Arte Viva! Viva a Arte!

Versão cênica de Paulo de Moraes para a obra-prima de Tony Kushner é uma das atrações da Mostra Lucia Camargo, da 30ª edição do Festival de Curitiba

Considerada por muitos estudiosos como um dos textos teatrais mais importantes dos últimos 50 anos, Angels In América é um díptico escrito por Tony Kushner no início dos anos 1990. Composto de “O Milênio se Aproxima (parte 1)” e “Perestroika (parte 2)” e jamais montado integralmente no Brasil*, o texto recebeu os principais prêmios da dramaturgia americana, incluídos aí os prestigiados Tony Award, Drama Desk Award e Pulitzer Prize. É com este espetáculo que a Armazém Cia.de Teatro retorna ao Festival de Curitiba para a edição que celebra 30 anos do evento.
Angels fará duas apresentações dentro da Mostra Lúcia Camargo, no dia 9 a partir das 21h e no dia 10 de abril partir das 19h, no Guairinha. As duas partes da montagem serão apresentadas em sequência, com intervalo de 30 minutos entre elas. Os ingressos para cada parte deve ser adquirido separadamente e quem comprar os passes para as duas partes terá desconto no valor total do pacote, que sairá por R$120,00 (R$60,00)
Os ingressos estão à venda pelo site oficial www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria do evento, localizada no Shopping Mueller (Piso L2).
ANGELS IN AMERICA se passa na década de 1980, em Nova York, durante a chamada “Era Reagan” e quando a AIDS assola a cidade como uma espécie de epidemia. Mas Nova York aqui pode ser qualquer um desses lugares densamente povoados, onde é fácil pensar que a pessoa ao seu lado no metrô ou no elevador, ou mesmo na cama, pode estar do outro lado do mundo. Há uma pressa, uma urgência, nesse ir e vir constante da grande cidade que parece não permitir o tempo estendido de se conectar ao outro. Mas, apesar e por conta disso, as personagens arrebatadas de Tony Kushner – cheias de dor, medo e uma frágil esperança – tentam fazer contato dentro deste abismo.
“É um épico teatral em duas partes. É uma peça especial, um mergulho no final do século XX, mas que revela uma atualidade esmagadora. É uma obra que reflete sobre o mundo ocidental, religiões, política, relações afetivas, sexo, medo da morte, covardia, crueldade, História. Há um sentido de devastação se alastrando por toda a peça. Mas o resultado cênico é um movimento constante, personagens se fazendo vivos por estarem em movimento”, comenta o diretor Paulo de Moraes. “Embora haja um cheiro de realidade permanente, a nossa montagem não é nada realista. Usamos um espaço nu, aberto. E pairando sobre o espaço, um grande teto branco, uma espécie de asa geométrica, como um anjo pairando sobre a História. Fora isso, usamos pouquíssimos elementos, para que os corpos dos atores sejam determinantes pra narrativa e a imaginação do público seja cúmplice e finalizadora do acontecimento estético”, conclui Moraes. O espetáculo contém cenas de nudez.
Sobre a ARMAZÉM - Com mais de 30 prêmios nacionais no currículo, a companhia também foi premiada duas vezes no Festival Fringe de Edimburgo (na Escócia), com o prestigiado Fringe First Award (2013 e 2014) e no Festival Off de Avignon (na França), com o Coup de Couer de la Presse d’Avignon (2014). A Armazém Companhia de Teatro foi formada em 1987, em Londrina, em meio à efervescência cultural vivida pela cidade paranaense na década de 80 - de onde saíram nomes importantes no teatro, na música e na poesia. Liderados pelo diretor Paulo de Moraes, o senso de ousadia daqueles jovens buscando seu lugar no palco impregnaria para sempre os passos do grupo: a necessidade de selar um jogo com o seu espectador, a imersão num mundo paralelo, recriado sobretudo pela ação do corpo, da palavra, do tempo e do espaço. Com sede no Rio de Janeiro desde 1998, a companhia tem mais de 30 anos de formação. Sempre baseando seus espetáculos em pesquisas temáticas e formais (que se refletem na utilização do espaço, na construção da cenografia, ou nas técnicas utilizadas pelos atores para conviver com o risco de encenar em cima de um telhado, atravessando uma fina trave de madeira ou imersos na água), a questão determinante para a companhia segue sendo a arte do ator.

A Mostra Lúcia Camargo é apresentada por EBANX, Paraná Banco, Governo do Estado do Paraná e New Holland, com patrocínio de ClearCorrect, Vonder, SulAmérica e Novozymes.
Acompanhe todas as novidades e informações da Mostra Lúcia Camargo do Festival de Curitiba pelo site www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis, no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_Curitiba

FICHA TÉCNICA:
Autor: Tony Kushner Direção: Paulo de Moraes Tradução: Maurício Arruda Mendonça
Iluminação: Maneco Quinderé Cenografia: Paulo de Moraes e Carla Berri
Figurinos: Carol Lobato Música Original: Ricco Viana Projeção Cênica: Rico Vilarouca e Renato Vilarouca Diretor de Movimento: Paulo Mantuano Fotografia: Mauro Kury e Nityam
Designer Gráfico: Daniel de Jesus Diretor Técnico: Hugo da Matta Performance de Bateria: Rick De La Torre Assistente de Figurino: Amanda Rubelsperger Assistente de Cenografia: Samanta Toledo Costura e Alfaiataria: Ateliê das Meninas e Alex Leal Cenotécnicos: Marco Souza e Zé Maranhão Técnico de Montagem: José Djavan Costa Consultoria Ídiche e Hebraico: Sonia Kramer Assistente de Produção: Malu Selonk Produção Executiva: Isabel Pacheco Direção de Produção: Patrícia Selonk Produção: Armazém Companhia de Teatro

Elenco: Felipe Bustamante (Louis Ironson), Isabel Pacheco (Anjo), Jopa Moraes (Prior Walter)
Lisa Eiras (Harper Pitt), Patrícia Selonk (Hannah Pitt + Ethel Rosemberg), Ricardo Martins (Joe Pitt). Sergio Machado (Roy Cohn) Zéza (Belize + Sr. Mentira)

Serviço:
O que: ANGELS IN AMERICA no 30.º Festival de Curitiba
Quando: 09 de abril a partir das 21h e 10 de abril a partir das 19h.
Onde: Guairinha (XV de Novembro, 971)
Valores: R$ 80,00 (inteira). Combo (parte 1 + parte 2): R$120,00 (R$60)
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva do Shopping Mueller (piso L2), de segunda-feira a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 14h às 20h.
Classificação: 16 anos (Contém cenas de nudez)
Duração: 300 (140’ parte 1 e 160’ parte 2)

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“Viva arte! Arte Viva!”

A rua será palco da 30.° Festival de Curitiba. De 1° a 9 de abril, a Mostra Festival na Rua transformará os espaços públicos e mudará a rotina da capital paranaense, levando a arte para vários pontos da cidade, tudo totalmente gratuito. É a arte ao alcance de todos.

A Mostra Festival na Rua terá cerca de 60 companhias locais, 11 espaços e um total de 130 apresentações. A novidade é que nesta edição quatro espaços terão estrutura de palco, com iluminação e sonorização. São eles: Ruínas São Francisco, Praça Santos Andrade, Centro Cultural do Boqueirão e Praça Rui Barbosa. A programação ainda conta com outros seis espaços preparados para receber apresentações: Calçadão e Parque de São José dos Pinhais, Praça da Bíblia - em Araucária -, Largo da Ordem, Centro Pop Plinio Tourinho, Parque Barigui e Boca Maldita.

“O Festival na Rua busca a democratização da cultura, pois não há cobrança de ingressos e acomodamos maior número de pessoas de maneira acessível a todas as classes sociais”, explica a coordenadora da mostra, Carol Scabora.

O Festival na Rua terá a participação de companhias locais, com o objetivo de estimular a economia criativa na região, por meio da contratação de artistas e fornecedores do município. A produtora Iara Elliz destaca a importância do evento para fomentar a cultura. “O conceito é ser democrático e buscamos dar espaço ao maior número de companhias possível. O festival abriga companhias profissionais com mais de 10 anos atuando, bem como grupos mais novos”.

O evento envolverá mais de 400 artistas e conta com cerca de 50 pessoas na organização. Um grande incentivo à cultura e valorização dos profissionais ligados ao setor. E para que tudo isso seja possível, o Festival montou uma grande estrutura. Cada espaço tem um produtor - responsável por manter a programação e o cumprimento dos horários -, e equipe técnica com assistente, maquinista, técnico de luz e técnico de som, além da equipe de logística e seguranças.

Atrações – Entre os espetáculos há peças e artistas vencedores dos principais prêmios do teatro e destaques da cultura nacional. É o caso do espetáculo de estreia “Roberta, uma Ópera Rock”, que tem na direção artística Nena Inoue, vencedora do Prêmio Shell, e composição e direção musical do maestro Alessandro Sangiorgi. A estreia está marcada para o dia 1° de abril, às 19h30, na Praça Santos Andrade. Ao todo, serão sete apresentações gratuitas ao ar livre até o dia 9, na Praça Santos Andrade e também no Centro Cultural Boqueirão.

O espetáculo retrata a trajetória de um grupo de jovens que, na década de 80, circula pelas ruas da cidade em busca de respostas para seus dilemas. A tragédia contemporânea funde as linguagens da Ópera Clássica e do Rock and Roll para falar de amor e do uso de drogas na juventude. A diretora artística comenta sobre a trama: “Este espetáculo fala sobre o uso de drogas na juventude e suas consequências. Estão presentes os desencantos da vida, o amor como saída, o tempo, a noite, a morte. E situa onde esses jovens estão, o porquê estão, o que querem e o que conseguem… ou não”, afirma Nena.

Outra peça premiada presente na Mostra Festival de Rua é “Hi, Breasil!”, ganhadora do Gralha Azul, que estreia no dia 2 de abril, às 17h, na Boca Maldita e terá outras duas apresentações: dia 3, na Praça Santos Andrade, às 14h30, e dia 9, no Parque Barigui, às 18h.

“Hi Breasil” é a terra de um professor, uma mãe, uma atriz, uma jovem e um peixe que, por medo de ser fisgado, nada. É uma terra construída que fricciona o real com o ficcional, o presente e passado e eclode em momentos de realidades poéticas.

Tradição no Festival – A programação contempla ainda companhias que têm tradição em se apresentar no Festival de Curitiba. É o caso da Cia. Máscaras de Teatro, comandada pelo ator e dramaturgo João Luiz Fiani. O grupo participa do Festival de Curitiba desde 1998. De acordo com Fiani o teatro na rua é a essência mais pura das artes cênicas. “O Festival, ao levar o teatro para rua, está elevando o nível do festival a um momento único, de aproximação popular. É uma energia verdadeira e sincera. Um renascimento para celebrar o momento de retorno à normalidade. Celebrar o teatro e a vida!”.

A Cia Máscaras de Teatro apresentará, nos dias 5 e 6, às 16h, nas Ruínas São Francisco, o musical para crianças “A Cigarra e a Formiga”, levando ao palco a magia da clássica história de Esopo, autor da Grécia Antiga. Uma das fábulas mais famosas da literatura mundial numa montagem cheia de magia e encantamento, ela fala sobre uma cigarra preguiçosa e uma formiga esforçada, comparando as suas posturas sobre o trabalho e o futuro.

Quem também é presença frequente no Festival de Curitiba é o Teatro Rodrigo D’Oliveira, que este ano levará a peça “Tintino, o espetáculo continua...” nos dias 8 e 9 de abril, nas Ruínas São Francisco. “O Festival de Teatro de Curitiba sempre foi o pontapé inicial das temporadas do ano nos teatros de Curitiba. E agora pode ser também o ponta pé inicial da retomada do teatro presencial”, afirma o diretor do teatro, Rodrigo D’Oliveira.

A peça conta a vida do palhaço Tintino, da infância à velhice, até o dia de sua partida. Ele, que ao longo dos anos colore a vida de outras pessoas, ao envelhecer é esquecido. Quando chega o dia de ir embora e quando tudo parecia triste, o reencontro com a plateia no lado de lá o enche de luz.

Desafios para adaptação – Se na rua está a essência do teatro, o desafio é redobrado. A maior parte das cerca de 60 peças presentes na mostra foi concebida para palco, o que requer diversos cuidados para adaptá-las para a rua. Algumas foram feitas para exibição na internet, em razão da pandemia, e agora ganham montagem especial na rua.

“Adaptar uma peça para a rua exige muito do artista e produtores. No nosso caso, foi desafiador porque é um espetáculo criado com muitos detalhes para dar a ideia de uma passagem da vida física para vida espiritual. Mas nem sempre precisamos de grandes palcos e produções para tocar as pessoas. Acredito que será uma boa experiência fazer Tintino ao ar livre”, comenta Rodrigo D’Oliveira.

Acessibilidade – A acessibilidade também estará presente na Mostra Festival na Rua. Com audiodescrição, o festival conta com as seguintes peças: “Tupi Pererê” (dias 02 e 03/04, às11h, na Praça Santos Andrade); “Negro não Nego” (no dia 7, às 16h, no dia 8, às 12h e no dia 09, às 20h, nas Ruínas São Francisco); “Pitombas do amor” (no dia 7, às 18h30 e no dia 8, às 12h30, no Palco Boca Maldita e Praça General Osório);

Já na lista de espetáculos com acessibilidade em libras temos: “Bamberê”, nos dias 08 e 09/04, às14h30, na Praça Santos Andrade); “Aqui é minha casa” (nos dias 7,8 e 9, às 19h30, na Praça Santos Andrade); “Fandango” (dias 2 e 3, às 15h, no Palco Boca Maldita - Praça General Osório); “Fome” (no dia 6, às 16h30 e 19h30, na Praça Santos Andrade).

O espetáculo “Astrocirco” terá tanto libras quanto audiodescrição (no dia 4, às 10h e às 14h, no Parque Cachoeira).

Programação Completa – A programação completa da Mostra Festival na Rua, com os horários e locais de todas as cerca de 60 peças, pode ser acessada através do site https://festivaldecuritiba.com.br

A Mostra Festival na Rua é apresentada por Uninter, Junto Seguros, Banco CNH Industrial e Bosch, com patrocínio de Vivo, Instituto Cultural Vale e Da Magrinha 100% Integral, Copel e Governo do Estado do Paraná.

Lista dos Espaços com endereço:

Espaços com estrutura de palco

- Largo da Ordem (Rua Cel. Enéas, S/N – São Francisco)
- Praça Rui Barbosa (Rua André de Barros, S/N – Centro)
- Praça Santos Andrade (Travessa Alfredo Bufren, S/N – Centro)
- Centro Cultural de Boqueirão (Rua José Guercheski, 281)
- Calçadão de São José dos Pinhais (Rua XV de Novembro – Centro)
- Centro Pop Plínio Tourinho (Rua Engenheiro Rebouças, 845 – Jardim Botânico)
- Praça da Bíblia (Rua Nossa Senhora dos Remédios - Fazenda Velha, Araucária
- Praça General Osório (Rua Voluntários da Pátria, S/N – Centro)
- Praça João Candido (Rua Jaime Reis, S/N – Centro)

Serviço:
O que: Mostra Festival na Rua | 30.º Festival de Curitiba
Quando: De 1º/04 a 9/04 de 2022.
Espetáculos Gratuitos
Verifique a classificação indicativa e orientações de cada espetáculo

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“Conselho de Classe” traz para o palco os problemas e desafios da educação

A montagem, concebida em 2013 para comemoração dos 25 anos da Cia dos Atores,
volta aos palcos do Festival de Curitiba

O premiado espetáculo “Conselho de Classe”, da Cia. dos Atores, volta aos palcos do Festival de Curitiba com duas apresentações: nos dias 29 e 30 de março, ambas às 21h, no Teatro da Reitoria. A montagem, concebida em 2013 para comemoração dos 25 anos da Cia. e que retorna a Curitiba com elenco original, trilhou trajetória nacional que ultrapassa 200 apresentações e 50 mil espectadores. Destaque nas premiações de teatro em 2014, a peça recebeu os prêmios Shell (cenário), Cesgranrio (espetáculo, texto, direção e cenário) e APTR (texto, direção e ator), entre outros.

Conselho de Classe traz o texto de Jô Bilac dirigido por Bel Garcia (in memorian) e Susana Ribeiro e, no elenco, Cesar Augusto, Marcelo Olinto, Leonardo Netto, Paulo Verlings e Thierry Tremouroux.

A história ocorre em uma escola pública do centro carioca, problematizando questões macro e micropolíticas da educação. No texto, há a abordagem realista do ambiente escolar, a fim de gerar um diálogo a respeito da educação no Brasil e da sua atual situação no mundo.

Em cena, uma reunião de professores é desestabilizada pela chegada de um novo diretor. Esse encontro faz eclodir dilemas éticos e pessoais em meio a decisões que se confundem nas relações de poder da instituição escolar. É o ambiente escolar fervilhando. Problemas no processo ensino-aprendizagem, no processo avaliativo das instituições escolares, na avaliação do rendimento do aluno, nos conteúdos, na metodologia de ensino e na filosofia de educação, fundem-se com as dificuldades políticas existentes entre grupos “rivais” liderados pelas pessoas que almejam os cargos mais altos da escola.

Desafios da educação

Susana Ribeiro, uma das diretoras da peça, explica que Conselho de Classe surgiu do desejo da companhia de produzir um espetáculo realista, com tempo cronológico e pessoas do cotidiano. Segundo ela, o ensino brasileiro está em colapso por falta de valorização dos professores.

Desde 2013, quando a peça estreou, Susana acredita que a educação tenha piorado no país. “Sabíamos que não era fácil mudar a realidade em 2013, mas não imaginávamos que estaríamos tão mal e que se desvalorizaria tanto o professor. A educação nunca foi prioridade no país e continua não sendo. Não só não é uma prioridade como para alguns é uma ameaça. Não termos direito a uma educação mínima é surreal”.

Na opinião da diretora, a importância da peça é continuar discutindo o assunto do ponto de vista de quem faz a educação. E, de acordo com ela, o espetáculo costuma ter a aprovação de espectadores ligados ao tema. “O maior elogio que recebemos é quando os professores dizem que se sentem representados em cena. Infelizmente, pois o que a peça retrata é triste. O ensino público no Brasil vive situação de calamidade. O corpo docente está adoecido por conta das condições precárias de trabalho. É um tema duro, difícil de contar”.

Susana Ribeiro afirma que a peça mostra a necessidade de a escola ser construída com envolvimento da comunidade. “A peça é um desejo de que possamos construir uma educação com mais escuta. A escola não é feita só de professores. Precisa de engajamento da comunidade, pois é uma referência, um lugar de encontro, de pensamento e de troca de conhecimento”.

Aliás, é dessa premissa – envolvimento da comunidade – que surge o nome da peça. Conselho de Classe é um colegiado que deveria abranger professores, funcionários, pais e até representante dos alunos – embora essa formatação nem sempre se apresente. “Esse é o verdadeiro conselho e é isso é o que deveria acontecer, uma vez que abrange todos os lados e pontos de vista sobre esse espaço de conhecimento”.

Ainda que a peça denuncie o abandono político da educação, também levanta pontos sobre o que pode ser feito por quem faz parte do sistema educacional. “A escola não está bem há muito tempo, por isso precisa olhar para ela mesma, se revisar, discutir e ter lugar para isso ser feito de forma inteligente e comprometida”. E o despertar das reflexões durante o espetáculo acontece, de acordo com a diretora, sem defender lados. “Tentamos distribuir as razões e entender que um professor de Educação Física pode ter um ponto de vista diferente de um professor de Artes ou Biologia. Isso é rico e cria dinâmica forte. Acaba, muitas vezes, que a plateia concorda com todos, mesmo que os personagens discordem entre si”.

Tema instigante, daqueles para ficar debatendo horas após o espetáculo e que é apresentado de maneira dinâmica e com humor - uma das passagens que costuma arrancar risos da plateia é quando uma reunião de professores é realizada na quadra de esportes, pois o ventilador da sala está quebrado.

Volta do Festival
A Cia dos Atores esteve presente na primeira edição do Festival de Curitiba, em 1992, e em diversos outros anos, e agora volta para a célebre edição de 30 anos. Para a diretora, a volta do maior evento de artes cênicas da América Latina com espetáculos presenciais representa um marco da retomada da cultura.

“Dá uma alegria de viver. É uma beleza voltarmos para o palco e criar relação de corpo a corpo com o público. Além da possibilidade de conviver com outras produções, pois essa é a beleza de um festival. É o momento de encontrarmos pessoas, nos apoiarmos e trocarmos”.

A pandemia, conforme disse, provocou diferentes momentos – como o de ficar em casa, de fazer arte no computador e de escrever novos projetos. Agora, segundo disse, chegou a hora de apresentar um pouco dessa vivência e das reflexões produzidas no período. “Por isso, é muito importante a presença de um festival. É no palco que vamos construir algo para o nosso futuro”.

Mostra Lúcia Camargo

A Mostra Lúcia Camargo é apresentada por EBANX, Paraná Banco, Governo do Estado do Paraná e New Holland, com patrocínio de ClearCorrect, Vonder, SulAmérica e Novozymes.

Acompanhe todas as novidades e informações da Mostra Lúcia Camargo do Festival de Curitiba pelo site www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis, no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_Curitiba

FICHA TÉCNICA:
Texto: Jô Bilac
Direção: Bel Garcia e Susana Ribeiro
Assistência de direção: Raquel André
Elenco: Cesar Augusto, Leonardo Netto, Marcelo Olinto, Paulo Verlings e Thierry Trémouroux
Voz off: Drica Moraes
Cenário: Aurora dos Campos
Figurinos: Rô Nascimento e Ticiana Passos
Iluminação: Maneco Quinderé
Trilha sonora original: Felipe Storino
Consultoria pedagógica: Cléa Ferreira
Direção de produção: Luísa Barros
Direção de palco: Wallace Lima
Operação de luz: Genilson Barbosa
Operação de som: Diogo Magalhães
Agenciamento artístico: Claudia Marques
Realização: Cia. dos Atores

Serviço:
O que: Conselho de Classe no 30.º Festival de Curitiba
Quando: 29 e 30 de março, às 21h
Onde: Teatro da Reitoria ( R. XV de Novembro, 1299 - Centro, Curitiba - PR, 80060-000)
Valores: R$ 80,00 (inteira) + taxa
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva do Shopping Mueller (piso L2), de segunda-feira a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 14h às 20h.
Classificação: 12 anos.
Duração: 70’

Hashtags oficiais – #festivaldecuritiba #festcuritiba30anos #vivaofestival #omeufestival

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A partir de personagens anônimos, “Pessoas Brutas” retrata corrupção na política e levanta discussões sobre ética

São 13 atores no palco para a terceira parte da Trilogia das Pessoas – com foco em personagens anônimos de São Paulo e em como a corrupção na política deixa a vida mais bruta

A Companhia Os Satyros, de São Paulo, retorna ao Festival de Curitiba com duas peças, entre as quais “Pessoas Brutas”. O espetáculo terá apresentações nos dias 5 e 6 de abril, no Teatro Zé Maria, às 21h. A Companhia Os Satyros tem tradição no Festival de Curitiba, mas essa será a primeira vez que “Pessoas Brutas" será encenada no evento. O trabalho estreou em 2017 e recebeu indicações ao Prêmio Shell na categoria Melhor Figurino; ao Prêmio Aplauso Brasil, em oito categorias; e ao Blog do Arcanjo, em três.

A peça é contada a partir do sequestro da filha de um doleiro denunciado no ‘esquema da rachadinha’. Os destinos de vários personagens anônimos de São Paulo se cruzam em uma teia de relações violentas em que buscam desesperadamente figuras heroicas para dar sentido às suas vidas desesperançadas.

São 13 atores no palco para a terceira parte da Trilogia das Pessoas – com foco em personagens anônimos de São Paulo, pessoas que se parecem e podem representar todos os anônimos das metrópoles contemporâneas mundo afora.

“Pessoas Brutas” discute a viabilidade da ética num Brasil moralmente arrasado. O grupo pretende refletir sobre o momento atual a partir de um conceito - o heroísmo. O espetáculo olha para a figura do herói de forma desencantada. Não há herói à vista, somente missões heroicas equivocadas ou egoístas. Os artistas propõem a seguinte provocação: “se não temos mais heróis, a quem recorrer?”

“É um trabalho potente sobre histórias que se cruzam. O eixo que corta o espetáculo é o sequestro pelo tráfico da filha de um político importante que enriqueceu com os esquemas das rachadinhas. Falamos sobre o que sentimos em relação à corrupção e como isso contribui para que a vida seja mais triste, mais complicada e mais bruta”, explica o ator e dramaturgo Ivam Cabral.

Trilogia
Em 2014, Os Satyros resolveram dar início a uma trilogia que abordaria a vida dos personagens anônimos da cidade de São Paulo. A primeira montagem foi o premiado espetáculo “Pessoas Perfeitas” (vencedora prêmio APCA de melhor espetáculo, prêmio Shell de melhor texto e prêmio Aplauso Brasil de melhor dramaturgia), que tratava da vida de moradores da região central e da Zona Leste de São Paulo.

Em 2016, veio a segunda peça, “Pessoas Sublimes”, que tratava de uma região pouco explorada na dramaturgia sobre São Paulo - Parelheiros, bairro periférico da grande metrópole. O espetáculo falava da relação entre o mundo dos vivos e dos mortos.

Em 2017, a terceira parte – “Pessoas Brutas” -, que foi criada a partir de entrevistas e observação in loco, além de depoimentos dos artistas participantes, para investigar a questão das dependências química e psíquica no cotidiano de moradores da metrópole de São Paulo.

MANGÁS JAPONESES
Todo o visual da peça, em preto, branco e tons de cinza, é inspirado na “selva de pedra” das grandes metrópoles. Mas foi concebido também a partir de uma outra arte: os mangás japoneses.

“Os mangás eram incialmente em preto e branco, tiveram origem numa época em que o Japão passava por uma grande crise econômica. Eram impressos em folha de jornal e em preto e branco, para que eles não precisassem gastar muita tinta. Isso nos inspirou, pois não tínhamos dinheiro e queríamos fazer alguma coisa criativa e que fosse legal. Daí começamos a pesquisar o gênero dos quadrinhos - em especial quadrinhos em preto e branco - e os mangás. E, assim, todo o visual da peça acabou indo para o preto e branco com alguns tons pasteis”, contextualiza Cabral.

Retorno ao Festival

Ivam Cabral, radicado há anos em São Paulo, é natural de Ribeirão Claro, no Norte Velho do Paraná, e iniciou a trajetória profissional dele no teatro em Curitiba, cidade que visita com frequência. De acordo com ele, a 30ª edição do Festival é a celebração da volta dos artistas ao palco.

O dramaturgo aponta a importância histórica do Festival de Curitiba. “O Festival de Curitiba reinventou a arte não só em Curitiba. A partir de 1992, o evento reformula a cidade, colocando-a como berço da cultura teatral. O Festival de Curitiba foi o primeiro grande festival de teatro, com reflexos em todo o país. Os festivais de teatro, antes do Festival de Curitiba, estavam ligados ao teatro amador. E o Festival de Curitiba surge como vitrine do teatro contemporâneo. O que acontecia em Curitiba seria sucesso no país todo”, diz.

De acordo com Cabral, o Festival de Curitiba é há muitos anos o maior evento cultural do país. “Sempre se espera muito pela realização do Festival. Quando a edição de 2020 acabou suspensa [em razão da pandemia], foi muito triste. Era como se a partir daquele momento tivéssemos perdido um jogo. Então, é muito importante termos a retomada presencial do Festival de Curitiba”.

A Mostra Lúcia Camargo é apresentada por EBANX, Paraná Banco, Governo do Estado do Paraná e New Holland, com patrocínio de ClearCorrect, Vonder, SulAmérica e Novozymes.

Acompanhe todas as novidades e informações da Mostra Lúcia Camargo do Festival de Curitiba pelo site www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis, no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_Curitiba

FICHA TÉCNICA:
Texto: Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez
Direção: Rodolfo García Vázquez
Elenco: Andre Lu, Alex de Jesus, Dani Moreno, Diego Ribeiro, Eduardo Chagas, Gabriela Veiga, Gustavo Ferreira, Henrique Mello, Julia Bobrow, Sabrina Denobile, Thiago Mendonça e Tiago Leal.
Iluminação: Rodolfo García Vázquez e Flávio Duarte
Trilha Sonora: Henrique Mello, Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez
Cenografia: Marcelo Maffei
Figurinos: Bia Pieratti e Carol Reissman
Perucas: Lenin Cattai
Programação Visual: Henrique Mello
Orientação Figurinos 2022: Adriana Vaz e Thiago Mendonça
Operação Técnica: Flavio Duarte
Fotografias: Andre Stefano
Produção: Os Satyros
Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany

Serviço:
O que: Pessoas Brutas no 30.º Festival de Curitiba
Quando: 05 e 06 de abril às 21h
Onde: Teatro Zé Maria (R. Treze de Maio, 655 - São Francisco, Curitiba - PR,)
Valores: R$ 80,00 (inteira) e R$ 40 (meia-entrada) + taxa
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva do Shopping Mueller (piso L2), de segunda-feira a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 14h às 20h.
Classificação: 14 anos.
Duração: 80’

Hashtags oficiais – #festivaldecuritiba #festcuritiba30anos #vivaofestival #omeufestival

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Parlapatões voltam ao Festival de Curitiba parareviver três grandes sucessos

Grupo paulistano de humor já encenou 9 peças em oito
edições diferentes do Festival

O grupo Parlapatões surgiu em São Paulo, no ano de 1991, como um grupo de teatro de rua, que trabalhava com humor e linguagem circense e passava o chapéu no final dos espetáculos. No ano seguinte, o Festival de Curitiba foi criado por jovens estudantes para movimentar a estagnada cena cultural da cidade. Desde então, os dois projetos cresceram e apareceram e suas trajetórias se cruzaram muitas vezes.

A primeira delas foi em 1997, quando houve a estreia nacional de Piolim, no Festival de Curitiba. Na mesma edição, os Parlapatões apresentaram a peça de rua U Fabuliô. No ano seguinte, o espetáculo PPP@WllmShkspr.br estreou com grande sucesso de público e crítica no Festival e seguiu uma importante carreira nacional.

Em 2003, outra estreia: As Nuvens. Três anos depois, a trupe trouxe dois novos espetáculos Hércules e Prego na Testa. Em 2009 foi montado Oceano – Circo Roda, em 2010, O Papa e a Bruxa e a última passagem pelo Festival foi com o grandioso espetáculo Parlapatões Revistam Angeli.

Ao todo, os Parlapatões encenaram nove peças com quatro estreias nacionais em oito edições diferentes do Festival de Curitiba. “O grupo estreou muitas peças no Festival e nosso trabalho sempre foi muito bem recebido. O festival sempre serviu como um impulso muito grande para que nossos espetáculos começassem temporadas Brasil afora”, disse Hugo Possolo, um dos fundadores do grupo.

Possolo lembra que ouvia dos colegas mais experientes que o público de Curitiba era “duro e difícil para comédia”, mas que hoje tem a impressão contrária. “Para gente nunca foi duro e difícil. Ou a gente acertou muito, ou quem sabe temos uma empatia, uma relação forte com a cidade e há uma reciprocidade na conexão”, disse.

Quando a direção do Festival disse que queria fazer um uma edição comemorativa de 30 anos com de remontagens de grandes sucessos de festivais anteriores, a ideia soou muito bem para os Parlapatões. “Somos um grupo que mantém repertório. Essas três peças, cada uma a seu jeito, foram fáceis de retomar”.

Em 2022, os Parlapatões retornam ao palco do 30º Festival de Curitiba com uma trilogia de grandes sucessos para comemorar as três décadas de parceria. Todas as montagens serão no Sesc da Esquina e são parte da Mostra Lúcia Camargo.

Prego na Testa - A primeira peça é Prego na Testa, espetáculo solo de Hugo Possolo baseado na obra e performance do ator e dramaturgo americano Eric Bogosian. O texto expõe ao ridículo a neurose urbana que Possolo soube adaptar às circunstâncias da realidade brasileira ao viver 7 personagens de características bem diferentes como o mendigo que se considera dono de um vagão de metrô, o emergente apaixonado pela nova churrasqueira, o fã chato, o macho que participa de um grupo de autoajuda para fazer uma meia culpa por ser viciado em sua própria virilidade, entre outros.

Prego na Testa será encenado nos dois primeiros dias do Festival, 29 e 30 de março.

Shakespeare “abreviado” - Nos dias 31 de março e 01 de abril, o grupo apresenta PPP@wllmshkspr.br, a versão brasileira de The Complet Works of William Shakespeare (Abridged), do americano Adam Long, que também é ator e participou da montagem original.

O “Shakespeare abreviado” dos Parlapatões é um clássico instantâneo que estreou no Festival de Curitiba. A peça é uma sátira agilmente estruturada que compila a obra completa de William Shakespeare em 99 minutos, encenada por três atores que se dividem em 12 personagens. A tradução é de Barbara Heliodora, crítica de teatro e a principal tradutora de Shakespeare no Brasil. A peça foi dirigida por Emílio Di Biasi, o ator e diretor falecido em 2020, fundador do grupo teatral Decisão e um grande garimpeiro de talentos do teatro.

Universo Angeli - A trilogia dos Parlapatões fecha nos dias 2 e 3 de abril, quando o grupo retoma um de seus maiores projetos: a ampla pesquisa sobre a obra do cartunista Angeli. A peça Parlapatões Revistam Angeli rola em clima de Teatro de Revista, ao som do rock’n roll, com os personagens mais conhecidos do cartunista como Bob Cuspe, Rê Bordosa, Os Skrotinhos e Meia-Oito dando vida a situações criadas nas tiras, charges e textos de Angeli.

A peça estreou no Festival de Curitiba de 2013 com a presença do próprio Angeli e fez grandes temporadas no Auditório Ibirapuera e temporada no Espaço Parlapatões, com grande sucesso de público.

Três espetáculos testados, aprovados e imperdíveis para celebrar a simbiose entre Os Parlapatões e o Festival de Curitiba. “Estamos felizes de estar em Curitiba novamente e finalmente nos apresentando para um público. Vai ser uma lavada de alma, uma retomada”.

A Mostra Lúcia Camargo é apresentada por EBANX, Paraná Banco, New Holland, com patrocínio de ClearCorrect, Vonder, SulAmérica, Novozymes e Governo do Estado do Paraná.

Acompanhe todas as novidades e informações da Mostra Lúcia Camargo do Festival de Curitiba pelo site www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis, no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_Curitiba

FICHA TÉCNICA: PPP@ WllmShkspr.Br
Texto: Adam Long
Direção: Emílio Di Biasi
Tradução: Barbara Heliodora
Elenco: Hugo Possolo, Raul Barretto e Alexandre Bamba
Duração: 90 minutos
Classificação: 14 anos

FICHA TÉCNICA: Parlapatões Revistam Angeli
Textos: Angeli e Hugo Possolo
Roteiro e Direção: Hugo Possolo
Direção Musical: Branco Mello
Elenco: Raul Barretto, Camila Turim, Hugo Possolo, Rodrigo Mangal, Tadeu Pinheiro
Contrarregra e figurante principal: Rodrigo Belladona
Duração: 80 minutos
Classificação: 14 anos
Espetáculo com audiodescrição

FICHA TÉCNICA: – Prego na Testa
Texto: Eric Bogosian
Adaptação e Direção: Aimar Labaki
Atuação: Hugo Possolo
Assistente de Direção: Carlos Baldin
Cenário: Ulisses Cohn
Figurino: Kleber Montanheiro
Iluminação: Wagner Freire
Sonoplastia: Aimar Labaki
Edição da Trilha Sonora: Aline Meyer
Direção de Produção: Raul Barretto
Produção Executiva: Erika Horn
Assistência de Produção e Comunicação: Janayna Oliveira

Serviço:
O que: Prego na Testa – Parlapatões no 30.º Festival de Curitiba
Quando: 29 e 30 de março às 21h
Onde: Sesc da Esquina (Visc. do Rio Branco, 969 - Mercês).
Valores: R$ 80,00 (inteira)
Ingressos: Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva do Shopping Mueller (piso L2), de segunda-feira a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 14h às 20h.
Classificação: 14 anos.
Duração: 60’

Serviço:
O que: PPP@wllmshkspr.br – Parlapatões no 30.º Festival de Curitiba
Quando: 31 de março e 01 de abril às 21h
Onde: Sesc da Esquina (Visc. do Rio Branco, 969 - Mercês).
Valores: R$ 80,00 (inteira)
Ingressos: Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva do Shopping Mueller (piso L2), de segunda-feira a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 14h às 20h.
Classificação: 14 anos.
Duração:90’

Serviço:
O que: Parlapatões Revistam Angeli no 30.º Festival de Curitiba
Quando: 02 de abril as 21h e 03 de abril às 19h
Onde: Sesc da Esquina (Visc. do Rio Branco, 969 - Mercês).
Valores: R$ 80,00 (inteira)
Ingressos: Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva do Shopping Mueller (piso L2), de segunda-feira a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 14h às 20h.
Classificação: 14 anos.
Duração: 80’
Espetáculo com audiodescrição

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“O Náufrago” transpõe para o teatro a obra de um dos maiores autores da língua alemã no século XX

A peça será apresentada no Teatro Zé Maria dos Santos e faz parte
da Mostra Lúcia Camargo dentro do 30º Festival de Curitiba

O drama “O Náufrago”, uma transposição para o teatro da obra homônima do escritor alemão Thomas Bernhard, é uma das atrações do 30.º Festival de Curitiba. A peça, que será encenada nos dias 06 (quarta-feira) e 07 (quinta-feira) de abril, às 21h, no Teatro da Reitoria, faz parte da Mostra Lúcia Camargo.

A versão teatral foi criada pelo diretor William Pereira e o elenco é composto pelos atores Luciano Chirolli e Romis Ferreira. Em uma prosa convulsiva e exasperada, a história narra a relação de três exímios estudantes de piano. Na trama, o músico Glenn Gould apresenta para os dois colegas, uma interpretação de “Variações Goldberg”, do compositor alemão Johann Sebastian Bach. A partir daí, o impacto da genialidade de Gould nos outros pianistas constrói toda a narrativa da peça.

Lançado em 1996 no Brasil pela editora Companhia das Letras, o livro “O Náufrago” foi um enorme sucesso de vendas. Tanto que, dez anos depois, a obra ganhou uma segunda edição que está esgotada, pois se tornou o trabalho mais conhecido de Thomas Bernhard.

Os ingressos estão à venda pelo site oficial www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria do evento, localizada no Shopping Mueller (Piso L2).

Sobre a encenação – O grande desafio na transposição de uma obra literária para o ambiente das artes cênicas é criar um aspecto de teatralidade. Essa abordagem é necessária para que o espetáculo não se transforme somente em uma leitura dramática protagonizada pela atuação de um ator que narra os fatos. No livro "O Náufrago", essa narrativa é feita por um único personagem, mas, no espetáculo, ela é realizada por dois atores: o protagonista/narrador (Luciano Chirolli) e Wertheimer (Romis Ferreira), o personagem que é citado durante toda a obra e é um alter-ego, uma sombra daquele que conta a história e está sempre em um segundo plano.

Na peça, Wertheimer fica posicionado atrás de uma tela transparente, sobre os destroços de um piano de cauda que surge e desaparece como em um grande corte cinematográfico. Em cena, William propõe dois planos: memória e tempo presente, que vão se fundindo ao longo do espetáculo, fazendo com que os limites entre lembrança e realidade se rompam. “Eu trabalhei para que a densidade do texto fique emoldurada por uma dramaticidade visceral. Sinto como se, em vez de dirigir, eu estivesse regendo. Inclusive, eu pedi aos atores que chegassem no primeiro dia de ensaio com os textos completamente decorados para que eu pudesse reger as pausas, o ritmo, os volumes e os tempos, já que o grande foco nessa peça é a palavra, o texto”, explica o diretor.

A trilha sonora do espetáculo é o terceiro personagem e cria um contraponto entre a genialidade da execução de Glenn Gould e a interpretação medíocre de Wertheimer em seus últimos dias.

A relação de amizade de Chirolli e William foi extremamente importante no resultado final da montagem, pois eles se conhecem desde a década de 80, quando estudavam na Universidade de São Paulo (USP). A conexão pessoal da dupla se reflete na peça, afinal, tanto o talento quanto a experiência dos dois foram essenciais para a construção do espetáculo. “Enquanto estávamos na faculdade, eu dirigi muitas obras nas quais ele atuava e sempre quis voltar a trabalhar com esse excelente ator. ‘Náufrago’ é a oportunidade perfeita. O Romis Ferreira também empresta seu talento e vasta experiência nos palcos, o que contribuirá bastante para a encenação,” diz William.

“O Náufrago” conta com figurinos e cenário assinados pelo diretor William Pereira e luz de Caetano Vilela, que desenvolve parcerias artísticas com o diretor há mais de 20 anos. A direção de produção é de Leopoldo de Leo Jr., parceiro de William desde 2001. Os dois, ao lado do dramaturgo e diretor Newton Moreno, também são sócios na LNW Produções Artísticas desde 2009.

A Mostra Lúcia Camargo é apresentada por EBANX, Paraná Banco, New Holland e Governo do Estado do Paraná, com patrocínio de ClearCorrect, Vonder, SulAmérica e Novozymes.

Acompanhe todas as novidades e informações da Mostra Lúcia Camargo do Festival de Curitiba pelo site www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis, no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_Curitiba.

Ficha Técnica:
Tradução: Sérgio Tellaroli
Adaptação, Encenação e Direção: William Pereira
Elenco: O narrador: Luciano Chirolli. Wertheimer: Romis Ferreira
Cenários e Figurinos: William Pereira
Iluminação: Caetano Vilela
Direção de Cena: Henrique Pina
Ensaiadora: Lígia Pereira
Construção Cenográfica e Adereços: Giorgia Massetani e Alício Silva
Fotos e Vídeo: Marcos Frutig/João Maria
Programação Visual: Giuliano Almeida Ziviani
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Mobiliário: City Design
Operador de Luz: Guilherme Soares
Técnica de Som: Janice Rodrigues
Contrarregra e Maquinista: Popó
Técnico de Gravação: João Henrique Baracho
Piano de Wertheimer: Désirèe Brissac
Produção Executiva: Rafaela Penteado
Assistente de Produção: Adriana Florence
Direção de Produção: Leopoldo De Léo Jr.
Produção: LNW Produções Artísticas Ltda

Serviço:
O que: “O Náufrago” no 30.º Festival de Curitiba.
Quando: 6/04 (quarta-feira) e 7/04 (quinta-feira), às 21h.
Onde: Teatro da Reitoria (Rua XV de Novembro, 1.299 - Centro).
Valores: R$ 80,00 (inteira) + Taxa de Serviço e R$ 40,00 (meia-entrada) + Taxa de Serviço.
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva do Shopping Mueller (piso L2), de segunda-feira a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 14h às 20h.
Gênero: Drama
Classificação: 14 anos.
Duração: 80’.

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Quarto 19 traz para o 30º Festival de Curitiba o drama de uma mulher e mãe em busca da liberdade

Quarto 19 traz para o 30º Festival de Curitiba o drama de uma mulher e mãe em busca da liberdade

Monólogo com Amanda Lyra é baseado no conto To Room Nineteen, da escritora britânica Doris Lessing, prêmio Nobel de Literatura em 2007

O 30º Festival de Curitiba apresenta em duas noites, 5 e 6 de abril, no SESC da Esquina, o espetáculo Quarto 19, trabalho solo de Amanda Lyra construído a partir do conto No Quarto Dezenove (To Room Nineteen), da escritora britânica Doris Lessing (1919-2013), prêmio Nobel de Literatura em 2007. A direção é de Leonardo Moreira, dramaturgo e diretor da Companhia Hiato, de São Paulo, e integra a Mostra Lúcia Camargo.

Quarto 19 conta a história de uma mulher de classe média que vive o que se conhece como uma vida perfeita: tem um marido bonito e amoroso, três lindos filhos, uma bela casa e estabilidade material. Após anos sem trabalhar fora por escolha própria, para se dedicar à criação dos filhos, ela espera o momento em que o mais novo entrará para a escola, quando finalmente voltará a ter algum tempo para si. Mas quando isso acontece, ela não encontra dentro de si a liberdade que buscava. Numa tentativa de se livrar da irritação doméstica e do intenso ritmo familiar, ela decide alugar um quarto de hotel no centro da cidade, o quarto 19.

“To Room Nineteen ” foi publicado pela primeira vez em 1963 e a peça estreou em 2017. É doloroso perceber a universalidade e a temporalidade desse texto. Perceber que estamos nos debatendo com mesmas questões tantos anos depois, com o movimento feminista já em sua quarta vaga. Mas Quarto 19 vai além de um retrato da condição da mulher, o conto questiona o ideal de felicidade da família burguesa, o modelo social racional e inteligente que soterra nossa sensibilidade, nossa selvageria”, explica Amanda, indicada ao prêmio Shell de melhor atriz em 2017 por “Quarto 19”.

Segundo a atriz, a personagem do conto está consciente de que é prisioneira de alguma coisa maior e, em seu discernimento embotado, passa a acreditar que está doente. Mas o mal que a aflige está também – e talvez principalmente – no âmago da sociedade, e não só em algum lugar escondido das anomalias individuais. A personagem vive assim a luta silenciosa de muitas outras mulheres.

O cenário e a luz de Marisa Bentivegna criam um espaço limpo e claro, que traz somente uma parede ao fundo, um carpete e uma poltrona. Na cena predominam os tons de verde. O figurino, realista, é de uma mulher comum, e suas cores dialogam com o tom geral da montagem. É por meio do trabalho da atriz que todos os espaços são desenhados: a casa da família, o jardim, o quarto 19.

Quarto 19 é um dos espetáculos da Mostra Lúcia Camargo que conta com recurso de audiodescrição e é apresentado por EBANX, Paraná Banco, New Holland e Governo do Estado do Paraná, com patrocínio de ClearCorrect, Vonder, SulAmérica e Novozymes.

Acompanhe todas as novidades e informações da Mostra Lúcia Camargo do Festival de Curitiba pelo site www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis, no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_Curitiba

Ficha técnica:

Idealização, Tradução e Atuação: Amanda Lyra. Direção: Leonardo Moreira. Cenário e Iluminação: Marisa Bentivegna. Figurino: Amanda Lyra. Criação de Som: Miguel Caldas. Técnico de Luz: Pedro Cameron. Preparação Corporal: Tarina Quelho. Fotos: Cris Lyra Direção de Produção: Aura Cunha.

Serviço:

O que: Quarto 19 no 30º Festival de Curitiba
Quando: 5 e 6 de abril, às 21h.
Onde: SESC da Esquina (Rua Visconde do Rio Branco, 969 – Mercês).
Valores: R$ 80 (inteira) R$ 40 (meia entrada) + taxa administrativa
Gênero: Drama
Classificação: 16 anos
Duração: 80’
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no Shopping Mueller (piso L2), de segunda-feira a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 14h às 20h.
Espetáculo conta com audiodescrição

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Bilheterias abertas:

O Festival de Curitiba celebra suas três décadas de existência com mais de uma centena de espetáculos que reúnem grandes nomes da classe artística nacional, em teatros e espaços públicos da capital paranaense e região metropolitana. A edição comemorativa será 28 de março a 10 de abril, com estreias e pré-estreias nacionais, espetáculos premiados, remontagens especiais e mostras que levarão teatro, dança, circo, música, oficinas, shows e performances para diferentes públicos, de todas as idades.

Os ingressos estão à venda pelo site oficial www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria do evento, localizada no Shopping Mueller (Piso L2).

Este ano a programação presta homenagem à jornalista Lúcia Camargo, e faz um resgate histórico em 25 espetáculos com a participação de companhias, diretores e atores que passaram pelos palcos durante as 29 edições já realizadas. Montagens de sucesso e com a presença de nomes conhecidos nacionalmente, como Mateus Solano, Vladimir Brichta, Júlia Lemmertz, Denise Fraga, Dani Barros, Nena Inoue, Ranieri Gonzales, Guta Stresser, Luís Melo, Deborah Colker, Denise Stoklos, Emicida, Nicole Puzzi, Rosana Stavis, Edson Bueno.

Como estreia nacional, “G.A.L.A” marca o retorno do autor e diretor Gerald Thomas ao Festival. Já entre as pré-estreias nacionais estão “Tudo”, comédia dramática com direção de Guilherme Weber, e “A Aforista”, novo texto do dramaturgo Marcos Damaceno.

Guia – Como já é uma tradição, o Guia impresso do Festival de Curitiba também está nas ruas, em pontos estratégicos da cidade e na bilheteria física, do Shopping Mueller. A capa do guia também fala de memória ao resgatar o cartaz assinado por Poty Lazzarotto para a edição de 1998. A obra do renomado artista plástico paranaense simboliza o ‘efeito Festival’ na cidade, lembrando a atmosfera lúdica que se espalha por ruas e praças da cidade, envolvendo a todos nesta celebração anual das artes e da cultura. As informações do guia impresso estão disponíveis também no site.

Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis, no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.

Valores:
Mostra Lúcia Camargo – De R$ 40 a R$ 80,00 (entrada inteira), + taxa administrativa.
Risorama – De R$ 40 a R$ 80,00 (entrada inteira) + taxa administrativa
Circuito Espaço Aberto – De R$ 0 a R$ 80 (entrada inteira) + taxa administrativa MishMash – De R$ 25 a R$ 50,00 (entrada inteira) + taxa administrativa
Programa Guritiba – De R$ 25 a R$ 50,00 (entrada inteira) + taxa administrativa

Serviço:
O que: 30.º Festival de Curitiba
Quando: De 28/03 a 10/04 de 2022.
Valores: Os ingressos vão de R$0,00 até R$80,00 (mais taxas administrativas).
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva do Shopping Mueller (piso L2), de segunda-feira a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 14h às 20h.
Verifique a classificação indicativa e orientações de cada espetáculo

Hashtags oficiais – #festivaldecuritiba #festcuritiba #viva #vivaofestival #festival30anos

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Viva! Festival de Curitiba divulga programação desua edição comemorativa de 30 anos

O Festival de Curitiba celebra sua 30ª edição com centenas de atrações em vários espaços de Curitiba e Região Metropolitana, em programação que contempla grandes nomes da classe artística, além de ações que evidenciam a sua trajetória crescente nessas três décadas. Após ser o primeiro grande evento do país a adiar a edição de 2020 por conta da pandemia da Covid-19, o Festival retorna sua produção presencial com novidades.

Este ano, a edição comemorativa ocorre de 28 de março até 10 de abril, com estreias e pré-estreias nacionais, espetáculos premiados, remontagens especiais e mostras que levarão teatro, dança, circo, música, oficinas, shows e performances para diferentes públicos, de todas as idades. Além disso, a programação também marca o fortalecimento do evento no meio digital, com a apresentação de uma plataforma que conecta profissionais da economia criativa de todo o país e, até mesmo, do mundo.

“Essa é uma edição especial! Uma edição da celebração e do reencontro. Vamos preencher as ruas e os teatros com espetáculos, olhar para a memória desses 30 anos, homenagear pessoas importantes para o Festival, dar ênfase para espaços de diálogos e formação, além de dar o primeiro passo para o digital, com a criação de uma plataforma que facilita a conexão profissional de todos que trabalham com a cena, de atores a fornecedores, divulgando pessoas e oportunidades de trabalho. Na comemoração dessas três décadas vamos celebrar na rua, nos teatros e no universo digital”, explicam Leandro Knopfholz e Fabíula Passini, diretores do Festival de Curitiba.

Os ingressos estarão à venda, a partir do dia 21 de fevereiro, na bilheteria do evento, localizada no Shopping Mueller (Piso L3) e pelo site oficial www.festivaldecuritiba.com.br.
Um período exclusivo será dedicado à troca dos vouchers e ingressos adquiridos para a edição revogada de 2020. De 17 até 20 de fevereiro, na bilheteria física, os clientes poderão ter a preferência e realizar as trocas por ingressos dos espetáculos desta edição.

Mostra Lúcia Camargo – Uma das novidades desta edição é a nomeação da Mostra, em uma homenagem permanente à memória da produtora cultural, professora e jornalista Lúcia Camargo, que perpetua sua importância na arte brasileira e, especialmente, na história do Festival de Teatro de Curitiba.

Este ano a programação faz um resgate histórico dos 30 anos do evento, reunidos em 25 espetáculos com a participação de companhias, diretores e atores que passaram pelos palcos durante o período. Em cartaz, montagens de sucesso e com a presença de nomes conhecidos nacionalmente, como Mateus Solano, Vladimir Brichta, Júlia Lemmertz, Denise Fraga, Guta Stresser, Luís Melo, Deborah Colker, Denise Stoklos, Emicida, Nicole Puzzi, Rosana Stavis, Edson Bueno.

Como estreia nacional, o aguardado espetáculo “G.A.L.A”, que marca o retorno do premiado autor e diretor Gerald Thomas ao Festival. Já entre as pré-estreias nacionais estão “Tudo”, comédia dramática com direção de Guilherme Weber, e “A Aforista”, novo texto do dramaturgo Marcos Damaceno. Destaque também para as remontagens, com “O Casamento”, da companhia Os Fodidos Privilegiados, que estreou no Festival em 1997; com “Conselho de Classe”, da Cia. dos Atores, do Rio de Janeiro, que esteve na programação de 2014; com “Parlapatões Revistam Angeli”, sucesso de crítica na Mostra de 2013; e de “Till, A Saga de um Herói Torto”, estreia do Grupo Galpão no Festival em 2010 e que retorna dentro das comemorações dos 40 anos da companhia.

Fortalecendo a união da dramaturgia com a música, a 30ª edição também apresenta o show “AmarElo”, de Emicida, em única apresentação no Guairão, como também os musicais “A Hora da Estrela ou O Canto de Macabéa”, adaptação da obra de Clarice Lispector com músicas originais de Chico César; “Brasileiro, profissão: esperança”, um clássico dos anos 70 que já contou com interpretações de grandes nomes da MPB; e “Cordel do Amor Sem Fim”, com direção, cenário e figurino de Gabriel Villela.

Além das 25 atrações, a Mostra Lúcia Camargo também contará com duas mostras convidadas e que ocorrem em espaços alternativos: a 6ª Mostra Ave Lola, uma programação ao ar livre com variadas expressões artísticas, e a Mostra Pôr do Sol, produzida pelo Campo das Artes, projeto do ator e diretor Luís Melo, em São Luiz do Purunã, (a 60 km de Curitiba) em parceria com o cantor, ator e diretor Marcio Juliano. A Mostra Pôr do Sol marca também a inauguração do espaço ao público.

A Mostra Lúcia Camargo é apresentada por EBANX, Paraná Banco, Governo do Estado do Paraná e New Holland, com patrocínio de Neodent, Vonder, SulAmérica e Novozymes.

Viva! 30 Anos por Lenise Pinheiro – Ainda dentro da programação comemorativa, o Festival de Curitiba promove a exposição gratuita “Viva! 30 Anos por Lenise Pinheiro”, de 29 de março a 29 de abril, no Museu Oscar Niemeyer (MON), e com intervenções urbanas em vários espaços na cidade. Será um recorte de 408 fotografias e imagens do acervo da cobertura exclusiva dessas três décadas de evento pelas lentes da fotógrafa Lenise Pinheiro, uma das maiores referências em fotografia documental do teatro brasileiro, num panorama da evolução dos artistas e da estética dos espetáculos no período. “Tem aquecimento de peças, muita foto em cena. Tem Bia Lessa conversando com uma atriz, Chico César comovido com o autor da peça. Uma característica da exposição é que não tem ator ruim. A excelência dos trabalhos é que levou as escolhas”, explica a fotógrafa.

A exposição “Viva! 30 Anos por Lenise Pinheiro” é apresentada por Paraná Banco, Governo do Estado do Paraná e Grasp, com patrocínio de Banco RCI Brasil, Chocolates Weissburg e Grupo Servopa.

Interlocuções – O Interlocuções mantém seu foco em ações formativas, que objetivam a experiência e a integração entre artistas e público, além de atrair estudantes e grupos estimulando o pensamento crítico sobre as artes cênicas. Com curadoria de Celso Curi e de Giovana Soar, estão na programação de 2022 os debates, encontros, palestras, oficinas, filmes e lançamentos de livros. Parte das oficinas contam com vagas limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo e-mail interlocucoes@festivaldecuritiba.com.br

O Interlocuções é apresentado por Copel, Sanepar e Governo do Estado do Paraná, com patrocínio da Klabin, da Celepar e da Vonder.

Festival na Rua – A Mostra Festival na Rua tem o objetivo de fomentar o setor da economia criativa de Curitiba e Região Metropolitana, conectando o espaço público com as pessoas. Serão mais de 120 sessões de teatro, música, circo e dança, distribuídas em áreas abertas, como parques e praças, e com a participação média de 250 artistas de companhias e grupos da Grande Curitiba. A abertura da mostra será no dia 1º de abril, às 19h30, com a estreia nacional do espetáculo “Roberta, uma Ópera Rock”, com texto de Roberto Innocente (falecido em abril de 2021) e direção artística de Nena Inoue e Mauricio Vogue.

A Mostra Festival na Rua é apresentada por Uninter, Junto Seguros, CNH Industrial e Bosch, com patrocínio de Vivo, Copel, Vale e Da Magrinha 100% Integral.

Guritiba – O Programa Guritiba é um projeto anual que tem seu pontapé inicial no Festival de Curitiba. Impacta anualmente mais de 30 mil crianças e chega ao seu 13 º ano com atrações para toda a família. Brincadeiras, shows e apresentações teatrais, como as comédias infantis “Momo e o Senhor do Tempo” e “Henriques”, estão na programação. O intuito do programa é o de formar plateias e tornar mais amplo o acesso à arte e à cultura.

O Programa Guritiba é apresentado por Peróxidos do Brasil, CNH Industrial, Da Magrinha 100% Integral e Schattdecor, com patrocínio da NTT DATA, Brose, Berneck e Cimentos Itambé.

MishMash – Mostra de variedades artísticas e performáticas que diverte famílias inteiras com números de malabarismo, mágica, mímicas, circo, palhaçaria, música, entre outras vertentes, o MishMash ocorrerá 8 e 10 de abril, na Live Curitiba, tendo como anfitrião o famoso Palhaço Alípio, que já confirma a presença de artistas como o ilusionista Willian Seven, o equilibrista Fábio Salgueiro, manobras de bike aérea com Marina Prado, entre outras atrações.

O MishMash é apresentado por Thales Group, Balaroti, Gelopar e Nissei, com patrocínio de Vianmaq Equipamentos, Grupo Arotubi, Cocamar e Cimentos Itambé.

Risorama – Um grande comedy club com os maiores nomes do humor do país, em um pot-pourri de apresentações com a possibilidade de serviço de bar para o público, tendo como anfitrião um dos percursores do stand-up no Brasil, Diogo Portugal. Ao chegar em seu 18º ano, o mais tradicional festival de comédia do país ocorrerá de 31 de março até 5 de abril, na Live Curitiba, com nomes já confirmados como Thiago Ventura, Fábio Porchat, Danilo Gentili, Igor Guimarães, entre outros.

O Risorama é apresentado por Paraná Banco, Potencial Biodiesel, Balaroti, Supermax e CNP Seguros, com patrocínio de Grasp, Grupo Barigüi, Helisul Aviação, Porto a Porto e Havan, tendo como cerveja oficial a Cacildis.

Circuito Espaço Aberto – O Circuito Espaço Aberto recebe apresentações de artistas da Grande Curitiba e convidados em seus próprios espaços, integrando a programação da 30ª edição do Festival de Curitiba. Serão 52 espetáculos, sendo 5 gratuitos e 15 no sistema “Pague Quanto Puder”, com atrações para diferentes idades e espalhados por toda a cidade.

Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis, no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.

Valores:
Mostra Lúcia Camargo – De R$ 40 a R$ 80,00 (entrada inteira), + taxa administrativa.
Risorama – De R$ 40 a R$ 80,00 (entrada inteira) + taxa administrativa
Circuito Espaço Aberto – De R$ 0 a R$ 80 (entrada inteira) + taxa administrativa MishMash – De R$ 25 a R$ 50,00 (entrada inteira) + taxa administrativa
Programa Guritiba – De R$ 25 a R$ 50,00 (entrada inteira) + taxa administrativa

Serviço:
O que: 30.º Festival de Curitiba
Quando: De 28/03 a 10/04 de 2022.
Valores: Os ingressos vão de R$ 0,00 até R$ 80,00 (mais taxas administrativas).
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva do Shopping Mueller (piso L3), de segunda-feira a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 14h às 20h.
Verifique a classificação indicativa e orientações de cada espetáculo

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