Como fortalecer sua marca online e vender mais

Especialista dá dicas para posicionar melhor a empresa online e atrair mais clientes

As vendas online, que já eram uma realidade em crescente e rápida ascensão no país, apresentaram números expressivos durante a pandemia da COVID-19. Segundo um levantamento feito pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), foram abertas mais de uma loja virtual por minuto desde o início do isolamento social, em março. Mais de 107 mil novas empresas foram criadas na internet em pouco mais de dois meses.

Com a concorrência acirrada no mercado online, as empresas precisam estabelecer estratégias para se comunicar com seus públicos. Segundo o especialista em marketing e estratégia de negócios, Frederico Burlamaqui, a presença online precisa ser planejada, estruturada e embasada em pesquisas e conhecimento técnico. “Quem não é visto não é lembrado. As marcas precisam traçar estratégias para aparecer e estarem disponíveis para seus clientes”, explica. Confira as dicas do especialista para se manter presente no mundo online:

1- Tenha um site otimizado para os mecanismos de busca. Uma página na internet ainda é essencial para qualquer empresa. Ela é a sua casa e precisa estar organizada para ser funcional. Invista em ter um site com conteúdos otimizados com SEO, para conseguir ranqueamento e posicionar seu produto e serviço no topo dos resultados de busca;

2- Esteja presente nas redes sociais. Facebook, LinkedIn, Instagram, TikTok. Priorize a criação de conteúdo para as redes nas quais seu consumidor se encontra mais predisposto para a compra e/ou construção de afinidade com sua marca.

3 – Invista em Google Ads e tráfego pago. Sabe aquelas empresas que são destaque na página do Google, que aparecem primeiro nas pesquisas? Que surgem nas páginas das redes sociais sem você ser seguidor? Todas elas investem recursos no Google Ads e em tráfego pago nas redes sociais. Hoje, com pouco investimento, já é possível conseguir um bom alcance, posicionamento e impactar um maior número de clientes;

4 – Crie conteúdos exclusivos. Criar uma identificação com seu cliente, empatia e oferecer para ele informação de qualidade, são ações essenciais para gerar um vínculo e fidelidade com seu consumidor. Os conteúdos disponíveis da sua empresa, seja no site, redes sociais, e-mail marketing ou qualquer outra forma de comunicação, devem ser exclusivos e direcionados para os clientes;

5 – Defina seu público. Se você não sabe quem é o seu público, como vai se comunicar com essas pessoas? Conheça o seu mercado, tenha claro o que o seu produto ou serviço proporciona ao cliente e realize pesquisas. Sabendo quem é e onde está o seu consumidor, é possível criar campanhas e ações mais direcionadas para o negócio. Ferramentas digitais, como o Google Trends ou o Google Think Insights podem ajudar também nessas ações, porém é de maior importância conhecer o comportamento do seu consumidor no todo.

7 - Invista na relevância e no fortalecimento da sua marca. Tenha uma personalidade do negócio clara e bem definida, que seja relevante para o público que se destina a atender. Incentive recomendações públicas e crie afinidade com uma ótima entrega, pois as pessoas tendem a preferir marcas pelas quais sentem afinidade e/ou já tiveram experiências positivas.

O índice MCC-ENET, desenvolvido pelo Comitê de Métricas da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) em parceria com o Movimento Compre & Confie, aponta que as vendas online mais que dobraram (137,35%) ao comparar maio de 2020 com o mesmo período do ano passado, e o faturamento do setor, no mesmo período, seguiu essa tendência, com alta de 127,77%.

Burlamaqui alerta para a importância de planejar de forma estruturada e embasada a presença digital das empresas. “Mais do que postar com frequência nas mídias sociais, o mais importante é se destacar positivamente na percepção do consumidor e gerar confiança", afirma, lembrando que pode levar anos para construir a reputação de uma empresa, mas segundos para acabar com ela. “O marketing deve ser focado na construção de uma marca forte, com o objetivo de encantar o cliente, gerando desejo pelo produto ou serviço que a empresa oferece”, finaliza.

Sobre Frederico Burlamaqui Marketing & Estratégia:

Consultoria de marketing e estratégia de negócios mais recomendada no Sul do Brasil, segundo o Google Places, a Frederico Burlamaqui Marketing & Estratégia atua nas áreas de marketing, estratégia de negócios, fortalecimento de marcas e inovação. Com metodologia única, atua capacitando empresas e estruturando processos para que os clientes sejam vistos e desejados pelo seu público alvo, ampliando assim o faturamento, com maior vantagem competitiva na área de atuação. A empresa conta com escritórios em Curitiba, São Bento do Sul e Porto Alegre.

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Segurança cicloviária ainda é uma questão em desenvolvimento no Brasil

Infraestrutura necessária é implementada a passos lentos nos grandes centros urbanos do país

Curitiba, maio de 2020 – Entre vários avanços necessários quando se fala em segurança viária no Brasil, os que atendem aos ciclistas seguem no topo na lista de urgências. Segundo o Ministério da Saúde foram, em média, 1,4 mil óbitos de ciclistas por ano entre 2004 e 2017. “Temos assistido incidentes trágicos com mortes de ciclistas nas pistas para ônibus, colisões entre automóveis e ciclistas, com a falta de local adequado para circulação de bicicleta no dia a dia”, cita Goura Nataraj, que há mais de 10 anos apoia ações em prol da mobilidade urbana e atualmente é deputado estadual por Curitiba.

Segundo ele, é preciso proporcionar uma infraestrutura urbana que possibilite maior segurança aos usuários de bicicletas, com implantação, manutenção e ampliação de um sistema com ciclovias, ciclofaixas e bicicletários, além de integrar este sistema quando houver uma obra em uma via pública. “Quando uma rua vai ser recapeada já pode-se redesenhá-la pensando no ciclista, mas não é isso que está acontecendo”.

Ele cita que em países da Europa não há somente investimento na ciclomobilidade, mas a visão de que a bicicleta não representa apenas transporte, mas também bem-estar. “Em cidades como Copenhagen (Dinamarca) e Amsterdã (Holanda) o poder público dá prioridade na liberação de vias para bicicletas antes das vias de carros. Há nesses países um entendimento de que a bicicleta é importante para a saúde e para o meio ambiente. Por aqui vamos na contramão com, por exemplo, alargamento de faixas para automóvel e implantação de binários, que aumentam a velocidade sem levar em consideração a inclusão de outros meios de transporte”, questiona.

Mesmo com a demora deste entendimento no Brasil há cidades com uma questão cicloviária mais desenvolvida. “Em Fortaleza vemos uma continuidade do trabalho, focado na inclusão e segurança dos ciclistas, independente da mudança de gestão municipal. Mas São Paulo saiu na frente. Ninguém imaginava que um dia haveria uma ciclovia na Avenida Paulista e, mesmo com mudança de gestão e de várias críticas, a ciclovia é muito utilizada e tem conexões com outras redes cicloviárias da cidade. No Paraná, Maringá está implantando um plano cicloviário com ciclovias seguras e Umuarama tem planos de implantar 30 km de ciclovias, o quê, para escala do município, vai ser revolucionário, algo muito grande”, diz.

Incentivos ao uso da bicicleta

Mais do que investimento em infraestrutura é necessário conhecer o perfil do ciclista e suas necessidades. Em Curitiba (PR) a Associação Ciclo Iguaçu contribuiu com uma ampla pesquisa nacional mostrando que as pessoas usam a bicicleta para trabalhar, para ter economia e vantagens nos deslocamentos, entre outras informações. “A grande crítica é a insegurança no trânsito, a falta de infraestrutura, e a falta de um estímulo maior para que, por exemplo, um pai deixe seu filho ir para escola de bicicleta com tranquilidade. Ainda estamos longe deste patamar porque não há o devido investimento e cultura social de segurança”, avalia Goura.

Entre os estímulos também estão conectar polos geradores de tráfego, integração modal e sistemas de bicicletas compartilhados.

É importante salientar que investimentos na área não somente geram mais segurança para ciclistas, mas também podem contribuir para melhorias no trânsito em geral. “Não é questão de demonizar o automóvel, mas de dizer que a dependência do automóvel nos deslocamentos urbanos não é saudável, tanto para o indivíduo quanto para o coletivo”, defende.

Além de ações diretamente relacionadas aos ciclistas, há conquistas entre motoristas. “Desde 2011, das 30 questões da avaliação teórica pela qual passam todos os candidatos à habilitação, duas são sobre artigos do Código de Trânsito Brasileiro que dizem respeito especificamente aos ciclistas. Foi uma conquista da Ciclo Iguaçu. Tem que ter equilíbrio entre bicicletas e veículos motorizados”, pontua.

Luiz Gustavo Campos, diretor e especialista em trânsito da Perkons vê a questão cicloviária como urgente e como uma grande contribuição para a segurança de todos. “O trânsito deve ser democrático e promover o convívio saudável entre os usuários. A conscientização sobre a necessidade de uma cultura cicloviária dialoga com engenharia de tráfego, que preza pela segurança de todos que se deslocam pelas cidades”, destaca.