Natura detalha pela primeira vez estratégias financeiras e operacionais frente às mudanças climáticas

Mudanças climáticas podem gerar perdas e elevar custos em todos os setores; conhecer e integrar esses riscos na gestão, ajuda empresas a antecipar desafios, mitigar custos e tomar decisões mais informadas

São Paulo, 13 de outubro de 2026 – Toda a economia está vulnerável às mudanças climáticas, que podem gerar prejuízos estruturais e financeiros. Uma seca na Amazônia pode afetar a oferta de ingredientes. Ondas de calor e tempestades podem impactar fábricas e entregas. Novas regras para embalagens podem exigir adaptações. Por isso, empresas que conhecem e reportam seus riscos climáticos, e mostram como gerenciam esses riscos, garantem diferenciais e colocam-se na vanguarda do mercado. Para mostrar como considera desafios e oportunidades socioambientais em suas decisões, a Natura acaba de publicar seu primeiro Relatório de Informações Financeiras Relacionadas à Sustentabilidade, elaborado com base nos padrões internacionais IFRS S1 e S2.

A divulgação dessas informações ainda não é obrigatória. Mesmo assim, diante da necessidade de adaptação climática de todo o mercado, a Natura voluntariamente publicou seu relatório com as informações referentes a 2025, compondo um seleto grupo de empresas que utilizam esse padrão internacional que se equipara às demonstrações financeiras da empresa. Com a iniciativa, a companhia antecipa a prestação de contas sobre como os riscos ligados à sustentabilidade e ao clima são considerados na gestão do negócio.

“A iniciativa reforça a trajetória pioneira da companhia na evolução das práticas de governança, empresas capazes de enfrentar a crise climática e os desafios sociais precisam incorporar esses temas à forma como decidem, investem e avaliam seu desempenho”, afirma Angela Pinhati, diretora de Sustentabilidade da Natura.

O relatório reúne riscos climáticos, possíveis efeitos financeiros para a companhia e medidas de mitigação e adaptação adotadas para responder a eles e gerar mais resiliência. Um dos exemplos está na Amazônia: linhas de produtos que dependem de castanha-do-pará, cupuaçu e murumuru responderam por R$ 584,2 milhões da receita líquida em 2025. A relação ajuda a entender por que acompanhar a disponibilidade de bioingredientes e fortalecer as cadeias de fornecimento em parceria comunidades na amazônia faz parte do planejamento estratégico do negócio.

O que é o relatório?

É uma publicação que explica como os riscos e oportunidades ligados à sustentabilidade podem afetar as perspectivas financeiras da Natura e como a empresa endereça esses temas em sua gestão. O padrão IFRS S1 estabelece a estrutura geral para essa divulgação; o IFRS S2 trata especificamente das mudanças climáticas. O documento complementa, ainda, os demais relatos de sustentabilidade da companhia, mas tem um foco próprio: a integração com o relato financeiro e a relação desses temas com as decisões, estratégias e perspectivas do negócio.

Por que a publicação é importante?

A publicação voluntária do relatório IFRS S1 e S2 é importante porque fornece dados quantitativos e qualitativos comparáveis para apoiar a companhia na tomada de decisão alinhada à transição climática e na resiliência do negócio frente aos eventos climáticos extremos. Ao antecipar essa prestação de contas antes da obrigatoriedade, a companhia reforça sua trajetória pioneira na governança ao incorporar riscos climáticos e socioambientais em suas decisões, investimentos e avaliações de desempenho.

O que o relatório diz sobre os ingredientes amazônicos?

A Natura avalia a dependência de linhas de produtos em relação a três bioingredientes cuja disponibilidade pode ser afetada por eventos climáticos: castanha-do-pará, cupuaçu e murumuru. A Natura acompanha os períodos de colheita e planeja o abastecimento de ingredientes estratégicos com um horizonte de 18 meses, além de atuar junto às cadeias da sociobiodiversidade para ampliar a rede de fornecimento.

E o que a Natura está fazendo para reduzir emissões de gases de efeito estufa?

A Natura atua em suas operações e na cadeia de valor, com metas de redução de emissões até 2030, tendo 2020 como ano-base. Nas operações próprias e na energia adquirida, os chamados escopos 1 e 2, a redução acumulada chegou a 49% em 2025, frente à meta de reduzir 90% das emissões absolutas até 2030, tendo 2020 como ano-base. Nas categorias da cadeia de valor cobertas pela meta de escopo 3, como bens adquiridos, logística e fim de vida dos produtos, a redução alcançou 40%, com meta de 42%.

Entre as iniciativas estão o uso de 100% de energia elétrica renovável nas operações da América Latina, por meio de contratos de compra de energia (PPA) e certificados de energia elétrica de renovável, e a utilização de biometano na fábrica de Cajamar (SP). A companhia também considera a pegada de carbono no desenvolvimento de produtos e embalagens e trabalha com 119 fornecedores estratégicos para medir e reduzir emissões da cadeia de valor.

Publicar o relatório significa que os riscos foram resolvidos?

Não. Identificar um risco, estimar suas possíveis consequências e apresentar medidas de resposta não significa eliminá-lo. A publicação oferece informações para acompanhar o que a Natura quantificou como efeitos financeiro, quais respostas já estão em prática no seu modelo de negócio e como esses temas evoluem ao longo do tempo no cenários climáticos utilizados.

Onde encontrar as informações completas?

O relatório IFRS S1 e S2 e os cadernos de indicadores podem ser consultados no site de Relações com Investidores da Natura. Eles trazem as metodologias, os períodos e os limites dos dados apresentados nesta versão resumida.

Sobre a Natura
Fundada em 1969, a Natura é uma multinacional brasileira líder em beleza e cuidados pessoais na América Latina. É a companhia de melhor reputação do Brasil e a mais responsável em ESG pelo ranking Merco há 12 anos consecutivos. Há mais de 25 anos, por meio do relacionamento com comunidades extrativistas na Amazônia, a Natura é pioneira no uso cosmético de bioativos da sociobiodiversidade brasileira. Hoje, essa atuação gera benefícios para milhares de famílias e contribui para conservar 2,2 milhões de hectares de floresta. Os produtos da marca podem ser adquiridos através das 2,8 milhões de consultoras, via e-commerce, aplicativo, ou nas mais de mil lojas. Para mais informações, visite www.natura.com.br ou acesse os perfis da empresa nas redes sociais: LinkedIn, Facebook e Instagram.

André Carvalhal e Priscila Monteiro debatem arte e construção de marcas no Pátio Batel nesta quarta

Encontro gratuito encerra os talks do Vestir o Olhar e antecede o lançamento de “Moda e Vida”, livro mais recente de Carvalhal

O escritor André Carvalhal e a jornalista Priscila Monteiro, especialista em comunicação e luxo, conversam nesta quarta-feira (14), às 19h, no último dos cinco talks da segunda edição do Vestir o Olhar, ocupação artística do Pátio Batel. Com mediação da publicitária e estrategista de marcas Ana Luísa Torres, o encontro “Arte como Suporte para Construção de Branding” ocorre no Átrio, no térreo do shopping, entre as obras da mostra.

De gigantes do luxo a grifes de nicho, as marcas se aproximam da arte de diferentes formas para construir seu universo. A partir de cases, Carvalhal e Monteiro discutem como essa relação serve a objetivos de posicionamento. Professor e consultor de comportamento e branding, Carvalhal foi executivo de marketing da Farm e escreveu livros como “Moda com Propósito” e “Viva o Fim”, finalista do Prêmio Jabuti em 2019.

Monteiro passou cerca de dez anos na comunicação de Louis Vuitton e Dior e chefiou as relações públicas da Dior na América Latina.

Depois da conversa, às 20h, Carvalhal lança no próprio Átrio “Moda e Vida: Como Dar Vida à Moda” (Agir), com sessão de autógrafos. Publicado em agosto, o livro reúne entrevistas com 69 profissionais da moda e fecha a trilogia iniciada com “A Moda Imita a Vida”, de 2014. Ele também autografa “A Alegria em Ficar de Fora” (Agir, 2025), sobre a desconexão do mundo digital.

A Livraria da Vila terá um ponto de venda no Átrio durante o evento. Os primeiros a comprar “Moda e Vida” no local ganham o Leve um Livro, acessório que transforma qualquer livro em bolsa, criado por Carvalhal em parceria com a marca Meskla.

Com curadoria de Ana Carolina Ralston e produção da Ayo Cultural, a ocupação exibe obras de nove artistas e segue aberta, com visitação gratuita, até domingo (18).

Serviço

Talk “Arte como Suporte para Construção de Branding”

Data: quarta-feira, 14 de outubro, às 19h

Local: Átrio do Piso L1 do Pátio Batel (Av. do Batel, 1868, Curitiba, PR)

Entrada: gratuita, com inscrição pelo aplicativo do Pátio Batel (programa Singular)

Lançamento de “Moda e Vida”: às 20h, no mesmo local, com sessão de autógrafos e ponto de venda da Livraria da Vila

Mais informações: www.patiobatel.com.br/vestiroolhar

Sobre o Pátio Batel

Entretenimento, cultura, lazer e compras em um local singular de Curitiba. O Pátio Batel é o único shopping do segmento luxo do Sul do Brasil, com aproximadamente 190 estabelecimentos, entre eles 72 lojas exclusivas como Prada, Burberry, Gucci, Carolina Herrera, Louis Vuitton e Tiffany & Co. Em seus 13 anos de história, o Pátio Batel se consolida como “único em todos os sentidos”: um espaço pensado para acolher em uma experiência completa de bem-estar, moda e luxo.