5 cuidados para um Verão mais saudável

Segundo especialista, com o aumento das temperaturas os cuidados com a saúde precisam ser redobrados

CURITIBA, 08/01/2020 – O Verão é sem dúvidas a estação mais aguardada do ano pela grande maioria da população. Praia, piscina e viagens animam os brasileiros. Porém, segundo o Dr. Aier Adriano Costa, coordenador da equipe médica do Docway (www.docway.co), devido ao aumento das temperaturas, radiação solar e desidratação alguns cuidados com a saúde devem redobrados. Para facilitar essa tarefa, o médico separou algumas dicas especiais para que o Verão seja tranquilo para todos.

Beba muita água: segundo o médico, nesta época do ano nosso organismo tende a perder mais líquidos e sais minerais, já que transpiramos em maior quantidade para manter a temperatura do corpo controlada, o que pode causar distração. “Consuma pelo menos 2 litros de água e evite o excesso de bebidas alcoólicas ou refrescos muitos doces, já que eles podem acelerar o processo de desidratação”, explica.

Alimentação rica em frutas, verduras e legumes: é sempre bom optar por uma alimentação mais leve (menos energética) e por alimentos ricos em vitaminas e ricos sais minerais, que fornecem um reforço necessário para o nosso organismo, evitando várias doenças.

Evite o sol entre das 10h às 15h: esse é o período de maior radiação solar, por isso é bom evitar ficar expostos ao sol durante esse horário, já que os riscos de queimaduras e câncer de pele aumentam.

Use protetor solar: utilize o protetor sempre 20 minutos antes de sair de casa. Além disso, ele deve ser reforçado a cada duas horas, principalmente se você estiver na praia ou na piscina.

Abuse dos acessórios: chapéus, bonés e óculos são muito bem-vindos. Sapatos abertos e roupas leves também são aliadas, de preferência as roupas claras, que ajudam a evitar a radiação solar, evitando doenças.

Para finalizar, o Dr. Aier Adriano Costa lembra que os cuidados com idosos, crianças e pessoas com problemas cardíacos e pressão alta devem ser ainda maiores, já que eles estão mais suscetíveis aos problemas causados pelas altas temperaturas. “Aproveite o Verão para se divertir, melhorar seus hábitos e praticar atividades físicas. Mas não esqueça da saúde, principalmente se fizer parte de grupos de risco, que exigem cuidados ainda maiores”, completa o Dr. Aier Adriano Costa.

Casos de sarampo avançam 1.044% no Paraná

Casos de sarampo avançam 1.044% no Paraná
Em 30 dias, os registros da doença em território paranaense cresceram assustadoramente segundo dados da Sesa

CURITIBA, 11/10/2019 – A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) acaba de divulgar um novo Informe Epidemiológico referente aos casos de sarampo. Cada vez mais alarmantes, os casos avançaram 1044% em apenas 30 dias, entre 10 de setembro e 10 de outubro. Agora, o Paraná já registra 103 casos confirmados da doença em 2019. Segundo o informe, a Região Metropolitana de Curitiba concentra quase a totalidade dos casos. Apenas em Curitiba, 80 pessoas estão infectadas.

O sarampo é uma doença considerada de contágio fácil, similar ao da gripe, com a transmissão feita por meio de tosse, fala ou contato íntimo. Outro fator que agrava as chances de epidemia é que um paciente contaminado pode transmitir o vírus para, em média, 18 pessoas. Entre os principais sintomas do sarampo estão manchas vermelhas na pele, tosse persistente, manchas brancas na parte interna da bochecha e irritação nos olhos. “As vacinas são consideradas um dos grandes avanços da medicina e salvam vidas todos os dias há mais de 200 anos. Doenças como o sarampo, já vencidas, retornam em surtos por conceitos equivocados de ‘movimentos antivacinas’, gerando um retrocesso na saúde”, explica o Dr. Aier Adriano Costa, clínico geral e coordenador médico da Docway.

A doença pode ocasionar febre, convulsões, infecções, conjuntivite, perda de apetite, diarreia e, em casos mais graves, até lesão cerebral e infecções no encéfalo. A enfermidade é considerada de maior risco para crianças menores de 5 anos, podendo causar meningite, encefalite e pneumonia. “Em casos mais graves, o sarampo pode ocasionar até a morte do paciente. Em locais onde a vacinação ainda não está implantada nos sistemas de saúde, a doença está entre as principais causas de morte de crianças de até 5 anos de idade”, afirma o médico.

Sem um tratamento específico, a única prevenção garantida é a vacinação. “A doença pode ser prevenida por meio da vacina tríplice viral contra sarampo, caxumba e rubéola. Uma dose gera imunidade em aproximadamente 93% dos vacinados. O emprego de duas doses possui eficácia de proteção em torno de 97%”, explica Deivis Junior Paludo do grupo Diagnósticos do Brasil. De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunização e o Ministério da Saúde, a primeira dose deve ser aplicada aos 12 meses de vida e a segunda aos 15 meses, que pode ser substituída pela vacina tetravalente. “A vacina contra o sarampo é altamente efetiva e com certeza a melhor forma de prevenir a doença”, confirma o Dr. Aier.

Apesar de, na maioria dos casos, o diagnóstico do sarampo ser feito por meio de avaliação clínica, o especialista do Diagnósticos do Brasil ressalta que está disponível no mercado nacional o exame que identifica a doença. “Ele é realizado por meio da sorologia, que detecta a presença de anticorpos IgM e IgG específicos, com resultados em até 10 dias úteis”, explica Deivis.

Em 2016, o Brasil recebeu o certificado de erradicação do sarampo, emitido pela Organização Pan-Americana de Saúde, mas o título foi retirado em fevereiro deste ano após a verificação do surto ocorrido em 2018. O motivo da epidemia da doença é extremamente preocupante, pois se resume à redução da cobertura vacinal, proporcionando um ambiente populacional menos protegido ao vírus. Na cidade de São Paulo, por exemplo, a cobertura vacinal chegou a ser em torno de 100%, em 2014, mas caiu para 90% no ano passado.

“A vacina contra o sarampo integra o calendário nacional de vacinação, e é de extrema importância que a população retome seus cuidados em segui-lo à risca. Afinal, esta é a única maneira comprovada de se prevenir contra essa e muitas outras doenças que podem ter consequências graves”, reforça Deivis. O Ministério da Saúde indica que crianças de seis meses a um ano de idade, que vão se deslocar para municípios que apresentem surto ativo de sarampo, devem ser vacinadas contra a doença pelo menos 15 dias antes da data da viagem.

Adultos que ainda não foram imunizados contra o sarampo, também devem seguir as indicações das autoridades: pessoas de até 29 anos devem receber duas doses para a imunização. “Para a população entre 30 e 49 anos, o indicado é que recebam uma dose da vacina tríplice viral. A exceção fica para pessoas imunodeprimidas, acima 50 anos ou mulheres grávidas, que não devem tomá-la”, completa o Dr. Aier.