Uyara Torrente faz show do primeiro disco solo: Montada em Seu Cabelo, em Curitiba

Show no Jokers, marca nova fase ao reverenciar a história da artista num disco solar que celebra a vida. Uma estreia para dançar e emocionar com o lançamento do primeiro disco solo da carreira da vocalista da Banda Mais Bonita da Cidade, no dia 21 de setembro.

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Capa do primeiro disco solo de Uyara Torrente foi criada pela própria artista com Inteligência Artificial e com design de Pablito Kucarz.

Após 5 anos de trabalhos e estudos, misturados a vida cotidiana e profissional de Uyara Torrente, a artista paranaense acaba de lançar o single “Ela Vem”, no início de agosto. A música faz parte do novo álbum lançado em 1º de setembro de 2023, da cantora, atriz e integrante d'A Banda Mais Bonita da Cidade há 14 anos, que realiza grande show para apresentar ao público curitibano o seu primeiro solo, o álbum Montada em Seu Cabelo, com 10 faixas, no dia 21 de setembro, às 20 horas, no Jokers em Curitiba.

O trabalho inédito na carreira da artista Uyara Torrente, nasce de um desejo muito genuíno de entendimento e de desafio. Para ela, foi com A Banda Mais Bonita da Cidade, que nasceu a cantora, “nunca imaginei que eu poderia assumir esse lugar, e isso foi fazendo cada vez mais sentido ao longo dos anos. Cantar definitivamente tinha virado minha vida, minha melhor vida, mas junto com essa afirmação, a curiosidade de entender que cantora eu era para além da Banda Mais Bonita”. Ela conta ainda que com a Banda sempre teve suporte e segurança, e esse novo momento trouxe questões e o desejo de explorar outras vertentes musicais. “Pra mim foi e é muito desafiador esse processo, porque está intrinsecamente ligado aos processos pessoais, que trazem inevitavelmente as inseguranças, os medos, tudo isso está presente ali. Como uma fotografia sonora. Fazer esse disco foi como montar um quebra cabeça de mim mesma”, conta com sensibilidade sobre a novidade.

Em 2017, Uyara confidenciou para o amigo de banda e produtor musical paranaense Marano, o desejo de lançar um projeto solo. Ele a incentivou prontamente e começou então sua busca pelo seu repertório e sua sonoridade. Em 2018 surgiu o single A Temperança, mas também o desejo de pesquisar mais calmamente as músicas e o estilo que melhor expressaria sua alma. Em 2021, esse levantamento estava concluído e Uyara mergulhou no estúdio com sua equipe para iniciar oficialmente o processo de criação do disco. “Agora finalmente ele está pronto para estrear em todas as plataformas e palcos possíveis”, conta animada.

No repertório, sucessos antigos e músicas inéditas, de autores como Hermes Aquino, Chico César, Lulu Santos, Paulo Leminski e Letrux ganharam uma roupagem moderna. “Ela Vem” foi lançada no dia 8 de agosto, como single de estreia e é a única composição de Uyara, feita em parceria com o escritor e músico carioca Vitor Paiva.

SERVIÇO
Data: 21 de setembro de 2023
Horário: 20h
Local: Jokers
Endereço: Rua São Francisco, 164 - Centro
Ingressos: https://www.sympla.com.br/evento/show-de-lancamento-do-disco-montada-em-seu-cabelo-uyara-torrente/2146531?share_id=copiarlink
Ouça aqui: https://tratore.ffm.to/montada

INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

Sobre Uyara Torrente

Uyara é cantora e atriz. Está há 14 anos à frente d’A Banda Mais Bonita da Cidade, banda que fundou com os amigos enquanto cursava Artes Cênicas em Curitiba para cantar as músicas dos compositores locais da mesma geração. A banda estourou já no ano de 2011. De lá para cá, lançaram quatro álbuns, tocaram em todo Brasil e em Portugal, França, Espanha, Venezuela, Colômbia, Argentina e Uruguai. Uyara já dividiu o palco com grandes nomes da música brasileira como João Donato, Paulinho Moska, Paulo Miklos, Dado Villa-Lobos entre outros.
Nascida na cidade de Paranavaí, interior do Paraná, cresceu acompanhando seus pais músicos em shows e pelo interior do país e ouvindo músicas tradicionais do seu estado e região.
Uyara formou-se em Artes Cênicas pela Faculdade de Artes do Paraná, foi premiada em 2012 como melhor atriz pelo filme "Nervo Craniano Zero" no festival Montevidéu Fantástico. Sua última peça, Penélope, esteve em cartaz no Festival Midrash de Teatro em 2021 (que naquele ano aconteceu virtualmente) e estreou efetivamente em Curitiba no Teatro José Maria Santos, em 2023.
Em 2018, lançou seu primeiro single solo, A Temperança.

www.instagram.com/uyaratorrente
www.twitter.com/uyaratorrente

Ficha Técnica do Show

Direção musical: Marano
Banda:
Uyara Torrente - voz
Fernanda Cordeiro - trombone
Larissa Oliveira - trompete
Bianca Godoi - bateria
Du Gomide - guitarra e programações

Faixa a Faixa por Uyara Torrente

01) ELA VEM:
Tinha vindo essa imagem na minha cabeça, como uma miração, uma mulher meio mítica, onírica, que vinha montada em seu próprio cabelo, que tinha ao mesmo tempo sorriso e raiva. Cantarolei umas frases e mandei pro Vitor (Paiva), que trouxe ainda mais complexidade pra essa personagem, uniu às minhas imagens míticas, sentimentos humanos. Gosto dessa personagem, da contradição, da completude, da autonomia. vontade de amar e vontade de matar, vontade de dançar e vontade de vingar. ela - É - e ponto.

02) SOL DE MEIO DIA
Pra mim uma é uma clássica balada pop, romântica, apaixonante, aliás, especialidade de Leo Fressato, o compositor. Quis cantá-la no primeiro instante que ouvi. Todo mundo tem uma história de quase amor, de quase possibilidade, gosto das possíveis identificações que público pode vir a ter. Me encanta também o arranjo criado para ela, uma onda meio Cassiano, a catarse na suavidade.

03) EU VOU SEQUESTRAR VOCÊ
Também foi uma dessas músicas que quis cantar imediatamente, assim que ouvi. Amo a trajetória, a dramaturgia da música, na letra e na melodia. Uma história sendo contada por imagens tão sensoriais, me arrepiava enquanto ouvia, tinha os sentidos todos aguçados, pensei - preciso cantar essa música.

04) PUDERA
O processo de pudera foi curioso, porque às vezes os encontros são imediatos e às vezes são como uma paquera, um ir se reconhecendo. Fiquei muito honrada de ter uma música composta pelo Lucas e pela Letícia (Letrux) especialmente para o meu disco, e fui me encontrando com e na música, e quando o encontro se deu foi definitivo. A letra se aproxima muito das conversas que tenho comigo mesma, dentro da minha cabeça. Os entendimentos, os processos de aceitação, do que deixar ir, do que afirmar.

05) NUVEM PASSAGEIRA
Essa música ficou anos guardada dentro de mim, tenho uma memória de infância, não sei se era uma trilha de novela ou o quê, mas esse refrão aparecia direto na minha cabeça, durante a vida toda, quando fui gravar o disco o nome dela se iluminou como um letreiro, voltei pra letra, afirmei as identificações que sinto, e pronto, fazia todo sentido.

06) PEQUI
Foi a última música a entrar pro disco, a princípio seriam 9 músicas, mas um dia no estúdio enquanto a gente se organizava pra começar os trabalhos do dia, o Du Gomide (um dos produtores do disco e compositor da música junto com Raissa Fayet) começou a tocar a cantar meio baixinho, e eu ouvi de longe e pedi se ele poderia tocar novamente, fui achando tão interessante e já visualizando um caminho de arranjo. Acho que de certo modo ela era aquela peça do quebra cabeça que estava faltando.

07) SEREIA
Também tem esse lugar de memória infância, Sereia foi um grande sucesso nos anos 90, todo mundo amava, acho que tem um lugar no imaginário das pessoas, e sinto também que tem uma geração que não conhece, então acho bonito demais acariciar a memória de quem viveu a música nos anos 90 mas também de apresentá-la, de certo modo, para quem ainda não conhece. Sinto que as imagens da letra se transferem, se traduzem também na escolha do arranjo, na escolha do tempo, em cada instrumento dessa versão.

08) NOSSA FORÇA
A versão original de Nossa Força vem de um contexto da Ayahuasca, foi composta pelo Marano (que é também diretor e produtor musical do disco) como “música de trabalho” (música usada em rituais de Ayahuasca) e embora eu compreenda, afirme e respeite esse lugar, sentia que a letra poderia extrapolar esse ambiente, sentia que ela poderia ser mais “universal”, como um tipo de mantra pessoal, poderia ser realocada para cada pessoa diante de suas trajetórias. Todo mundo em algum momento disse pra si mesmo “não tenha medo”. Antes de gravá-la, já me sentia estimulada pela letra, e acho precioso quando isso acontece.

09) CARACAJUS
Estava ouvindo “Estado de Poesia” do Chico César assim que o disco saiu, e de repente fui completamente sugada pela segunda música, sabe aquela sensação que tudo em volta parou e só existia aquelas imagens, aquelas palavras? - Preciso cantar essa música- e por mais pretencioso que isso parecesse naquele momento, esse desejo continuou aceso em mim, como um fogo. E aí está.

10) LUZES
Luzes pra mim é uma música épica, um chamamento à luz, ao fogo, a qualquer fagulha, possibilidade de iluminação. Acho de uma poesia emocionante, como não poderia deixar de ser sendo uma composição de Paulo Leminski.

ORQUESTRA SINFÔNICA DO PARANÁ presta homenagem aos profissionais da saúde reproduzindo clássico de PIXINGUINHA

A apresentação virtual de ‘Carinhoso’ conta com a participação especial de Alexandre Nero

A Orquestra Sinfônica do Paraná acaba de estrear um concerto diretamente da casa dos músicos, executando a obra Carinhoso, do compositor Pixinguinha com poema de João de Barro, o Braguinha. A performance é dedicada aos profissionais da saúde que estão na linha de frente do combate ao coronavírus, e conta ainda com a participação do convidado especial o ator, cantor, compositor e instrumentista curitibano Alexandre Nero, que dá voz ao clássico.

Essa é a terceira ação digital executada pelo corpo orquestral paranaense após o início da quarentena. O concerto Assim Falou Kubrick, com a trilha Sonora de 2001: Uma Odisseia no Espaço aconteceu no dia 15 de março no Teatro Guaíra vazio, sem público, e foi disponibilizado nas redes sociais do IAOSP – Instituto de Apoio À Orquestra Sinfônica do Paraná, entidade sem fins lucrativos criada para dar suporte e fomentar a música clássica, democratizando seu acesso. O Trenzinho Caipira, de Heitor Villa-Lobos, foi o segundo projeto online da OSP durante a pandemia, com a voz de Uyara Torrente, d’A Banda Mais Bonita da Cidade.

Na indústria cultural, o segmento mais afetado pela atual situação foi o mercado de apresentações ao vivo. Com a interdição de concertos e festivais, as consequências nas atividades dos profissionais dessa área são diversas. Os artistas estão em processo de adaptação e foi reforçada a importância dos laços humanos, que há muito são a essência das mais bem sucedidas propostas culturais. Por esse motivo, a Orquestra Sinfônica do Paraná reformulou o escopo de todo o segundo semestre da temporada 2020 para ações digitais que, por meio da música, possam transmitir uma mensagem de solidariedade em meio à pandemia. E é dentro desse contexto que Carinhoso, na voz de Nero e com imagens marcantes de profissionais da área da saúde que estão atuando diretamente no combate da Covid-19, inaugura a nova fase digital de apresentações da OSP, chamada OSP ONLINE – MÚSICA PARA TOD@S.

Para o Maestro titular, Stefan Geiger “desde o começo da pandemia, a Orquestra Sinfônica do Paraná tentou encontrar uma maneira de dar continuidade à missão do grupo, que é trazer música nesses tempos estranhos, com boas vibrações ao público. Embora estejamos com saudades de estarmos juntos no palco, ao menos temos nossa própria música. Podemos nos encontrar online e trazer alegria às outras pessoas que estão com uma vida muito mais dura. Todos nós sabemos de 'alguém que conhece alguém' no sistema de saúde que está realizando um trabalho de muito risco e de alta demanda nessas semanas. São essas as pessoas que gostaríamos de dar o nosso apoio, com as possibilidades que temos. Pensamos que o choro "Carinhoso", que é uma bela música, poderia nos ajudar a expressar os agradecimentos a todas essas pessoas que estão cuidando de nós. Além disso, esperançosamente gostaríamos de animar nossos ouvintes e trazer conforto a eles”, revela.

Conviver com a realidade de uma pandemia significou a mudança nas atividades diárias de todos para preservar a saúde e a vida. Porém, a música continua a nos ligar, nos unir e nos fortalecer. “A música tem o poder de acalmar as nossas ansiedades e de transmitir os sentimentos mais profundos de solidariedade, gratidão e esperança”, diz o spalla da OSP, Ricardo Molter.

O vídeo tem a realização da Orquestra Sinfônica do Paraná, Instituto de Apoio à Orquestra Sinfônica do Paraná, Centro Cultural Teatro Guaíra, PalcoParaná, Secretaria da Comunicação Social e da Cultura - Governo do Estado do Paraná. Também conta com os apoios do Estúdio Trilhas Urbanas, S I Z AudioVisual e Andersen Ballão Advocacia. O patrocínio é do Grupo Positivo, através da Lei de Incentivo à Cultura

Acesse: https://www.youtube.com/watch?v=zC3jFZYvg0s