Artefacto Curitiba celebra 50 anos com Mostra 2026

Com o tema “Maturidade”, nova edição reúne nomes da arquitetura e do design de interiores, apresenta a coleção Edition 2026 – Cosmos e marca um novo momento da operação da marca na capital paranaense.

No ano em que celebra cinco décadas de história, a Artefacto anuncia a Mostra Curitiba 2026, que tem como tema “Maturidade”. A edição reúne renomados arquitetos e designers de interiores convidados a desenvolver ambientes autorais que traduzem diferentes interpretações sobre o tempo, a permanência e as experiências acumuladas — e seus reflexos na evolução do morar contemporâneo.

Em Curitiba, o conceito ganha um significado particular. A abertura da Mostra coincide com um importante momento de expansão da operação local, marcado pela aquisição da Villa Margarethe, um dos casarões históricos da Rua Comendador Araújo. Construída em 1917, a residência integra a memória arquitetônica da capital paranaense e passa a fazer parte de um novo capítulo da presença da marca na cidade.

A incorporação de um imóvel centenário à operação estabelece um diálogo natural com o tema da Mostra. Maturidade, neste contexto, também se traduz na valorização do tempo, da memória e da permanência, abrindo novas possibilidades a partir de uma história já construída. A expansão reforça a presença da Artefacto no mercado paranaense e integra o atual ciclo de investimentos da empresa em endereços estratégicos no país.

Mais do que uma exposição de arquitetura e interiores, a Mostra reafirma um dos pilares construídos pela Artefacto ao longo de sua trajetória: o estreito e bem-sucedido relacionamento com os profissionais locais. Nesta edição, os ambientes exploram diferentes perspectivas sobre a maturidade, valorizando escolhas conscientes, identidade, memória, autenticidade e permanência — conceitos que dialogam tanto com as novas formas de morar quanto com o momento vivido pela própria marca em seu cinquentenário.

Em paralelo, a Artefacto apresenta a Edition 2026 – Cosmos, coleção assinada por sua diretora criativa, Patricia Anastassiadis. Inspirada na ideia de ordem e totalidade que estrutura o universo, a coleção reúne móveis marcados por linhas puras, volumes definidos e proporções exatas, em um equilíbrio entre forma, técnica e função. A pesquisa de materiais combina pedra, vidro martelado, metal, couro e camurça em peças de presença serena, concebidas para atravessar o tempo e permanecer relevantes.

“Celebrar 50 anos é reconhecer nossa trajetória e continuar olhando para o futuro. Em Curitiba, esse movimento ganha um significado especial com a Villa Margarethe, um imóvel que carrega mais de um século de história. Sua incorporação à operação da Artefacto dialoga com o tema Maturidade e reforça nossa presença na cidade. É também um gesto para Curitiba, um presente que valoriza e ajuda a preservar sua memória”, declara Paulo Bacchi, CEO da Artefacto.
Da Villa Margarethe
A Villa Margarethe está inserida no Conjunto Urbano da Rua Comendador Araújo, oficialmente tombado pelo Estado do Paraná em 2004. Pela qualidade de sua arquitetura e estado de conservação, é considerada um dos exemplares residenciais remanescentes mais representativos da Curitiba das primeiras décadas do século XX, período em que a prosperidade da erva-mate e o avanço da indústria contribuíram para transformar a paisagem urbana da cidade.

Erguida originalmente para Oscar Charles Mueller, a residência recebeu o nome Villa Margarethe em homenagem à sua esposa, Margarethe Lepper. O imóvel remonta ao período de prosperidade econômica impulsionado pela erva-mate e preserva características da arquitetura residencial da Curitiba do início do século XX, reunindo referências do Art Nouveau, ecletismo europeu e da arquitetura germânica.

Segue abaixo os ambientes da Mostra.

Ana Letícia Virmond / @analeticiavirmond

Serenidade conquistada ao longo da vida: é assim que Ana Letícia Viermond define maturidade. Experiência que se transforma em repertório e conduz a escolhas conscientes e assertivas. O projeto Casa Lounge traduz essa ideia em um espaço gourmet que convida a desacelerar, compartilhar momentos e celebrar o prazer das boas escolhas. Para Ana, o verdadeiro luxo está no que permanece, no que desperta emoções e, acima de tudo, resiste ao tempo. Como os móveis. Cada um deles respeitando a essência da Artefacto e valorizando a excelência técnica e artesanal de seus produtos. A integração entre as áreas, por exemplo, é plena e natural, favorecida pelo módulo Lounge, peça protagonista, que segundo a profissional sintetiza o próprio conceito do projeto, ao colocar arte, matéria e permanência em perfeita harmonia. Nos demais móveis, materiais como madeira, mármore, tecido e couro reforçam a sensação de atemporalidade, enquanto o desenho limpo evidencia a simplicidade das formas. Como ocorre, por exemplo, com a mesa de jantar Jud, a cadeira Lille, a banqueta Hara e a poltrona Calix que se unem ao lounge em uma composição equilibrada onde cada detalhe dialoga com o todo.

André Bertoluci / @andrebertoluciarquitetura

Maturidade é compreender que o tempo e o silêncio revelam a essência das coisas. Fiel à máxima, Living & Convívio, projeto de Andre Bertolucci reflete exatamente isso: espaços que não seguem tendências, mas que acolhem histórias, fortalecem vínculos e permanecem atuais pela verdade de cada escolha. Para o arquiteto, o tempo não diminui o valor das coisas, mas as revela. Uma visão que se materializa em uma sequência de ambientes – living, sala de jantar, lounge e estar bar – que traduzem diferentes momentos da convivência: receber e compartilhar. Privilegiando materiais naturais – madeira, mármore, fibras naturais e cerâmica artesanal – a atmosfera é serena e atemporal. A iluminação combina luz natural, filtrada pelas cortinas, com camadas de iluminação artificial, reforça a sensação de permanência e bem-estar. Escolhido pela sua capacidade de equilibrar design e longevidade, o mobiliário traz como destaque o módulo Evans e o sofá Direc, coluna de jantar Sabang e poltronas como a Mayu e a Arua. Entre todas as peças, porém, a poltrona Arua, ocupa lugar especial no projeto, por sua linguagem, a um só tempo, artesanal e contemporânea.

Angela Chinasso Arquitetura / @angelachinasso

O projeto de Angela Chinasso e Carlos Reichmann é quase uma licença poética: transformar o sótão em uma suíte com três ambientes –quarto de vestir, sala de banho e hall de distribuição–, no qual a habilidade da profissional se revela na liberdade criativa e na harmonia entre espaço e indivíduo. A luz natural que entra pelas mansardas foi preservada, mantendo paredes e tetos brancos para dar respiro aos olhos e permitir que cores, texturas e mobiliário assumam protagonismo. Para a dupla, a maturidade pode ser definida como o silêncio do excesso e a permanência do essencial e o projeto confirma a tese.

Escolhido não apenas pelo seu componente estético, mas pela capacidade de emocionar e criar vínculos, o mobiliário traz peças de perfil atemporal e dimensões compatíveis com as dimensões do ambiente, tais como o buffet Kep e a coluna de jantar Maniang, que organizam e equilibram o espaço; a cabeceira Talalla que imprime continuidade ao quarto, sem obstruir a entrada da luz natural; a mesa de centro Pandia e a mesa componível Kentar: móveis que funcionam como pontos de apoio versáteis, capazes de se adaptar a diferentes momentos.

Ary Jacobs e Renan Mutao / @architetonika

Tempo Vivo, loft com jardim, que leva a assinatura da dupla Ary Jacobs e Renan Mutão, nasce da compreensão de que amadurecer não é imobilidade, nem apego ao passado. Mas sim a segurança de acolher o novo sem perder a identidade. Para os arquitetos, maturidade é permitir que o tempo nos transforme sem apagar aquilo que nos identifica. Dessa forma, integrando living, suíte e varanda, o espaço traduz essa filosofia ao criar uma base sólida sobre a qual novas histórias possam ser incorporadas. E revelando por meio do confronto de épocas, linguagens e estilo, que a verdadeira sofisticação está na continuidade e na autenticidade. A paleta de tons terrosos, marrons profundos e nuances minerais é pontuada por verdes intensos e inesperados. A iluminação em camadas valoriza volumes e texturas, destacando obras e objetos, enquanto zonas de luz e sombra reforçam o caráter cenográfico. Selecionado com critério, o mobiliário, integralmente especificado para compor essa atmosfera, traz móveis como o módulo Coltrane e a cama com cabeceira Talalla. Peças escolhidas pela capacidade de atravessar diferentes momentos, sem perder relevância.

Camila Picoli / @volarque

Um espaço que acolhe, desperta os sentidos e transforma a arquitetura em cenário de memórias, encontros e escolhas que permanecem. Assim pode ser definido Essência: quarto criado por Camila Picoli que traduz maturidade como a expressão do tempo vivido com significado. Uma ideia que se manifesta por meio de escolhas precisas – uma paleta de cores neutra e terrosa, a iluminação indireta e cênica – além de uma profusão de texturas, que ajudam a transformar o ambiente em uma autêntica experiência sensorial. Especificado para sustentar essa visão de sofisticação, o mobiliário marca presença, mas sem excessos: o sofá Illi e a cama Brasília estabelecendo o eixo de conforto, acompanhados por mesas como a Boyang, Vide e Nambu, que oferecem um tipo de apoio a um só tempo funcional e elegante. A estante Apex organizando o espaço com leveza e precisão, enquanto peças como o banco Emile e a mesa bar Lena acrescentam versatilidade. Entre todos os móveis, porém, a poltrona Pollux ocupa lugar especial: seu desenho baixo sugere pleno acolhimento, enquanto um detalhe na parte posterior, em material distinto, a torna escultural sob qualquer ângulo.

Caroline Andrusko Arquitetos / @carolineandruskoarquitetos

Compreender que a verdadeira riqueza está naquilo que permanece. Nos vínculos que construímos, nas histórias que compartilhamos e nas memórias que levamos. Tudo isso é o que define a essência da maturidade, segundo a arquiteta Caroline Andrusko. O projeto Capítulos surge assim como uma celebração da passagem do tempo: um espaço que acolhe o presente e preserva o futuro. Mais do que um espaço residencial, o ambiente foi concebido para acolher experiências que atravessam o tempo: refeições compartilhadas, conversas prolongadas, risadas que fortalecem vínculos. A curadoria do mobiliário reforça essa percepção. Módulo Orfei, mesas de centro como a Jud e a caixa bar Manhattan traduzem leveza e atemporalidade. Em contraponto, peças de personalidade como a mesa de jantar Radix e a cama Tassel revelam expressão artesanal. Essa composição de contrastes, segundo Caroline, resume a própria maturidade: razão e sensibilidade, matéria e memória. Entre todas as peças, porém, a mesa Radix e as cadeiras Nori são, para ela, as que carregam maior significado: representam o gesto de compartilhar alimentos e fortalecer vínculos.

Cris Daros / @crisdaros_arquitetura

Silenciar o excesso para revelar o essencial: é nesse gesto que Cris Daros encontra a maturidade. O projeto O Tempo que Transforma traduz essa filosofia em dois ambientes que dialogam com fluidez e onde o luxo não se impõe, mas acolhe. living e estar íntimo/escritório se conectam em um exercício de amplitude e sofisticação. Mármore, camurça, boiserie e tecidos texturizados criam uma composição elegante que convida à contemplação, à pausa e ao habitar a melhor versão de si mesmo. A paleta em branco e verde, por sua vez, reforça a atmosfera de serenidade, enquanto a iluminação cenográfica transforma o espaço em um oásis de conforto e acolhimento. O sofá Evans surge como o coração do living, com suas proporções generosas e linhas limpas. As poltronas Mayu imprimem movimento ao espaço, com seu design giratório que permite múltiplas interações. A mesa lateral Stewart, com seu desenho preciso e acabamento refinado, funcionando como ponto de apoio e elemento escultórico. E por fim, o buffet Sanur, com suas linhas suaves e acabamento que valorizam a materialidade, tornando-se peça-chave para o equilíbrio visual do ambiente.

Deborah Nicolau / @deborahnicolau

No ano em que celebra seus 50 anos, Deborah Nicolau apresenta o Home DNA, um espaço que traduz a maturidade como processo contínuo de evolução. Mais do que um home theater, o ambiente é concebido como refúgio: um lugar de silêncio e emoção, de leitura e contemplação, de encontros e memórias. Para Deborah, maturidade é viver com intencionalidade, cultivar gratidão e continuar evoluindo sem perder a essência. O Home DNA é a materialização dessa visão particular: um ambiente que emociona hoje e que pretende continuar fazendo sentido amanhã.

As curvas percorrem o espaço em movimento contínuo, inspiradas na ideia do infinito. Nada termina em si mesmo; cada gesto conduz ao próximo e o mobiliário vem reforçar essa filosofia. O módulo Baco, peça central do projeto, com suas proporções generosas e encostos móveis, adaptando-se aos mais diferentes momentos: de uma conversa a dois aos filmes assistidos com os amigos. Ao seu redor, poltronas como a Wiggins e a Times, mesas de centro Boyang e Lena, além da estante Apex, compõem uma escultura viva, onde forma e função coexistem em perfeito equilíbrio.

Denise Ribas e Carolina Ribas / @deniselribas / @carollealribas

Na Suíte Permanência, Carolina e Denise Ribas, mãe e filha, celebram a maturidade como a capacidade de fazer escolhas conscientes e valorizar aquilo que resiste ao tempo. Para as arquitetas, o verdadeiro luxo está no que permanece: materiais que envelhecem com dignidade e que atravessam gerações sem perder relevância. No ambiente, o pé-direito elevado amplia a sensação de liberdade e bem-estar, enquanto a madeira, presente no forro, e nos painéis das paredes, aquece o ambiente. Aparente, a estrutura do telhado reforça a honestidade construtiva, enquanto linho, pedra, couro e um grande tapete revelam uma arquitetura que merece ser experimentada pelos sentidos. A paleta cromática privilegia tons terrosos, beges e off-white, criando uma atmosfera serena e atemporal, ao passo que o mobiliário traduz maturidade em estética. Móveis como o sofá Argand e a cabeceira Maschio selecionados por suas linhas orgânicas e atemporais, privilegiando conforto e permanência. A poltrona Coquile simbolizando o equilíbrio conquistado ao longo do tempo, enquanto o módulo e puff Baco complementa a experiência com versatilidade.

Elaine Zanon e Claudia Machado / @arquitetareoficial

Inspiradas pela busca de bem-estar e pela valorização da experiência cotidiana, Elaine Zanon e Claudia Machado, do estúdio Arquitetare, reafirmam, neste projeto, que a verdadeira maturidade na arquitetura é construir espaços que permanecem significativos, revelando sua força na essência, e não na quantidade de elementos. Reflexo da experiência acumulada pelas profissionais na criação de ambientes que reúnem sofisticação e acolhimento, o projeto não apenas atende às necessidades práticas, mas também promove contemplação e pertencimento.

Desenvolvido para valorizar proporção e equilíbrio, o mobiliário foi escolhido com base em seu design atemporal e potencial de permanência como o sofá Patong e poltrona Zac, estruturam as áreas de convivência, enquanto mesas como a componível Lang, e a lateral Moh, traduzem funcionalidade com elegância. Como grande destaque a poltrona Eiru sinaliza a herança oriental da composição. Vistos em conjunto, cada elemento, segundo as arquitetas, foi integrado ao projeto para reforçar a ideia de maturidade como legado ou, em outras palavras, das escolhas que resistem ao tempo e, ainda assim, permanecem relevantes.

Guilherme Bez / @studioguilhermebez

Guilherme Bez parte da ideia de que maturidade é ousar com equilíbrio. Assim, seu espaço foi concebido como uma experiência sensorial, inspirado na superfície lunar e em sua materialidade moldada pelo tempo. Cada relevo é memória, cada textura é registro de transformação. Imperfeições são celebradas como expressão de autenticidade. Tudo nele convida à contemplação: o olhar feminino impresso na cortina sugerindo pausa, o poema em homenagem ao fundador da Artefacto, Albino Bacchi, oculto atrás de uma cortina translúcida.

Reforçando a atmosfera intimista e acolhedora da composição, o mobiliário explora ciclos e permanência. O sofá Papillon, a mesa de jantar Eclipse, as poltronas Ricci e as mesas Louise evocam formas orgânicas e circulares, remetendo às fases da Lua.

A mesa lateral Louise Plissê, em forma de ampulheta, sugere a passagem do tempo, enquanto as molduras Orbit e Aka evocam o movimento dos astros. Entre todas as peças, porém, as molduras Orbit e Aka ocupam lugar especial no imaginário do arquiteto. Além de ampliar o espaço por sua reflexão, elas criam dramaticidade – itens essenciais em seus projetos.

Gustavo Scaramella / @gustavoscaramella

O ambiente Déco Privé, assinado por Gustavo Scaramella, é uma declaração de autenticidade. Com perfume art déco e mistura de épocas e estilos, o projeto não teme sobrepor camadas. As linhas retas da marcenaria funcionam como pano de fundo para obras de arte, mobiliário e objetos compondo uma atmosfera marcante. O jogo de cheios e vazios, texturas e cores imprime intensidade, sem recorrer a falsos neutros. Para o arquiteto, maturidade é autenticidade, ousadia, repertório e segurança. E Déco Privé reproduz essa visão em um espaço marcante, onde moda, arte e arquitetura se encontram para sugerir experiências.

A iluminação é cênica e acolhedora, resolvida em grande parte com peças decorativas que criam uma atmosfera intimista e sofisticada. Escolhido, em função de suas proporções e escala, móveis como a poltrona Moh, a estante Jeri, a mesa de centro Trieste e o buffet Kep compõem um layout fluido e elegante. Juntos, cada item dialoga com a proposta, imprimindo profundidade visual ao espaço e estimulando uma abordagem sensorial. Entre todos, porém, o sofá Direc ocupa lugar especial: versátil, ele é um dos preferidos do arquiteto nos mais diversos projetos.

Ivan Wodzinsky / @ivanwodzinsky

Definições claras, diretas e conscientes. Um espaço residencial com dimensões reais, compatíveis com o mercado atual. O trabalho de Ivan Wodzinsky parte da ideia de que maturidade está nas experiências e no entendimento mais profundo das situações, tanto na vida pessoal quanto no exercício da profissão. Para Ivan, maturidade é continuar trabalhando com a mesma dedicação e entusiasmo dos 20 anos. E essa visão se torna perceptível em cada detalhe deste projeto. Camurça, madeira, couro e microtexturas criam uma atmosfera acolhedora, em tons de bege e marrom, enquanto a iluminação, intimista, divide o protagonismo com a luminosidade intensa das janelas do ambiente. Restrito ao essencial, o mobiliário foi escolhido por sua atemporalidade e pela predominância de materiais naturais na sua confecção. Entre os destaques estão a coluna de jantar Turen, com tampo em mármore marrom imperial, a poltrona Tanah giratória, a escrivaninha Moya e a poltrona Hobie. No living, o sofá Nocmii, a poltrona Tanah e o aparador Delray formam o triângulo conceitual que, segundo o arquiteto, sustenta a harmonia da composição.

Jacy Ebrahim, Cymara Ebrahim Largura e Camila Ebrahim Largura / @ebrahimarquitetura

Chegar à 15ª participação na Mostra Artefacto Curitiba é, para as arquitetas Camila, Cymara e Jacy Ebrahim, um marco de maturidade e continuidade. E, para comemorar a data, nada melhor do que celebrar as raízes da marca por meio da presença simbólica de uma jabuticabeira: árvore que evoca memória e permanência. Assim, foi em torno dela, que o trio projetou um lugar de encontros. Um espaço integrado a uma área gourmet e a uma grande varanda, pensado para receber e reunir. E foi assim que nasceu o Café e Varanda. Um ambiente projetado para reconhecer raízes, preservar memórias e criar novas camadas de encontro e convivência.

Reforçando essa narrativa de tempo e legado, o mobiliário foi escolhido em função de sua atemporalidade e capacidade de atravessar gerações sem perder relevância. A poltrona Kamari, com seu desenho orgânico e proporções generosas, sugerindo momentos de contemplação. O banco Hara adicionando versatilidade e, por fim, arrematando a composição, dois móveis essenciais: a imponente poltrona Indiana e a cadeira Molu, inspirada na cadeira diretor, convidando ao convívio em torno à mesa.

Jayme Bernardo / @jaymebernardoarquitetos

Para Jayme Bernardo, a maturidade não tem hora marcada para chegar: é um estado de espírito que acaba sendo alcançado por todos, cedo ou tarde, mas sempre com enorme valor. No projeto Vida Plena, concebido pelo arquiteto para ocupar a vitrine, essa visão se materializa em um loft inspirado pela cidade eterna de Roma. Uma composição na qual painéis e cortinas setorizam o espaço, produzindo uma atmosfera, ao mesmo tempo, sofisticada e acolhedora. Enquanto a iluminação, pensada em camadas, coloca em destaque volumes e materiais, conferindo profundidade e dramaticidade ao conjunto.

Tal qual a capital italiana, trata-se de um espaço que convida a desacelerar e apreciar o belo e, no qual, o mobiliário ocupa papel-chave, ampliando a sensação de requinte: os módulos Opus e Baco estabelecendo o tom exato de conforto. As mesas de centro como a Tarakan e a Lux criando pontos de apoio permanentes. Enquanto, a cama Capricórnio e as cômodas Ray e Greta reforçam a ideia de permanência. E, por fim, a Caixa Bar Pietra que ocupa um lugar especial no projeto, perfeitamente alinhado ao ideal de maturidade perseguido pelo arquiteto.

Jocymara Nicolau / @jocymaranicolauarq

Neste projeto, que leva a assinatura de Jocymara Nicolau, a maturidade é entendida como a capacidade de reconhecer o valor do essencial e transformar escolhas conscientes em espaços relevantes. Inspirada pela cultura nórdica, Jocymara valoriza o luxo silencioso: materiais naturais, conexão com a natureza e escolhas que transcendem tendências. Tal como ocorre no desenho neste loft, no qual a iluminação, desenvolvida por meio de automação, permite diferentes cenários que revelam camadas da arquitetura e transformam a percepção ao longo do tempo.

Pensado com base na sua capacidade de dialogar com a arquitetura, a escolha do mobiliário reforça a intenção de criar um ambiente sofisticado e, ao mesmo tempo, duradouro. Entre os destaques, estão o contemporâneo módulo Kadan – em versão atualizada que ampliou ainda mais as suas possibilidades de configuração –, a coluna de jantar Mulligan com tampo em cristal, a mesa de centro Lamai, de mármore, e a cama Zafra, com suas formas curvas e leveza visual. Entre todas elas, para a arquiteta, a cadeira Etta tem lugar especial. Segundo ela, por conta do equilíbrio e da precisão de seu desenho.

Juliana Meda / @julianamedaarquiteta

Juliana Meda entende maturidade como respeito ao tempo, às pessoas e às escolhas. Uma ideia que se materializa em um lounge concebido para convivência e criação e onde arquitetura e relacionamento se entrelaçam de forma natural. Em síntese, um espaço de trabalho pensado para receber clientes, promover encontros e apresentar projetos, transformando a convivência em eixo central da composição. Concebida em camadas, a iluminação valoriza texturas e reflexos, tendo por base uma combinação de madeira, mármore, couro e tecidos naturais, em permanente diálogo com os tons de vinho e de verde que envolve o espaço. No coração do ambiente, uma ampla ilha de mármore dialoga com a mesa Arco, apresentando o móvel como símbolo de convivência. Ao redor desse núcleo, diferentes atmosferas se revelam: o sofá Geta, as poltronas Nyx e a chaise longue Harrison oferecem acolhimento e pausa, enquanto mesas como Lena, Lux e Giocco imprimem versatilidade e sofisticação. Arrematando a composição, a escrivaninha Regia, acompanhada da poltrona Solis, configuram o espaço criativo, enquanto a caixa bar Pietra amplia a experiência de receber.

Larissa Galindo Arquitetura / @larissagalindoarq

Determinados espaços se limitam a abrigar, outros, a respirar. O Loft Equilíbrio, assinado pela arquiteta Larissa Galindo, nasce dessa intenção: ser um lugar para reunir, contemplar e permanecer. Em meio ao ritmo acelerado da vida contemporânea, o ambiente propõe devolver ao corpo a calma e à mente o equilíbrio. Para a profissional, maturidade é ter segurança para propor aquilo em que realmente acreditamos. O Loft Equilíbrio surge como materialização dessa ideia: um espaço que não remete apenas ao tempo, mas sobre como escolhemos vivê-lo. Como fio condutor, a própria matéria: o linho, que ganha personalidade com o uso; o revestimento das paredes, que celebra as marcas do tempo em vez de tentar escondê-las; e as pedras, que carregam em sua origem milhares de anos de existência. São escolhas que não almejam a perfeição, mas a autenticidade, assim como os móveis: o sofá Blossom, a poltrona Zac, a coluna de jantar Tibau e a cadeira Batar com suas proporções equilibradas e elegância silenciosa. A mesa componível Paloh e os bancos Kalao e Kawe, projetos adaptáveis às diferentes fases da vida, mas sem nunca perder significado.

Lisiê Pissetti / @lisiepissettiarquitetura

Uma paleta de cores claras, enriquecida por texturas sobrepostas, criando uma sofisticação discreta, silenciosa, que não precisa de excessos para se afirmar. Uma iluminação pensada para ser parte da arquitetura: protagonista durante o dia, intimista à noite. Apresentando três atmosferas distintas – sala de jantar, living e refúgio – Permanência, ambiente assinado por Lissiè Pissetti, é exatamente isso: um convite a ficar, a contemplar e a transformar o cotidiano em legado. Afinal, para ela, a maturidade está em valorizar o que permanece. Nesse contexto, a natureza se torna igualmente presente. Fibras naturais, pedras e vegetação compõem uma narrativa sensorial que celebra o tempo como aliado da beleza. Traduzindo acolhimento e permanência, o mobiliário reforça essa linguagem, por meio de suas formas fluídas e orgânicas: o sofá Nouvel, ponto de partida do projeto, com suas linhas arredondadas e estofamento em plumas de ganso. A coluna de jantar Sabang, a poltrona Luisa, o buffet Anyer, com as mesas componíveis Biak e Kentar, ao seu redor, construindo uma composição coesa e atemporal.

Luiz Mori Neto / @luizmorinetoarquiteto

Nas palavras do arquiteto Luiz Mori Neto, maturidade é olhar para trás. É reconhecer uma trajetória construída com disciplina e paixão. Mas, também olhar para frente e acreditar que os melhores projetos ainda estão por vir. Este escritório materializa essa filosofia: um ambiente que honra o passado, ousa nas cores e abre espaço para o futuro. Um espaço, a um só tempo clássico e contemporâneo, instalado em uma casa tombada pelo patrimônio histórico, concebido sem a preocupação de ser arquitetonicamente correto. Mas, sim, a expressão genuína de um instante criativo. Reforçando este ideal de maturidade, o mobiliário foi selecionado com base na sua qualidade atemporal: a caixa bar Chet, a poltrona Armstrong, o cavalete Manuk, o puff Kallady, a cadeira Miarin, a mesa componível Kentar e o aparador Manui. Todos escolhidos pela precisão de seus desenhos e pela capacidade de unir funcionalidade e permanência. Segundo o arquiteto, peças essenciais para a construção de um espaço que não busca apenas atender às necessidades práticas do dia a dia, mas também traduzir identidade e emoção ao longo do tempo.

Priscilla Muller / @primuller.arq

Em Origem, projeto que engloba living, biblioteca e hall, Priscila Muller explora a maturidade como leveza e confiança. Para a arquiteta, amadurecer é aceitar que não temos controle sobre tudo e, ainda assim, viver com serenidade, reconhecendo quem somos e, principalmente, quem não somos. É também reconhecer os aprendizados ao longo da jornada, mas sabendo que nunca seremos completamente maduros. Reflexo dessas convicções, seu ambiente ousa nas escolhas, valoriza o silêncio e transforma o ato de habitar em uma experiência leve e altamente significativa.

A cor terracota domina a paleta, trazendo calor e intensidade, enquanto a iluminação suave, e delicada, reforça o caráter acolhedor. O mobiliário prima por sua capacidade de produzir conforto e oferecer acolhimento. Assim, o módulo e puff Pluma, as poltronas Calisto e Mios, as mesas de centro Pandia e Davis, além do banco Lucero, compõem um espaço pensado para o uso cotidiano e o bem-estar permanente. Entre todos os móveis, a poltrona Calisto ocupa lugar especial: moderna e exclusiva, segundo a profissional, é ela que confere uma personalidade singular ao conjunto.

Samara Barbosa / @arq_samarabarbosa

Em meio à velocidade e às urgências da vida contemporânea, Samara Barbosa apresenta um espaço criado para celebrar a convivência: o café servido sem pressa, a taça de vinho compartilhada, a conversa que se prolonga, o livro aberto sobre a mesa. Em Tempo de Encontro a maturidade se traduz na escolha de materiais que envelhecem com beleza, uma vez que, para a arquiteta, o importante é perceber que o tempo não tira valor das coisas; pelo contrário, ele revela aquilo que realmente importa. Selecionado para compor essa atmosfera de permanência e acolhimento, o sofá Piero estrutura o living com linhas generosas e curvas que convidam ao relaxamento, criando um eixo de conforto e convivência. As poltronas Harrison e Carrie, por sua vez, acrescentam personalidade: a primeira com imponência e proporções marcantes, a segunda com suavidade e versatilidade, permitindo diferentes formas de uso. Entre todas as peças, porém, a caixa bar Pietra é o móvel que traduz a essência do projeto. Mais do que mobiliário, ela simboliza hospitalidade e acolhimento, afinal, abrir suas portas para servir um café ou um vinho oferece sempre a oportunidade de um novo encontro.

Suelen Parizotto Arquitetos / @suelen_parizotto_arquiteta

Há momentos na vida em que a maturidade se revela como liberdade de viver de acordo com nossos próprios valores, sem precisar da aprovação dos outros. Foi com base nessa visão que a arquiteta Suelen Parizotto concebeu o Living Raízes: um espaço criado para traduzir autenticidade e pertencimento, que presta uma homenagem às histórias que nos moldam e às memórias que nos acompanham. Com base em uma paleta de cores sóbria –, em tons de marrom, fendi e café – e materiais como madeira, couro e tecidos naturais para reforçar a ideia de permanência e essencialidade.

Dando corpo a essa narrativa, a escolha do mobiliário evoca valores perenes e essenciais: o módulo Maddox e as poltronas Kan e Luna estabelecendo o tom de acolhimento. As mesas de apoio como a Fylla, Croma e Nambu oferecendo versatilidade e leveza. E, finalmente, a mesa de centro Grid, tomada pela arquiteta como peça de contemplação, com seu interior de vidro trabalhado, produzindo uma sensação de profundidade acentuada, e surpreendendo o olhar. Para Suelen, um exemplo perfeito do melhor design contemporâneo: sofisticado e capaz de atravessar o tempo.

Talita Nogueira / @talitanogueiraarquitetura

Entre Tempos – espaço residencial híbrido que reúne living, quarto e jantar – criado pela arquiteta Talita Nogueira, é uma declaração sobre liberdade e desapego. Inspirado em referências artísticas locais, como o quadro da artista Ju Maia, o projeto celebra a história como patrimônio maior. É um espaço que aponta a maturidade como autonomia: reconhecer que nossa trajetória, com suas camadas e memórias, é o que nos torna verdadeiramente independentes. Reforçando a narrativa de que a construção de um ambiente não deve se limitar a tendências passageiras, mas sim, traduzir repertório e história, o mobiliário assume papel protagonista. O sofá Eos estabelece o eixo de conforto, enquanto mesas como a Yego, Moon e Brass oferecem versatilidade e sofisticação. A cabeceira Mira e o aparador Arco reforçam a ideia de permanência tão cara à arquiteta, ao mesmo tempo em que a moldura Orbit cria um ponto de contemplação. Entre as peças preferidas da profissional, a mesa Shah, a cadeira Vimen e a poltrona Pol ocupam lugar especial: são escolhas recorrentes, que se tornaram quase assinaturas em seus projetos, traduzindo pertencimento e autenticidade.

Viviane Loyola Arquitetos Associados / @viviane_loyola

Para a arquiteta Viviane Loyola, a maturidade, traduzida na criação de espaços contemporâneos, está em compreender que a verdadeira sofisticação não está em perseguir o novo indistintamente. Mas, sim, aquilo que, de fato, permanece. Em criar espaços que acolhem, equilibram elegância e conforto e, acima de tudo, continuam fazendo sentido ao longo do tempo. Tal como neste refúgio integrado – com living, jantar e suíte –, que celebra a chegada da maturidade não como um marco cronológico, de passagem do tempo, mas como conquista de um olhar mais atento e consciente sobre a vida. Um olhar capaz, por exemplo, de selecionar, em meio ao acervo Artefacto, os móveis mais afinados com a linguagem atemporal e as proporções equilibradas do seu projeto. Como o sofá São Paulo que organiza a área de estar, acompanhado pelas mesas de centro Ginza e Pandia e pelas mesas laterais Halston e Ginza. Assim como, no dormitório, a cabeceira Piet, a cômoda Ray e a mesa de cabeceira Berge que reforçam a ideia de permanência. Sem esquecer, claro, da mesa de jantar Circa que ocupa papel central na composição, sinalizando a troca de experiências e a construção de memórias.

Wolfgang Schlögel / @wolfgangschlogelpaisagista

No trabalho de Wolfgang Schlogel, maturidade significa respeito. Tanto no âmbito pessoal quanto profissional. Essa visão se reflete em seus projetos paisagísticos, concebidos para valorizar o que já existe na natureza e, quando necessário, apenas complementar com sensibilidade. Em seu jardim – que reúne espelho d'água, vegetações diversas, deck em madeira, vasos, esculturas, além de um painel artístico em cerâmica –, rochas e tons terrosos reforçam a conexão com a natureza, enquanto o verde predomina como cor essencial. A iluminação, pontual e calma destaca elementos-chave, criando uma atmosfera serena e acolhedora, adaptada aos mais diversos momentos.

Sintonizado com a proposta do paisagista, o mobiliário outdoor foi escolhido pela sua qualidade construtiva e capacidade de compor o projeto, sem no entanto interferir na leveza geral da composição. Entre os destaques módulos como o Zazah; poltronas como a Gap; e mesas de centro como a Lexter. A poltrona Calisto, porém, ocupa lugar especial: sua transparência e delicadeza permitem uso direto sobre o gramado, integrando-se, como poucas, ao desenho da área.

Serviço

Artefacto

Rua Comendador Araújo, 672 / Curitiba

Artefacto Beach & Country apresenta Mostra 2026 com o tema Maturidade

Exposição reúne ambientes assinados por arquitetos de todo o país e marca os 50 anos da Artefacto, além de lançar novas peças de design assinadas por Roberto Cimino e Nelson Amorim, Sergio Mattos e Junior Brandão.

A Artefacto Beach & Country apresenta a edição 2026 de sua tradicional mostra de arquitetura e interiores. Neste ano, a curadoria propõe uma reflexão sobre maturidade, conceito que também marca o momento simbólico em que a Artefacto celebra 50 anos de história. Mais do que uma referência à passagem do tempo, maturidade é entendida como uma nova forma de habitar — com consciência, permanência e valorização da experiência.

“A maturidade, para nós, está ligada à capacidade de evoluir sem perder a essência. Ao completar 50 anos, a Artefacto reafirma seu compromisso com o design atemporal, com a qualidade e com a relação profunda entre casa e bem-estar”, afirma Paulo Bacchi.

A edição reúne ambientes assinados por arquitetos e designers convidados e apresenta também novos lançamentos de design assinados por Roberto Cimino e Nelson Amorim, além de criações de Sergio Mattos e Junior Brandão, reforçando o diálogo entre arquitetura, mobiliário e estilo de vida.

Ao todo, 13 ambientes inéditos compõem o percurso da Mostra Artefacto Beach & Country 2026, assinados por profissionais de diferentes regiões do país.

Architects+Co (@architects_mais_co)

Inspirado pelo universo náutico, “Navegar é preciso”, ambiente criado pelos arquitetos Caio Bandeira e Tiago Martins, da Architects+Co., traduz maturidade como liberdade, elegância e identidade. Com 87 m², o espaço integra living, quarto e jantar, evocando sensação de movimento permanente e descoberta. Para seus criadores, trata-se de conjugar experiência e sabedoria por meio de materiais que perduram, contam e, acima de tudo, propagam histórias.

Mármore, madeira maciça, pau-ferro, palha e latão compõem a base sólida, enquanto a paleta de beges, brancos, azuis escuros e off-white reforça a estética atemporal. A iluminação indireta sugere acolhimento, e pontos focais destacam móveis, obras de arte e muxarabis escultóricos, imprimindo ritmo e intensidade ao conjunto da composição.

Suave e sutil, o mobiliário foi escolhido por suas linhas sóbrias e atemporais. O módulo Getz, a poltrona Hobie, a mesa de centro Pandia e a coluna de jantar Sabang integram-se com naturalidade ao espaço. Enquanto a cama Talalla une rusticidade e elegância, adaptando-se a diferentes estilos e traduzindo maturidade como permanência.

Elkis Paisagismo (@elkispaisagismo)

Mais do que um lounge ao ar livre, a “Praça Central”, reelaborada pelos paisagistas Caroline e Gilberto Elkis, é uma experiência sensorial: proporções equilibradas, texturas honestas e materiais naturais — madeira, couro, metal e mármore — compondo um cenário de discreta sofisticação. A paleta em cinza e burgundy reforça a atmosfera essencial, enquanto a iluminação indireta, quente e pontual, destaca volumes e cria o clima intimista.

Poucos móveis, todos de importância singular, interagem com a exuberante vegetação tropical, dando forma a uma proposta versátil, capaz de assumir diversas configurações. Traços contemporâneos e desenho autoral sustentam a ideia de permanência, ao mesmo tempo em que o conforto oferecido pelo mobiliário garante que o espaço seja vivido em plenitude.

Presente em várias edições da mostra, sempre no mesmo espaço, Caroline testemunhou sua evolução ao longo do tempo. Hoje, segundo ela, a Praça Central adquiriu sua maturidade, com consistência e harmonia. “É chegado aquele momento em que tudo parece ter alcançado seu nível máximo de adaptação, revelando toda sua beleza e força”, conclui.

Erika Queiroz (@erikaqueirozarquitetos)

Neste rooftop, projetado pela arquiteta Erika Queiroz, maturidade é importar-se apenas com o essencial. É reconhecer que o tempo é aliado do bom design e que cada escolha deve carregar intenção. Dotado de espaço gourmet e living externo, o ambiente se converte em refúgio: um lugar de conexão, onde lazer, eventos e relacionamentos se entrelaçam com propósito.

Nesse contexto, cada detalhe foi pensado para respeitar o ritmo das pessoas e transformar momentos cotidianos em experiências memoráveis. Materiais naturais, lado a lado, revelam texturas inusitadas, enquanto os tons de verde se mesclam à naturalidade da madeira. Suave e quente, a iluminação preenche o espaço como um gesto delicado, simulando a luz natural e reforçando a sensação de acolhimento.

Selecionado para reforçar essa narrativa de maturidade e permanência, o mobiliário Artefacto ocupa posição central. Entre as peças em destaque, a poltrona Corumbau, com sua concha trançada à mão, é, segundo a arquiteta, o móvel que melhor traduz a essência do projeto, ao revelar a simplicidade de estar junto — a gentileza de receber e a liberdade de celebrar o que realmente importa.

Gláucia Britto (@glauciabrittoarquitetura)

No “Espaço do Bem-Estar”, a arquiteta Gláucia Britto apresenta o seu conceito de maturidade a partir de uma narrativa visual que privilegia o tempo e a pausa. Nele, nada é aleatório: tudo é intencional. Construído em torno de móveis que não apenas ocupam, mas definem o espaço, o ambiente convida ao silêncio e à contemplação. Estar bem, aqui, é estar presente.

Cada peça foi escolhida para sustentar o acolhimento e equilíbrio. A chaise longue Kamari sugere contemplação e descanso. Os bancos Lucero, Manihi e Porter reforçam a versatilidade, enquanto o sofá Moh funciona como convite à permanência. Por fim, o biombo Tangalle acrescenta camadas de introspecção, evocando a ideia de que o verdadeiro luxo é poder se recolher.

Disposto em meio a materiais naturais como limestone e pedra Hitam, o mobiliário ganha papel protagonista. Mais do que um simples SPA, o ambiente se configura como um verdadeiro manifesto sobre viver em plenitude e serenidade, com móveis que não seguem tendências efêmeras, mas se afirmam como peças atemporais, capazes de acompanhar o tempo e a vida.

Jayme Bernardo (@jaymebernardoarquitetos)

Inspirado pela minissérie “O Talentoso Ripley”, ambientada na costa italiana, “Refúgio”, ambiente criado pelo arquiteto Jayme Bernardo, celebra a maturidade como sabedoria: um espaço onde os prazeres de uma boa conversa se encontram com os de uma boa mesa. Mais do que uma área de estar, um lugar concebido para acolher e proporcionar momentos de livre convivência.

Repleto de surpresas, o percurso se inicia em um lounge espaçoso, com vista para jardim interno. A estante Jeri vem a seguir, filtrando a luz natural de forma leve. Em seguida, o módulo Pluma domina a cena, convidando ao relaxamento. Frente a ele, a mesa de jantar Kham, assumindo função de aparador, exibe objetos selecionados a dedo. No espaço anexo, a sala de jantar ganha teto rebaixado em madeira e preenchimento com palha.

A atmosfera é reforçada por materiais naturais: mármore travertino no piso, painéis de madeira e tecidos com texturas ressaltadas, ampliando a sensação de acolhimento. Tonalidades claras reforçam a leveza, enquanto a iluminação suave inspira conversas informais. Quase palpável, a maturidade se revela assim como sabedoria aplicada ao cotidiano.

Juliana Meda (@julianamedaarquiteta)

Para Juliana Meda, seu escritório é mais do que local de trabalho: é espaço de experiências. Um lugar onde a arquiteta se permite celebrar a liberdade de criar, inspirada por suas viagens, família e vivências acumuladas ao longo do tempo. Por isso, deve ser encarado com todo o respeito: atenção ao tempo, às pessoas, aos processos de construção e à concretização dos sonhos.

Coerente com suas reflexões, o projeto nasce de aspectos pessoais que traduzem sua fase atual: a liberdade de transitar entre trabalho e pausa, entre produção e prazer, na companhia da natureza, vista por ela como essencial; o som das águas, o fogo, as múltiplas texturas e a luz compondo uma experiência sensorial completa. O espelho d’água, o teto espelhado, a biblioteca, a cama e a banheira revelam camadas de calma e introspecção.

Entre os móveis, cada escolha foi feita com base na atemporalidade. A mesa de trabalho, formada pelos cavaletes Manuk e pela cadeira Miarin, tem significado especial por representar a finalidade última do espaço. O sofá Nocmii simboliza acolhimento, enquanto o balanço Ipê remete à pausa necessária de cada dia.

Lidia Maciel (@lidiamaciel)

“Matéria do Tempo – Entre a Luz e a Forma” é um ambiente concebido por Lidia Maciel para celebrar a maturidade como permanência e contemplação. Um espaço no qual a beleza acontece no intervalo — naquilo que se percebe antes das palavras — e onde cada gesto simples traduz a arquitetura do tempo. Para a arquiteta, reconhecer o tempo como valor é permitir que a experiência se sobreponha à novidade.

Sintético, o espaço organiza-se como sala de leitura integrada a uma adega e varanda, estabelecendo escala próxima ao corpo e à experiência sensorial. O piso em pedra natural, assentado em malha regular, ancora o conjunto e dita ritmo. Silenciosa, a presença da arte instaura pausas e amplia a percepção, enquanto uma estante iluminada, que invade o teto, revela cheios e vazios com sutileza.

Conectando os diversos setores, o mobiliário organiza-se em núcleos que dialogam entre si. Na adega e convivência, a coluna de jantar Tibau, as cadeiras Male e o carrinho Arugam estruturam encontros íntimos. No estar, as poltronas Batu e Geo compõem um espaço flexível e acolhedor. Enquanto na varanda, as poltronas Kamari reforçam o convite à contemplação.

Maai Arquitetura (@maaiarquitetura)

Com 190 m², o living projetado pela Maai Arquitetura — Monica Pinto, Isabel Veiga e Arnaldo Pinho — nasce da compreensão de que experiência e liberdade criativa caminham juntas, permitindo escolhas conscientes e precisas. Para o estúdio, não se trata de rigidez, mas da confiança de quem entende maturidade como clareza e permanência. O tempo, aqui, não é limite, mas aliado no processo de projetar.

Material símbolo, a pedra Via Capri carrega em sua textura a memória geológica do tempo. Ela dialoga com a paleta de cinzas e grafites dos acabamentos e tapetes, produzindo uma atmosfera silenciosa e atemporal. Desenhadas especialmente para o projeto, jardineiras metálicas abraçam o mobiliário, diluindo limites entre arquitetura e paisagismo e promovendo uma transição harmoniosa entre o construído e a natureza.

Afinado com a proposta, o mobiliário contrapõe materiais resistentes e estética atemporal. Sofás modulares e mesas laterais de apoio ganham significado especial, refletindo uma dinâmica projetual que entende qualquer ambiente como flexível e capaz de se adaptar a diferentes encontros e ritmos.

Marcelo Salum (@marcelosalum)

Em uma autêntica celebração da vida compartilhada, a “Casa de dois homens”, de Marcelo Salum, conceitua maturidade como sinônimo de gentileza. Consciente de que viver ao lado de quem se ama é uma das formas mais bonitas de amadurecer, o arquiteto imprimiu a cada detalhe de seu projeto um significado especial: das cores aos móveis, tudo revela forte vínculo afetivo e autenticidade.

Do colorido sóbrio — azul marinho, azul claro, bege e bordô — à iluminação quente e concentrada, que contorna paredes e janelas cenográficas simulando a luz natural. Das obras de arte, escolhidas a dedo, à seleção criteriosa do mobiliário, pensado para contextualizar uma casa que poderia estar tanto no campo quanto na praia.

Caso da cadeira Stern, do carro chá Semai e do aparador Rio, móveis que sugerem acolhimento e convidam à permanência. Das poltronas Castalla, Dizzy, Mios e Geo, entrelaçadas ao sofá Guili e ao Direc, evocando funcionalidade e memória. E, por fim, dos bancos Tappo e Manihi, peças capazes de agregar ao espaço uma nota a mais de despojamento.

Mariana Maran (@marianammaran)

Mais do que espaço de contemplação, “Essência do Tempo”, ambiente assinado por Mariana Maran, reflete um olhar maduro e seguro, que entende o luxo como qualidade, durabilidade e experiência sensorial. Com 110 m², o projeto integra living e quarto em meio a uma atmosfera serena e sofisticada, traduzindo maturidade como a capacidade de escolher com consciência e serenidade.

Entre os revestimentos, mármore branco, tecidos e papéis de parede compõem a base neutra, reforçando a sensação de clareza e equilíbrio. A iluminação suave e indireta conduz o olhar com calma, valoriza volumes e texturas e cria profundidade sem excessos. Como a própria maturidade, trata-se de um ambiente que não se impõe, mas inspira e revela.

A atemporalidade e a sofisticação discreta guiaram a seleção do mobiliário. Valores esses revelados em peças ícones como o sofá Key Biscayne, a poltrona Lerida, a mesa Pandia e a cômoda Anyer. Mas também nas poltronas Mayu, revestidas com tecidos que carregam significado especial para a arquiteta, por unirem design refinado e memória afetiva.

Paola Ribeiro (@paolaribeiroarqinteriores)

Em “Raízes e Memórias”, ambiente criado por Paola Ribeiro, a maturidade é um estado de espírito que pode ser traduzido por coragem e liberdade. É ousar pintar o teto de preto, aplicar tecidos inesperados, misturar móveis contemporâneos com peças artesanais e ainda assim criar uma base acolhedora.

Texturas inesperadas convidam ao toque: o trançado irregular do rattan, a aspereza suave da palha e o veludo macio dos estofados. A iluminação envolve o ambiente enquanto o verde invade pelas janelas e jardins verticais, convidando a natureza a participar do cotidiano.

Compondo uma narrativa de permanência e autenticidade, o mobiliário Artefacto conduz o olhar. Os módulos Evans estruturam o estar, a coluna de jantar Sabang e as cadeiras Pasu reforçam a autenticidade, enquanto o aparador Rio, a escrivaninha Moya e a moldura Kaimeer completam uma composição que trata de funcionalidade e memória.

Ponto3 Arquitetura (@ponto3arquitetura)

“A-mar” é um living de 40 m² projetado pelo Ponto3 Arquitetura — Gesiel Soares e Raphael Barbosa — que traduz maturidade como permanência e consciência. Inspirado pelo litoral de João Pessoa e pelo pôr do sol da praia do Jacaré, o ambiente integra natureza e cidade, passado e presente.

Para seus criadores, contemplar o mar diariamente é ritual de sabedoria, e o linho, material que envelhece com beleza, simboliza o tempo. Daí a ideia de valorizar o essencial por meio de madeira e pedra, paleta de cores em branco e off-white e iluminação indireta e discreta.

O mobiliário sustenta os conceitos de elegância e simplicidade. Entre os destaques estão o sofá Nouvel em linho, a coluna de jantar Tibau com tampo em cistral, a poltrona Calixto, a mesa de centro Lamai e a cadeira Luang, compondo um conjunto atemporal e acolhedor.

Roberta Zimmermann (@robertapzimmermann)

O “Living do Essencial”, assinado por Roberta Zimmermann, busca abordar a maturidade em sua dimensão mais pura. Inspirado pela leitura de “Um Novo Mundo”, de Eckhart Tolle, o projeto reflete a busca por paz interior e serenidade.

Entre brancos, off-white e cinzas, a paleta quase monocromática reforça a atmosfera de calma almejada. Madeira natural, pedra e linho criam materialidade honesta, remetendo ao eterno e ao essencial, enquanto a luz difusa convida à introspecção.

Móveis como as poltronas Pasar e Monovar traduzem o desejo de repouso e reflexão. A coluna de jantar Pantar e as cadeiras Batar reforçam a ideia de permanência e legado, enquanto a mesa de centro Pandia organiza o espaço com equilíbrio entre forma e função.

SERVIÇO
Mostra Artefacto Beach & Country 2026

📍 Endereço:
Av. Brasil, 1823 – Jardim América
São Paulo – SP

🕒 Horário de funcionamento:
Segunda a sábado, das 10h às 19h

🌐 Site:
www.artefacto.com.br

📲 Instagram:
@artefactobc

🎟 Entrada:
Gratuita