, que podem enfrentar outro tipo de problema também com uma medida recente da Anvisa no período da pandemia, de acordo com o psiquiatra. Em sua opinião, a permissão para os médicos darem receita para três meses é perigosa porque o acúmulo de remédios pode levar a pessoa com transtorno mental a cometer suicídio, tomando todos os comprimidos. “Nosso receio é que muita gente vá morrer por suicídio por ter acesso a mais remédios de receita por um período mais longo”, avisa. Outro aspecto que pode se agravar com o afastamento de pacientes do tratamento psiquiátrico provocado pelo medo do novo coronavírus são as psicoses, como a esquizofrenia, por exemplo. Segundo Ratzke, em geral o paciente com psicose não tem noção que está doente e tem dificuldade em ir ao médico. Com a pandemia, o psiquiatra prevê o aumento de crises psicóticas ocorrendo em casas e famílias sofrendo em lidar com o problema.

Sindipar, Ahopar, Fehospar

Autocine Show a nostalgia vira inovação

O cinema adaptado que você pode assistir com a família dentro do carro

Respeitando o isolamento social proposto para barrar o contágio do COVID- 19, muitas pessoas estão permanecendo em casa e às vezes o tédio pode surgir. A cultura tem andado de mãos dadas com todos, nos momentos de diversão e lazer, assistir a filmes, séries, ler um livro, escutar música etc., se tornaram as maiores ferramentas para passar as horas em casa.

Motivados com a ideia de poderem ser uma ferramenta de lazer, bem estar e entretenimento, respeitando a saúde de todos, três empresários com experiência em eventos, de Curitiba e região, estão à frente do projeto chamado Autocine Show. Um cinema adaptado para carros, para levar a família e os amigos, com protocolos específicos e direcionado para o momento de pandemia.

A possibilidade de poder criar um momento de interação respeitando ao isolamento, afinal o único contato que as pessoas terão, será com a família no próprio carro ou na hora de utilizar o sanitário, que será controlado. O projeto foi idealizado para diversão de todos, podendo inclusive, o telespectador levar o seu pet para assistir a sessão.

A inauguração acontecerá já nesta semana, no dia 28 de maio sexta-feira, contando com duas sessões às 18h e às 20h30. No sábado dia 29 e domingo 30 haverá três sessões às 18h, 20h30 e 23h.

Visando maior conforto e segurança a todos, o contato será mínimo e os ingressos que terão valor de R$ 50,00 + taxa administrativa por carro, serão disponibilizados no site - www.autocineshowoficial.com.br - , evitando assim as aglomerações. O controle será feito com QRcode, com demarcação das vagas.

Será passado no telão antes das sessões, as medidas de segurança a serem realizadas, protocolos para o uso dos sanitários, emergências e uso de máscaras no local, bem como, será realizada a medição de temperatura de todos antes de entrarem no recinto. Estarão presentes uma equipe de segurança profissional acompanhados de um consultório ambulatorial.

Não serão comercializadas comidas e bebidas no local, é uma oportunidade para você realizar um pick nick privado com a sua família e poder levar o que mais gosta.

A localização será em meio a natureza, com fácil acesso, o cenário se torna surpreendente e inovador. Com aproximadamente 30 mil m²de área total, sendo 10 mil m² somente de estacionamento, o Autocine Show será realizado em Colombo na Rua Pedro Zanetti 316 (anexo ao Helicon táxi aéreo).

O espaço contará com um sistema de som diferenciado, com subwoofer estrategicamente posicionados, sistema de transmissão a rádio FM, e uma tela de mais de 12 metros, o limite de pessoas dentro do carro é de até quatro, para uma melhor experiência.

Corra e garanta o seu ingresso! Não fique de fora deste evento que promete, vamos resgatar os velhos tempos e viver essa experiência juntos com segurança?
Serviço: Autocine Show
Cinema em drive in
Inauguração: dia 28 de maio
Horário: às 18h e às 20h30
Endereço: R. Pedro Zanetti - Canguiri, Colombo - PR, 83412-585
Compra dos ingressos: www.autocineshowoficial.com.br
Site www.autocineshowoficial.com.br
Email contato@autocineshowoficial.com.br

Professoras da UFPR lançam livro de passatempos gratuito sobre mulheres cientistas no combate à covid-19

Iniciativa faz parte de projeto de extensão sobre mulheres na ciência

Um grupo de professoras da Universidade Federal do Paraná (UFPR) ligadas ao projeto de extensão “Meninas e Mulheres nas Ciências”, lançou, nesta sexta-feira (22), um livro gratuito com passatempos sobre as mulheres cientistas no combate ao coronavírus. As idealizadoras, professoras Alessandra Barbosa, Camila Silveira, Camilla Oliveira, Clarice Amaral, Glaucia Pantano e Tatiana Simões, são docentes do Setor de Ciências Exatas. As ilustrações foram feitas pelo estudante de Física da UFPR, Marcelo Machado.

“É uma produção coletiva de mulheres cientistas sobre mulheres cientistas e isso tem grande valor para o cenário no qual atuamos profissionalmente”, destaca a professora do departamento de Química, Camila Silveira, coordenadora do “Meninas e Mulheres nas Ciências”. O material é voltado para o público em geral, com atividades para crianças, jovens, adultos e idosos, que vão de caça-palavras e palavras-cruzadas a desenhos para colorir. Nele, por exemplo, é possível obter informações de forma lúdica sobre o papel do grupo das cientistas brasileiras que sequenciaram o genoma do novo coronavírus.

Por meio de um caça-palavras, também é possível conhecer melhor o trabalho de Kizzmekia Corbett, uma pesquisadora afro-americana que lidera as pesquisas na busca da vacina para a Covid-19. A brasileira Nísia Trindade Lima, presidenta da Fiocruz, instituição que lidera trabalhados relacionados à saúde no Brasil, é outra cientista apresentada no livreto. Com palavras cruzadas e imagens para colorir, os passatempos ainda oferecem informações sobre a importância de higienizar as mãos e a relevância da matemática no combate ao vírus.

Segundo Camilla Oliveira, do departamento de Física e vice-coordenadora do projeto, um dos objetivos do livro é reconhecer e homenagear o trabalho das mulheres que dedicam suas vidas à ciência. “Elas permanecem anônimas, na grande maioria das vezes”, destaca. A professora do departamento de Física Alessandra Barbosa destaca que essa é uma oportunidade de “informar de maneira mais acessível, mostrar o quanto a Ciência é bonita e precisa ser compartilhada”. Já para Clarice Amaral, do departamento de Química, a iniciativa é uma oportunidade para apresentar o trabalho “de mulheres incríveis e competentes que fazem e fizeram diferença na batalha contra o novo coronavírus”.

O livro traz de forma lúdica a questão da representatividade feminina. “É um caminho para inspirar as meninas a seguirem carreiras científicas”, afirma a professora Tatiana Simões, do departamento de Química. A proposta de trazer o combate à pandemia como eixo da divulgação científica também é destacada por outra de suas idealizadoras, a professora Glaucia Pantano, do mesmo departamento. “Nesse grave cenário de Pandemia, elaborar passatempos que apresentam as cientistas envolvidas no combate da Covid-19 e trazem importantes informações como formas de prevenção dessa doença é de suma importância para a sociedade”, diz.

Link para download: https://meninasemulheresnascienciasufpr.blogspot.com/2020/05/livreto-passatempos-mulheres-nas.html

Como fazer a leitura dos resultados do teste rápido para a COVID-19

Especialista explica quando o paciente pode se considerar curado do coronavírus, sem risco de transmitir a doença

O LANAC- Laboratório de Análises Clínicas realiza o teste rápido para o coronavírus, com análise feita por IgG e IgM para COVID-19, que detecta o anticorpo contra o vírus depois de 7 a 10 dias de contágio. O resultado sai no mesmo dia, em até cinco horas.

O teste rápido é um exame sorológico que avalia a presença de anticorpos no sangue, ou seja, ele determina se o organismo já teve contato com algum dos determinados agente infecciosos. A IgM é a molécula que é formada rapidamente no corpo logo após o primeiro contato com uma infecção. E a IgG demora mais tempo para ser formada e indica a doença em fase convalescente ou possível imunização do paciente.

O especialista em bacteriologia do LANAC, o bioquímico Marcos Kozlowski, explica que o teste serve para ver em qual fase da doença o paciente se encontra. “Um paciente com IgG positivo provavelmente já está imune, ou em fase de cura, o que permite um afrouxamento do isolamento social, depois de 15 dias de isolamento total”, afirma.

Possíveis resultados do teste da COVID-19:

lgM positivo e IgG negativo:

O paciente adquiriu o vírus, mas ainda não criou os anticorpos. Pode ser a fase inicial da doença ou pode ser decorrente de alguma interferência, como a vacina da gripe, ou doenças auto imunes, por exemplo.

lgM e IgG positivos:

O paciente adquiriu o vírus e já produziu os anticorpos, a doença provavelmente está em fase de imunização.

IgG positivo e lgM negativo:

O paciente já tem o anticorpo da doença, e o IgM negativo pode indicar que a infecção seja antiga.

O especialista lembra ainda que nem todo paciente formará anticorpos nos primeiros dias, acarretando um resultado falso negativo. “Por isso a importância de consultar um médico, que conhece o estado clínico do paciente e avalia em qual momento é necessário testar a doença”, afirma. Além disso, o paciente curado do coronavírus apresenta um resultado positivo nesse teste, e a IgG se mostra reagente.

Mais de 50% dos resultados positivos encontrados no laboratório se consideram assintomáticos. “Mesmo assintomáticos, essas pessoas são potenciais transmissores do vírus. Se o paciente tiver um IgM positivo e respeitar os 15 dias de isolamento social, aí sim estaria autorizado a ter uma vida normal, sem riscos de transmitir o vírus”, alerta.

Sobre o LANAC:

Há 28 anos, o LANAC - Laboratórios de Análises Clínicas se diferencia por se manter, com orgulho, como empresa 100% paranaense. A empresa possui 45 unidades de atendimento em diversos bairros de Curitiba, além da Região Metropolitana, Litoral do Paraná, Ponta Grossa, Palmeira e Rio Branco do Sul. Hoje, o laboratório oferece mais de dois mil tipos de exames, além de coleta domiciliar e assessoria científica para médicos e conta com mais de 400 colaboradores. Recebe exames de 25 laboratórios, atuando como laboratório de apoio. A sede central, com 1.200 m², é o maior centro de análises clínicas de Curitiba. A empresa participa de testes de proficiência do Controle Nacional de Qualidade da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas, com nota excelente desde 1992 e mantêm a certificação ISO 9001/2015 atualizada desde 2004.

Programa do Ratinho homenageia brasileiros curados da covid-19 partir desta segunda-feira (25)

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Crédito: Divulgação/SBT

O Programa do Ratinho começa a exibir a partir de hoje, 25 de maio, o “ Vamos Celebrar a Vida”, uma homenagem aos brasileiros curados da covid-19. O programa irá mostrar fotos com nome, idade e cidade de pessoas que venceram o coronavírus. Todos juntos na guerra contra o coronavírus.

O Programa do Ratinho vai ao ar de segunda a sexta-feira, a partir das 22h45. Site oficial: http://www.sbt.com.br/ratinho