Primeira orquestra feminina do Brasil apresenta “Sinfonia das Águas” no MON

Ladies Ensemble faz uma viagem musical pelas águas que trouxeram os imigrantes ao Paraná, com participação da soprano Orly Bach e da bailarina Amanda Roberta

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A Ladies Ensemble, primeira orquestra profissional do Brasil formada exclusivamente por mulheres,
apresenta o espetáculo “Sinfonia das Águas”, no dia 7 de novembro, no MON, em Curitiba.
Entrada gratuita. Foto: Paulo Rapoport

A orquestra Ladies Ensemble, primeira orquestra profissional do Brasil formada exclusivamente por mulheres, apresenta o espetáculo "Sinfonia das Águas" no sábado, 7 de novembro, às 16h, no vão livre do Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba. A entrada é gratuita. *Em caso de chuva, a apresentação será transferida para o Auditório Poty Lazzarotto, no MON.

O concerto une música e natureza e tem a água como fio condutor. O repertório percorre mares e rios para contar a história dos imigrantes que atravessaram oceanos e trouxeram culturas que ajudaram a formar o Brasil e o Paraná. São obras que misturam tradição e inovação e celebram a diversidade cultural que moldou a identidade paranaense.

O fio condutor é inspirado em histórias reais de imigrantes europeus que ajudaram a construir o Paraná. Criado com apoio da Sanepar, o espetáculo estreou em Ponta Grossa em setembro de 2025, passou por Castro e teve sua primeira apresentação em Curitiba em dezembro, também no MON. Agora volta à cidade para uma nova apresentação gratuita.

"Apresentamos um repertório de música clássica que traz composições de alguns dos países que formaram nossa identidade multicultural, passando por nações como Alemanha, França, Espanha, Portugal, Itália e Ucrânia, além de composições árabes e do Brasil. Como todos os imigrantes naquela época — século XIX — vieram pelo mar e se deslocavam muito por rios, costuramos o repertório com músicas que também relembram a poesia das águas", explica Fabíola Bach Akel, fundadora e diretora artística da Ladies Ensemble.

O programa reúne "O Carnaval dos Animais – Aquário" e "O Carnaval dos Animais – O Cisne" (Camille Saint-Saëns), "Canção do Mar" (eternizada na voz de Dulce Pontes), "Os Barqueiros do Volga" (Mily Balakirev), "Ondas do Danúbio" (Ion Ivanovici), "España Cañi" (Pascual Marquina Narro), "Aqua Marine" (Paco Cepero), o Intermezzo de "Cavalleria Rusticana" (Pietro Mascagni), "Ya Rayah" (Rachid Taha), "Salut d'Amour" (Edward Elgar), a música folclórica ucraniana "Bukovyns'kyy Skrypal" e "Rio Paraná" (Telmo de Lima Freitas).

Voz e dança no palco

A soprano Orly Bach é a solista convidada. Ela já integrou a primeira temporada do espetáculo e volta a dar voz às canções do programa.

A dança fica por conta da bailarina Amanda Roberta. Formada em ballet clássico pela Cecconello Escola de Dança, ela integrou a Cia. Jovem do Teatro Guaíra e estagiou na Cia. de Dança de Curitiba. Dançou ao lado de Ana Botafogo em duas montagens: "O Quebra-Nozes" (2022) e "Giselle" (2026). Também atua como professora de dança e atriz.

A regência é do maestro Alexandre Brasolim e a direção artística, de Fabíola Bach Akel.

Sobre a Ladies Ensemble

Fundada em 2009 em Curitiba pela violista Fabiola Bach Akel, a Ladies Ensemble nasceu como um noneto e se tornou a primeira orquestra profissional formada só por mulheres no país. É também a única orquestra brasileira com instrumentos orientais em sua formação.

Há seis anos, a orquestra mantém uma programação anual no Auditório Regina Casillo, sua "casa" oficial, em parceria com o Solar do Rosário. A temporada é um projeto do Solar do Rosário, que abriu o auditório para receber a Ladies Ensemble e levar música clássica de forma contínua ao público de Curitiba.

Em um meio com pouca presença feminina em posições de liderança, o grupo mostra que mulheres podem ser protagonistas em uma orquestra. Entre seus projetos estão o "Concerto das Rosas" (2017–2018), que arrecadou fundos para a compra de próteses mamárias, e o concerto cênico "Carmen encontra Butterfly" (2022), sobre violência e objetificação da mulher. A orquestra já se apresentou na Sala São Paulo, a convite da Fundação OSESP, e soma mais de 300 mil pessoas alcançadas em apresentações pelo Paraná e por Santa Catarina.

Formação de plateia, democratização da música clássica e formação de novas musicistas orientam o trabalho do grupo.

O projeto "Sinfonia das Águas" é realizado pela Ladies Ensemble, Ministério da Cultura e Governo Federal, por meio da Lei Rouanet, com patrocínio da Sanepar e do Governo do Estado do Paraná. O apoio é do Solar do Rosário, Auditório Regina Casillo, Alcion Bubniak e Cia da Roupa.

SERVIÇO

"Sinfonia das Águas", com a orquestra Ladies Ensemble

Regência: Alexandre Brasolim | Direção artística: Fabiola Bach Akel
Solistas: Orly Bach (soprano) e Amanda Roberta (bailarina)
Quando: sábado, 7 de novembro de 2026, às 16h

Onde: vão livre do Museu Oscar Niemeyer (MON) — Rua Marechal Hermes, 999 - Centro Cívico / Curitiba

*Em caso de chuva, a apresentação será transferida para o Auditório Poty Lazzarotto, no MON (mesmo endereço)

Entrada: gratuita Instagram: @ladiesensemble

Museu Oscar Niemeyer realiza exposição do artista Bispo do Rosário

A exposição “Sonoridades de Bispo do Rosário”, com mais de 100 obras, estará disponível ao público a partir do dia 5 de julho, na Sala 6 do Museu Oscar Niemeyer (MON). A mostra coloca o legado de Arthur Bispo do Rosário em diálogo com outros artistas cujos processos criativos foram influenciados por ele e pela convivência com a Colônia Juliano Moreira, onde Bispo do Rosário passou a maior parte da vida como interno. A curadoria é de Luiz Gustavo Carvalho.

“Ao realizar esta exposição, o MON propõe ao espectador uma profunda reflexão sobre o que é arte e o seu papel transformador”, comenta a diretora-presidente do Museu, Juliana Vosnika.

“Celebrado e reconhecido postumamente no Brasil e no exterior, num processo incomum, ausente de formação acadêmica, Bispo do Rosário produziu a partir de materiais inusitados, transformando sua genialidade em instalações surpreendentes, comparáveis à obra de Marcel Duchamp ao mostrar que a arte é possível também a partir da simplicidade de objetos do cotidiano”, afirma.

Evocando os aspectos sonoros e poéticos presentes na obra do artista, os diversos objetos, instalações, colagens, assemblages e estandartes presentes na exposição dialogam com a obra visual, performática e poética de outros artistas que integram a exposição, deixando evidente o impacto de seu legado no cenário da arte contemporânea.

São eles: Antônio Bragança, Stella do Patrocínio, Leonardo Lobão, Paulo Nazareth, Marlon de Paula, Rick Rodrigues, Eduardo Hargreaves, Fernanda Magalhães e Guilherme Gontijo Flores.

Arthur Bispo do Rosário (1909-1989) foi interno da Colônia Juliano Moreira (RJ), um dos maiores hospitais psiquiátricos do país no século passado, durante boa parte de sua vida. Carregou vários estigmas de marginalização social ainda vigentes em nossa sociedade – negro, pobre, louco, asilado em um manicômio – e conseguiu, na sua genialidade, subverter a lógica excludente proposta, a partir da sua obra.

A sua cela no Núcleo Ulisses Vianna, em vez de ser um lugar de confinamento, passou a ser ateliê e espaço de investigação. “Ele defendia os seus trabalhos com obstinação (...). Em um mundo ensurdecido pelo caos da normalidade e no qual as vozes são abafadas, Arthur Bispo do Rosário vê a necessidade de gritar”, explica Carvalho.

Durante anos, o artista desfiou os uniformes azuis do hospício, em um ato de subversão e lucidez contra a prisão manicomial, para em seguida transformá-los, bordando, rebordando, juntando, consertando, escrevendo, ocultando e criando catálogos e cartografias que ultrapassam as fronteiras entre o real e o imaginário, o visível e o invisível, o consciente e o inconsciente.

“Não podemos deixar de perguntar: como foi possível a uma pessoa que passou décadas enclausurada em um sistema manicomial que via como regra a exclusão do indivíduo ter nos legado uma obra de importância singular, em âmbito mundial, em pleno século 20?”, indaga o curador da exposição.

Centenas de exposições nacionais e internacionais feitas ao longo das últimas décadas em torno do seu trabalho mostram o incrível alcance de sua obra. Bispo do Rosário foi tema de livros, filmes e peças de teatro, entre outras vertentes artísticas.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Serviço
Exposição “Sonoridades de Bispo do Rosário”
A partir do dia 5/7
Sala 6

www.museuoscarniemeyer.org.br

MON divulga oficinas e mediações educativas do mês de junho

O mês de junho será repleto de atividades educativas gratuitas no Museu Oscar Niemeyer (MON), como oficinas artísticas e mediações.

O calendário terá início no dia 7/6, com uma oficina em que o público poderá experimentar as diversas possibilidades de criação com um único material: o carvão. A atividade acontecerá em duas sessões: 13h30 e 15h30.

Em 14/6, às 14h, os visitantes serão convidados para uma mediação na mostra “Ásia: a Terra, os Homens, os Deuses”. Em cartaz na Sala 5 do MON, a exposição está em sua terceira edição, que tem como tema “Colonialismo”.

Uma oficina artística de guache e nanquim acontecerá em 21/6. A atividade será inspirada nas gravuras água-tinta de Poty Lazzarotto. Nela, os participantes vão simular o processo do artista com uma técnica experimental. A atividade ocorrerá em dois períodos: 13h30 e 14h.

Por fim, em 28/6, às 15h, será a vez de uma visita mediada pela exposição “África, Expressões Artísticas de um Continente”. Assim como a mostra asiática, essa exibição reúne peças de valor histórico e artístico imensurável, que compõem a coleção permanente do MON.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Serviço
Programação MON Educativo de junho

Oficinas
“Laboratório de Experiências: Carvão”
7 de junho
Sessão 1: 13h30 às 15h / Sessão 2: 15h30 às 17h
Espaço de Oficinas

“Guache Lavado”
21 de junho
Sessão 1: 13h30 às 15h / Sessão 2: 15h30 às 17h
Espaço de Oficinas

Mediações
“Ásia: a Terra, os Homens, os Deuses”
14 de junho
15h
Sala 5

“África, Expressões Artísticas de um Continente”
28 de junho
15h
Sala 4

*As oficinas são recomendadas para maiores de 5 anos, mas a participação de um adulto é obrigatória durante as atividades. As inscrições são liberadas 15 minutos antes e por ordem de chegada na fila, sujeitas a lotação. Todas as atividades são gratuitas.

Museu Oscar Niemeyer
www.museuoscarniemeyer.org.br