Cresce o número de brasileiros com dor nas costas

Especialistas em neurologia e ortopedia do Pilar Hospital ressaltam a importância do tratamento para evitar que se torne um problema crônico

Curitiba, abril de 2022 – Oito a cada dez brasileiros sofrem com dor nas costas. Depois de dois anos de pandemia, com trabalhos e aulas em home office, pouca atividade física, falta de ergonomia nos ambientes residenciais, o problema pode ser ainda maior. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a dor na coluna atinge 80% da população e em 2020, foi um dos termos mais pesquisados no Google. A preocupação aumenta quando boa parte dos pacientes se automedica.
A neurologista do Pilar Hospital, e coordenadora do Pronto Atendimento de Neurologia, Claudia Panfilio, explica que a lombalgia (famosa dor nas costas) frequentemente é um problema postural, isto é, causado por uma má posição para sentar, para se deitar, para se abaixar no chão ou para carregar algum objeto pesado. “Outras vezes pode ser causada por inflamação, infecção, hérnia de disco, escorregamento de vértebra, artrose (processo degenerativo de uma articulação) e até emocional”, comenta.
A coordenadora diz ainda a doença se apresenta de duas maneiras: aguda e crônica. “A forma aguda é o ‘mau jeito’. A dor é forte e aparece subitamente depois de um esforço físico. Ocorre na população mais jovem. A forma crônica geralmente acontece entre os mais velhos; a dor não é tão intensa, porém é quase permanente”, destaca.
O ortopedista Luiz Renato Brand, coordenador do Pronto Atendimento de Ortopedia do Pilar Hospital comenta que é preciso tratar para evitar que se torne um problema crônico. “Muitos fatores são importantes para a prevenção, entre eles, a correção postural, principalmente, na maneira de sentar no trabalho e na escola. Na fase aguda muitos exercícios físicos não são indicados, porém, após o final da crise, a prática regular de atividades apropriadas é importante. Quando fizer exercício com pesos na ginástica, por exemplo, é preciso proteger a coluna deitando ou sentando com apoio nas costas. Sempre evitar carregar peso. Não permanecer curvado por muito tempo. Quando se abaixar no chão deve-se dobrar os joelhos e não dobrar a coluna. Evitar usar colchão mole demais ou excessivamente duro”, esclarece.
Qual especialista procurar?
Muitos pacientes não sabem, mas os problemas na coluna podem ser tratados individualmente por neurologistas e ortopedistas, mas também em conjunto, principalmente, os casos crônicos e mais graves, a união das duas especialidades pode fazer a diferença na qualidade de vida dos pacientes. “Nem todos os casos são tratados cirurgicamente, mas, quando há essa necessidade é importante que o paciente esteja bem informado sobre as técnicas avançadas para o tratamento, o uso da tecnologia, como a robótica, microscópios que geram imagens em 3D e ampliam o campo de visão do cirurgião, tudo isso ajuda para uma cirurgia em menor tempo e uma recuperação do paciente mais rapidamente para que possa retomar suas atividades cotidianas”, ressalta a neurologista Claudia Panfilio.
Luiz Renato Brand, que é especializado em ortopedia e traumatologia, destaca que o importante é que o paciente não ignore a dor. “Muitas vezes o paciente fica com medo de ir ao Pronto Atendimento ou hospital ou pensa que pode tratar a dor em casa, se automedicando, pois isso pode agravar ainda mais o caso. A dor nas costas é algo bastante sério e hoje uma das principais causas de afastamento do trabalhador das suas atividades laborais, por mais de 15 dias, segundo ranking do INSS, então, procurar orientação médica sempre é importante para fazer o tratamento adequado”, comenta.

Pronto Atendimento de Ortopedia e Neurologia do Pilar Hospital
A emergência do Pilar Hospital tem como suporte ampla variedade de exames diagnósticos, além da retaguarda da Instituição para internamento com apartamentos e leitos de UTI. A estrutura inclui ainda um Centro Cirúrgico equipado com alta tecnologia para neurocirurgia e cirurgias ortopédicas, além do Pilar Centro Médico, que é uma extensão da instituição, localizado a poucos metros do hospital, onde os pacientes, após o passar pelo Pronto Atendimento, terão acesso às superespecialidades das duas áreas. O objetivo é que os pacientes possam dar continuidade ao tratamento, dois mais simples aos mais complexos, em ambientes integrados e extensivos.
O Pilar Hospital conta com a presença de médicos especialistas em neurologia e ortopedia, titulados com RQE (registro no CRM), em sistema de plantão no Pronto Atendimento, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h. Nos demais horários em regime de sobreaviso.

Quanto mais rápido o atendimento, menores as chances de sequelas em caso de AVC

Neurologista do Pilar Hospital esclarece dúvidas sobre o acidente vascular cerebral

Curitiba, maio de 2022 – O rápido atendimento médico pode minimizar a chance de sequelas nos casos de AVC – Acidente Vascular Cerebral, por isso, é importante saber como reconhecer os sintomas da doença e quais os primeiros cuidados a tomar. Segundo dados do Ministério da Saúde, o AVC é responsável por, aproximadamente, 100 mil mortes por ano em todo o país.
De acordo com a coordenadora do Pronto Atendimento de Neurologia do Pilar Hospital em Curitiba, Claudia Panfilio, o AVC é uma doença caracterizada pelo aparecimento de um sintoma neurológico súbito, provocado por uma alteração da circulação no sistema nervoso central, seja no cérebro ou na medula espinhal. Existem duas formas de manifestação da doença: o AVC isquêmico, que é uma obstrução ou redução brusca do fluxo sanguíneo em uma artéria cerebral, causando falta de circulação no seu território vascular, e o AVC hemorrágico – uma ruptura espontânea de um vaso, com extravasamento de sangue para o interior do cérebro.
“Entre os principais mecanismos associados ao AVC estão a aterosclerose, causada pelo depósito de placas de gordura nas artérias, que obstruem, progressivamente, os vasos sanguíneos, causando sua interrupção, e algumas doenças cardíacas, uma vez que produzem coágulos no interior do coração e que, se não diagnosticados e tratados, podem se descolar pela corrente sanguínea e causar oclusão nos vasos cerebrais”, afirma a neurologista.
Sintomas e rápido atendimento em Pronto Atendimento
Dra Claudia Panfilio alerta que as pessoas devem estar atentas para os sintomas que podem auxiliar na identificação da doença. Entre eles estão: fraqueza ou formigamento do rosto, perna ou braço (especialmente em apenas um lado do corpo); confusão, compreensão ou falas alteradas; modificações observadas na visão, equilíbrio, coordenação ou andar. Além disso, tonturas e dores de cabeça súbitas e intensas, sem causa aparente, também podem ser sinais de início do desenvolvimento de um AVC.
Caso sejam verificados estes sintomas, a pessoa deve ser encaminhada com urgência para um hospital que possua uma equipe médica capacitada e especializada em doenças cerebrovasculares, com Pronto Atendimento Neurológico. Pacientes com AVC isquêmico, o mais comum, quando atendidos até 4,5 horas após o início dos sintomas, podem ser medicados com um remédio que dissolve o coágulo e minimiza a chance de sequelas.
Atendimento imediato
Para minimizar as sequelas da doença é preciso que o atendimento seja imediato e eficiente. Por isso, buscar ajuda médica especializada, que consiga fazer um diagnóstico ágil e preciso, é fundamental. “Em um Pronto Atendimento especializado, como o do Pilar Hospital, a equipe está preparada para reconhecer, rapidamente, os indicativos de que o paciente pode estar sofrendo um AVC, com isso, aumentam-se as chances de tratar os sintomas e prevenir as sequelas. Além disso, ter à disposição exames, UTI e Centro Cirúrgico com a mais alta tecnologia, se necessário, auxiliam muito no tratamento individualizado”, explica a especialista.
O Pilar Hospital conta com a presença de médicos especialistas em neurologia no Pronto Atendimento, titulados com RQE (registro no CRM), em sistema de plantão, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h. Nos demais horários em regime de sobreaviso.
Pós-AVC
Segundo a neurologista, aproximadamente 70% dos pacientes que foram acometidos por um AVC apresentam sequelas, por isso estas pessoas devem ter um acompanhamento médico constante. Em alguns casos, o paciente também deve ser assistido por uma equipe multidisciplinar (fisioterapeuta, psicóloga e fonoaudióloga), que auxiliará na reabilitação, reinserção na sociedade e na retomada das atividades de rotina.

Como prevenir
A evolução de um AVC está diretamente ligada a fatores de risco – cuja incidência tem se tornado cada vez maior na população –, tais como pressão alta, diabetes, tabagismo, obesidade, sedentarismo e hipercolesterolemia (quantidades de colesterol acima do normal no sangue). “Para se prevenir o AVC, as pessoas devem buscar controlar os fatores de risco citados, praticar uma atividade física e manter hábitos de vida saudáveis”, aconselha a médica.