“Anti-restaurante”, Madá vira grande fenômeno da gastronomia de Curitiba e recebe mais de 3 mil clientes por mês

Com conceito rústico, a pizzaria que nasceu em espaço duvidoso é hoje considerada a melhor da cidade, com receitas idênticas às encontradas na Itália

CURITIBA, 18/08/2023 – Longe das ruas com grande aglomeração, o Centro de Curitiba guarda uma saborosa surpresa nos fundos de uma charmosa galeria escondida. Sem placa de sinalização ou qualquer indicativo de que há um restaurante no local, o Madá Pizza & Vinho, pizzaria napolitana criada pelo badalado chef Beto Madalosso e seu sócio Renan Vargas, funciona todas as noites em um espaço logo atrás de uma loja de roupas.

Apesar da localização curiosa e até então pouco viável para um empreendimento de sucesso, o Madá conquistou os curitibanos com seu conceito “anti-restaurante”, também chamado de restaurante secreto. O espaço oferece um ambiente intimista e aconchegante, totalmente remodelado nos moldes "faça você mesmo”, com luz baixa e paredes de tijolo à vista. O sucesso é tanto que a casa atende, mensalmente, mais de 3 mil clientes, mesmo com espaço reduzido de mesas e cadeiras.

“O Madá nasceu como uma trattoria no estilo economia colaborativa: com mobiliário usado e espaço dividido com outras lojas. Um novo conceito de empreendimento, focado 100% na experiência e na gastronomia de qualidade”, explica o chef Beto Madalosso. “E quando o tempo permite, o ambiente externo oferece uma opção extra para curtir a noite, com lareira, muros com plantas e parreiras, além da música de estilo alternativa e dos aviões que ficam na rota”, conta.

Hoje, três anos após sua abertura, o ambiente charmoso não é mais o único diferencial da casa. As pizzas do Madá são consideradas as melhores da capital paranaense, com massa de fermentação natural e receita idêntica às encontradas na Itália. Além disso, todos os ingredientes secos e não perecíveis utilizados na cozinha são importados do “país da bota”, entre eles a farinha da marca Petra: mais proteica, com mais fibras e de coloração acinzentada.

“Todas as nossas pizzas são produzidas artesanalmente. Elas passam 48h fermentando de forma natural, em seguida são abertas manualmente e delicadamente recheadas, para então serem levadas ao forno, também importado da Itália, à uma temperatura de 400ºC. Quando a borda começa a chamuscar, significa que está pronta”, comenta.

Entre os destaques do cardápio do Madá está a Margherita DOP. A sigla, que significa Denominação de Origem Protegida, refere-se a uma certificação da União Europeia que garante a origem e a tradição dos ingredientes. Cada ingrediente vem de uma região específica, escolhida a dedo por conta de seu terroir. O tomate, por exemplo, é importado da região de San Marzano, na Itália. Produzido em solo vulcânico, o resultado é uma variedade menos aquosa, mais doce e suculenta. Os tomates são safrados, chegam em latas numeradas e, na pizza, vira um molho crudívoro saboroso, batido apenas com sal. Já a muçarela é do tipo fior di latte, produzida pela Mozzarellart, principal casa de queijos legítimos italianos de Curitiba. Seu trunfo está na cremosidade, no forte sabor de leite e no frescor do produto artesanal.

Diferentemente da pizza tradicional da casa, que leva ainda grana padano, a DOP recebe um parmigiano-reggiano, que é um parmesão tradicionalíssimo, importado com 24 meses de cura. Para finalizar, azeite de oliva da Úmbria, que é uma das principais regiões produtoras de azeite da Itália. De sabor potente e levemente picante, ele é acrescentado apenas depois que a pizza sai do forno, para que não sofra com as altas temperaturas.

Outros destaques do menu são as pizzas Caprese, preparada com molho de tomates, muçarela, azeitonas pretas, pesto de manjericão, tomates frescos e manjericão fresco; e a Portogallo, uma releitura da famosa Portuguesa, que leva molho de tomates, muçarela, ovo com gema mole, presunto cru, cebola roxa, azeitonas pretas e orégano.

Para quem aprecia boas massas, a casa oferece ainda diversos preparos como manda a tradição italiana, entre eles o Fettuccine Genovese, com carne cozida em baixa temperatura, por volta de 6 horas de cocção, e massa fresca; e o Spathetti Alla Carbonara, com creme de gemas, queijo pecorino, pancetta e pimenta preta.

O Madá Pizza & Vinho funciona na Rua Saldanha Marinho (n° 1230), no Centro de Curitiba (PR), de segunda a segunda, das 18h30 às 23h. Para mais informações, acesse o perfil oficial da pizzaria no Instagram (@madapizzavinho).

Deni Nascimento e Gunnar Dums são os campeões do Rally dos Sertões

Com mais essa vitória, a Can-Am emplaca a décima-primeira conquista consecutiva e mantém sua hegemonia no maior rali das américas

Gunnar Dums e Deni Nascimento
Foto: Vinícius Branca
Vanessa Malucelli Andersen

Nove dias, mais de 28 horas acumuladas e 3.800 quilômetros de prova, com um detalhe: uma costela trincada antes do início da competição. Mas técnica, experiência e muita garra levou Deni Nascimento, ao lado de seu navegador Gunnar Dums, ao lugar mais alto do pódio na categoria UTV na 31ª edição do Rally dos Sertões. A dupla apoiada pela Can-Am virou o jogo na oitava e última etapa chegando em primeiro e eliminando a diferença de 1m28s que a separava de Rodrigo Varela e Matheus Mazzei, até então os favoritos ao título, já que vinham liderando a disputa desde a etapa Maratona.

“Foi um rali de superação. Desde o primeiro dia lutando com dores na costela. Mas Gunnar e eu sabíamos do nosso potencial e do nosso Maverick X3 e deixamos para ir para cima no dia certo. Mesmo fazendo uma excelente prova ontem, chegamos a pensar que seria impossível tirar a diferença para os primeiros colocados, mas aconteceu. A briga foi grande. Temos excelentes pilotos competindo, o Rodrigo é um grande vencedor, sabíamos que seria acirrado, mas deu tudo certo e agora é comemorar mais um título para nós e para a Can-Am, que nos apoia de maneira tão importante”, vibrou Nascimento logo após um minuto e meio intermináveis de espera para saber se tinham conquistado o título.

Deni Nascimento comemora também o bicampeonato, já que venceu a disputa em 2019 ao lado de Idali Bosse, e é o grande vencedor do Campeonato Brasileiro de Rally Cross-Country, divulgado ontem oficialmente pela CBM – Confederação Brasileira de Motociclismo. Rodrigo Varela leva o vice tanto no Sertões quanto no Cross-Country. Disputa acirradíssima entre os dois pilotos Can-Am até praticamente o último minuto. “Diz o ditado que o rali só termina quando acaba. E foi isso o que aconteceu. Dominamos as quatro últimas etapas, mas tivemos problemas nas dunas e perdemos os minutos de diferença que nos separava do segundo lugar. Mas o UTV veio incrível em toda a competição, a equipe está de parabéns. O negócio é se preparar e ir para as próximas dando o máximo de novo”, afirmou Rodrigo Varela.

Com isso, a Can-Am também se sagra, mais uma vez, líder absoluta, com o décimo-primeiro título consecutivo. Mais, a marca canadense figura em sete das 10 primeiras posições do ranking geral da competição. E segue: dos 91 UTVs inscritos, nada menos do 67 foram de Can-Am Maverick X3.

Um saldo e tanto e que levou a marca também ao segundo (Rodrigo Varela/Matheus Mazzei), e terceiro (Thiago Fraga/Álvaro Amarante) lugares na geral. Fraga e Amarante também se sagraram campeões da categoria UTV2. “Após a Maratona quase desistimos, mas depois tivemos dias muito bons. Tiramos muito tempo e conseguimos um quarto lugar na geral. Hoje precisávamos manter 2 minutos, que parecem pouco, mas não são. Conseguimos!”, comemorou Fraga.

Já Nelsinho Piquet e seu navegador Cesar Peduti levaram a melhor e ficaram com o primeiro lugar da categoria UTV3 (décimo-primeiro na geral). Desde sua primeira investida no universo dos ralis, em 2020 (apenas como convidado), o filho do tricampeão mundial de Fórmula 1, Nelson Piquet, vem marcando forte presença e, em sua terceira participação oficial, termina com um importante título para sua renomada coleção, que inclui Fórmula E, Lamborghini Super Trofeo, NASCAR e Stock Car.

“Estamos muito felizes. Sertões é sempre uma prova muito difícil. A gente passou por estresse, perrengues, dificuldades, mas conseguimos o título este ano na UTV3. Obrigada a todos e a Can-Am por ter nos ajudado a realizar essa prova maravilhosa, que exige empenho e amor de muitas pessoas. Por isso, é gratificante conquistar esse título. Queria vencer a UTV3 para ir para a UVT2 e depois UTV1 e no futuro Dakar. Estou aprendendo e melhorando a cada ano para chegar lá”, afirmou Piquet Jr.

Outros dois Varela se destacaram no Top 10 do ranking final: Bruno e seu navegador Gustavo Bortolanza ficaram com a quarta colocação, enquanto Gabriel e Ênio Bozzano com a nona. E outra conquista importantíssima para o grupo de pilotos apoiados pela Can-Am foi a colocação do estreante Felipe Fraga e seu parceiro Gabriel Dall Agno. Oriundo da Stock Car, dos GT3 e protótipos, Fraga, até então, só havia corrido no RN 1500 deste ano como preparação para o Sertões. Começou bem terminando em sétimo lugar na geral e em terceiro na Categoria UTV2, a mesma em que seu irmão Tiago Fraga foi campeão. Resumindo: pilotos, navegadores e Can-Am Maverick X3 fizeram bonito nas cinco primeiras posições do ranking geral.

“Ver meu irmão ganhar é incrível porque foi ele quem me trouxe para cá, para os UTVs. Estava na disputa, mas queria que ele ganhasse. O que viesse para mim estava bom. Mas foi muito melhor do que poderia imaginar. Os Maverick X3 nos ajudaram a chegar até aqui, nossa equipe maravilhosa e o apoio incondicional da Can-Am”, exaltou Felipe Fraga.

Duplas apoiadas pela Can-Am
O bicampeão do Sertões (2020 e 2021), Deninho Casarini e seu parceiro Ivo Mayer finalizam a competição no Top 10, na oitava posição na geral e em quinto na categoria UTV1. Bruno Conti, piloto de 18 anos e destaque Can-Am no Rally Dakar deste ano com a sexta colocação, e seu navegador Rafael Capoani, conquistaram o décimo-sexto lugar no ranking e uma incrível quinta posição na UTV2.

As representantes femininas da Can-Am, Helena Deyama e Cris Starling, terminaram o Sertões 2023 em trigésimo-quarto (sexto na categoria UTV3), enquanto o patriarca dos Varela, da Família da Poeira, Reinaldo, em quadragésimo-quinto (terceiro na categoria UOP). Já o grande campeão do Rally Dakar, com três títulos como navegador, Gustavo Gugelmin, e seu pai Sergio Gugelmin, conquistaram a quadragésima-sexta posição (oitavo na categoria Over50).

Hegemonia Can-Am no Rally dos Sertões
2023 – Deni Nascimento/Gunnar Dums’
2022 – Rodrigo Varela/Matheus Mazzei
2021 – Deninho Casarini/Ivo Mayer
2020 – Deninho Casarini/Ivo Mayer
2019 – Deni Nascimento/Idali Bosse
2018 – Enrico Amarante/Breno Rezende
2017 – Bruno Varela/João Arena
2016 – Bruno Sperancini/Breno Rezende
2015 – Bruno Sperancini/Lourival Roldan
2014 – Vinícius Mota/Rafael Shimuk
2013 – Carlo Collet/Marcos Lara

Resultados extraoficiais UTV – Geral
1. D. Nascimento/G. Dums – Can-Am – 28h30m17s
2. R. Varela/M. Mazzei – Can-Am – a 1m39s
3. T. Fraga/A. Amarante – Can-Am – a 33m00s
4. B. Varela/G. Bortolanza – Can-Am – a 35m06s
5. G. Cestari/J. Ardigo – Polaris – a 35m50s
6. T. Luza/H. Ribeiro – Polaris – a 36m23s
7. F. Fraga/G. Agnol – Can-Am – a 39m18s
8. D. Casarini/Ivo Mayer – Can-Am – a 46m36s
9. G. Varela/E. Bozzano – Can-Am – a 47m55s
10. N. Valentim/B. Rezende – Polaris – a 54m42s

Matheus Mazzei e Rodrigo Varela
Foto: Marcelo Machado de Melo

Cesar Peduti e Nelsinho Piquet

Irmãos Fraga e seus navegadores
Foto: Marcelo Machado de Melo

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